<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962</id><updated>2012-02-01T17:04:46.068Z</updated><category term='Currente calamo'/><category term='Cultura'/><category term='História'/><category term='Ovadas'/><category term='Douro'/><category term='Desporto'/><category term='Paus'/><category term='Religião'/><category term='Jornal de Resende'/><category term='Eventos'/><category term='Panchorra'/><category term='Barrô'/><category term='Educação'/><category term='Cárquere'/><category term='Associações'/><category term='Igreja'/><category term='Política'/><category term='S. Martinho de Mouros'/><category term='Anselmo Borges'/><title type='text'>O CANASTRO</title><subtitle type='html'>Onde se guardam letras de Resende</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>98</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4083387335249716544</id><published>2012-02-01T16:51:00.003Z</published><updated>2012-02-01T17:04:46.084Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='S. Martinho de Mouros'/><title type='text'>Ao jantar, no restaurante "Gentleman", com Fernando Pereira, Presidente da Junta de S. Martinho de Mouros*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Ele é integralmente um gentleman”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Esta citação de Rebeca West, escrita na parede à direita, logo à entrada do restaurante, define e caracteriza o ambiente acolhedor, a arte de bem receber, o bom gosto e a qualidade da comida. Este novo Gentleman, capitaneado por Manuel Pedro Gomes, de decoração sóbria e de muito bom gosto, corporiza o conceito abrangente de restauração: pratos regionais, refeições para dias especiais, almoços muito económicos de preço fixo, pizas, massas e menus infantis, de entre outros destaques. Com bom tempo, poder-se-á desfrutar do espaço convidativo da esplanada.&lt;br /&gt;É um óptimo espaço para quem quiser fazer da refeição um agradável encontro de conversa, como aconteceu com Fernando da Fonseca Pereira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem é o Presidente da Junta de S. Martinho de Mouros&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fernando da Fonseca Pereira nasceu a 30 de Dezembro de 1959, na Quintã, S. Martinho de Mouros. Os pais já faleceram; a mãe há oito anos e o pai há dois. Frequentou a então escola primária do Barracão, desta freguesia. Ainda hoje recorda o quanto lhe custava, sobretudo por alturas de Inverno, a longa caminhada que tinha de efectuar diariamente. Se tudo corresse bem, no trajecto de ida e volta demorava cerca de duas horas. Tal como muitos dos seus colegas da altura, concluiu a 4.ª classe em condições de adversidade inimagináveis para as crianças e jovens de hoje.&lt;br /&gt;Embora já o fizesse ao longo da escolaridade, quando terminou a 4.ª classe, foi trabalhar para o restaurante Bengalas e para a frutaria, negócios explorados pelo pai. Em 1976, com apenas 16 anos, emigrou para a Alemanha onde permaneceu durante 16 anos, fazendo um pouco de tudo, designadamente sendo motorista e trabalhando numa empresa de pneus. Casou-se em 1978. Com o objectivo de arranjar trabalho para a sua esposa, montou na zona para onde foram viver um super-mercado, respondendo aos gostos da comunidade portuguesa, mas sendo também procurado pelos alemães. Entretanto, Fernando Pereira continuou a trabalhar por contra de outrem.&lt;br /&gt;Voltou para Portugal em 1991, por causa da educação dos seus três filhos. Tal como foi verificando no historial de outras famílias emigrantes, caso os seus filhos fizessem a escolaridade na Alemanha, a possibilidade de os mesmos se fixarem definitivamente naquele país era grande. Deste modo, quando Fernando Pereira e a esposa pretendessem regressar a Portugal, deparar-se-iam com uma família dividida entre Portugal e a Alemanha. Quando voltou, montou a “Auto-Pneus Resendense”, negócio que mantém até hoje.&lt;br /&gt;Foi convidado pelo Eng. António Borges para liderar a lista do PS para as eleições autárquicas de 2005 para a Junta/Assembleia de Freguesia de S. Martinho de Mouros, que conquistou ao PSD. Na altura, o PS obteve cinco mandatos e o PSD quatro. Nas eleições de 2009, voltou a ganhar, tendo o PS aumentado o número de mandatos de cinco para seis.&lt;br /&gt;Vive na vila de Resende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que fez e o que espera fazer por S. Martinho de Mouros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Orgulha-se de ter procedido à ampliação do cemitério, uma necessidade há muito sentida, pois a capacidade de inumação encontrava-se praticamente esgotada, situação agravada pela existência de uma numerosa população idosa na freguesia e pela ocorrência de muitos enterros de pessoas ou familiares de naturais da freguesia e aqui não residentes. As obras respectivas rondaram os cento e dez mil euros. Relacionadas com estas, alargou a estrada que passa junto ao cemitério, a qual faz a ligação à estrada que segue para Vila Verde/Paus e à estrada da Calçada/Feira Nova. Neste perímetro, construiu um estaleiro para acondicionar materiais de construção ligados à Junta de Freguesia.&lt;br /&gt;Foi parceiro nas importantes obras de requalificação do centro histórico da vila de S. Martinho de Mouros, da responsabilidade da Câmara Municipal, e comparticipadas por fundos europeus. É de referir que, de entre outras beneficiações, teve lugar a remodelação dos pavimentos, a colocação de linhas arbóreas novas e o reforço da arborização existente, a implantação de sinalética, a remodelação da iluminação pública, a remodelação integral da rede de drenagem de águas pluviais, a submersão da rede eléctrica e telefónica e a recolocação dos pontos de recolha de lixo. Foi também parceiro na requalificação do edifício da antiga Casa da Câmara, que foi adaptado para um centro cívico, destinado a responder às necessidades culturais e formativas da população.&lt;br /&gt;Subscreveu o documento da transferência dos serviços prestados pela estação local dos CTT, que foram assumidos pela Junta de Freguesia, a qual disponibiliza um funcionário que atende os interessados nos dias úteis das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.&lt;br /&gt;Procedeu à abertura de várias caminhos/estradas que permitiu a ligação a povoações e propriedades. Também fez o levantamento do processo toponímico, faltando apenas a colocação das respectivas placas de identificação. Tem prestado especial atenção à resolução de todas as questões relacionadas com as competências da Junta, designadamente o arranjo e limpeza das vias públicas e a reposição de muros.&lt;br /&gt;No primeiro mandato colaborou nas festividades do Senhor do Calvário e organizou o passeio sénior. Continua a apoiar o agrupamento de escuteiros de S. Martinho de Mouros e o jornal “Ventos da Mogueira” e a organizar o magusto no dia S. Martinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Respostas breves&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Onde passou as últimas férias?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cabo Verde&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. Compra preferencialmente português?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Sim&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3. Quais os seus passatempos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Gosto de passear&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4. Qual o momento mais feliz da vida?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Para além das datas inesquecíveis do casamento e dos nascimentos dos meus filhos, acho que cada dia é sempre especial&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5. E o mais triste?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O falecimento dos pais&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6. Que faz para ultrapassar as “neuras”?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Espero que passem com um bocadinho de conversa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7. Qual o seu prato preferido?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Cabrito assado&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;8. Qual a obra mais necessária para o futuro do concelho de Resende que falta fazer?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;As ligações à A4 e A24&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;9. O que mais admira nos outros?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A sabedoria de cada um; a forma de ser cada um&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10. O que mais detesta nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Detesto a arrogância das pessoas, sobretudo quando afirmam que sabem e se conclui que não sabem nada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11. Qual é a festa que lhe dá mais gozo comemorar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A festa de aniversário&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;12. Quais os locais do concelho para onde costuma ir passear?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Todo o concelho é bonito para passear&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13. Tem algum objecto que guarda com particular predilecção?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14. De que mais se orgulha?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A obra que fui fazendo; o que tenho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;15. Quais as três obras mais importantes para o concelho feitas após o 25 de Abril?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A requalificação da vila, os centros escolares, o centro de saúde e as novas valências da Santa Casa da Misericórdia, ente outras obras&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;16. Acredita que a construção da estrada Resende/Bigorne irá arrancar brevemente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esta crise durar, não acredito que isso venha a ser possível&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;17. O que é que acha que o Eng. António Borges irá fazer após a saída da Câmara Municipal?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Talvez se reforme, embora continue a lutar por Resende&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;18. Associa a palavra Resende a..?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cerejas e cavacas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19. Já foi multado por infracção ao código da estrada?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;20. Já alguma vez deu uma prenda que lhe tinha sido previamente oferecida?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;21. Concorda que o Estado limpe as matas de quem não o fizer e mande a conta?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, caso as pessoas não as limpem&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;22. Que áreas deverão ser privilegiadas para criar emprego em Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que são as empresas industriais que oferecem mais perspectivas de emprego&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;23. Refira dois nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento de Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eng. António Borges&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;24. É favorável à redução de autarquias, designadamente de freguesias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;25. Tem argumentos para fixar os mais novos na freguesia de S. Martinho de Mouros?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para viver não falta nada; o pior é arranjar trabalho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;26. De que mais gostou deste “novo” Gentleman?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Acho que é um espaço com muito bom gosto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Da autoria de Marinho Borges, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Janeiro de 2012&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4083387335249716544?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4083387335249716544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4083387335249716544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2012/02/ao-jantar-no-restaurante-gentleman-com.html' title='Ao jantar, no restaurante &quot;Gentleman&quot;, com Fernando Pereira, Presidente da Junta de S. Martinho de Mouros*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-8604510368283846548</id><published>2012-01-23T12:25:00.003Z</published><updated>2012-01-23T12:41:04.793Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Associações'/><title type='text'>Ao almoço, no restaurante "Gentleman" com Luís Pinto, maestro do Grupo Coral de Resende*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Ele é integralmente um gentleman”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esta citação de Rebeca West, escrita na parede à direita, logo à entrada do restaurante, define e caracteriza o ambiente acolhedor, a arte de bem receber, o bom gosto e a qualidade da comida. Este novo Gentleman, capitaneado por Manuel Pedro Gomes, de decoração sóbria e de muito bom gosto, corporiza o conceito abrangente de restauração: pratos regionais, refeições para dias especiais, almoços muito económicos de preço fixo, pizas, massas e menus infantis, de entre outros destaques. Com bom tempo, poder-se-á desfrutar do espaço convidativo da esplanada. Algumas informações úteis encontram-se no site &lt;a href="http://www.o-gentleman.pt/"&gt;www.o-gentleman.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luís Pinto, seguindo a sugestão do chefe, escolheu polvo à lagareiro. Foram assim pedidas duas doses. O polvo foi acompanhado de batatas a murro e grelos, uma delícia para desencadear uma boa conversa, em noite amena de Outono.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem é Luís Pinto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Luís Manuel Almeida Matos Ferreira Pinto nasceu no Enxertado, a 28 de Agosto de 1960. Frequentou a escola primária desta povoação. Ainda hoje conserva boas recordações deste período, ressaltando o convívio e as brincadeiras com os colegas. Por influência dos pais, de fé convicta e católicos praticantes, ingressou no Seminário de Resende, que frequentou até perfazer o antigo 5.º ano (actual 9.º ano). Aqui foi seu professor de música o Cónego Manuel Esteves Alves, guardando dele a imagem de um formador de competências multifacetadas e exigente. De Resende transitou para o Seminário Maior de Lamego, de onde saiu no fim do antigo 7.º ano (actual 11.º ano). Como os estudos do seminário só davam equivalência à secção de letras do antigo 5.º ano, teve de frequentar o Externato D. Afonso Henriques, onde fez exame às disciplinas da secção de ciências. Terminado o 5.º ano (actual 9.º), ingressou no Liceu Latino Coelho, de Lamego, onde concluiu o 12.º ano, na área de científico-naturais.&lt;br /&gt;Após terminar o ensino secundário, pensou seriamente em prosseguir estudos universitários, mas um amigo de Resende informou-o de um concurso para a Caixa Geral de Depósitos que estava a decorrer. Mandou um postal, manifestando interesse e referindo os dados das habilitações académicas. Passado algum tempo, foi convocado para fazer testes psicotécnicos, cujos resultados positivos levaram à sua admissão nos quadros desta instituição bancária. Assim, em 1982 entrou para a Agência de Resende, onde se manteve 22 anos. Em 2004, foi transferido para a Agência da Lixa, onde permaneceu dois anos. Em 2006, foi trabalhar para a Agência da Régua como sub-gerente. Por fim, em 2008 voltou para a Agência de Resende como sub-gerente, onde permanece actualmente.&lt;br /&gt;Para além da suas actividades profissionais (onde teve cinco promoções por mérito) e musicais, cultivou ou cultiva outros interesses. Foi presidente da juventude social democrata, a nível concelhio, durante vários anos. Foi deputado na Assembleia Municipal de Resende durante 22 anos, tendo sido condecorado com a medalha de ouro do município. Fez parte da mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Resende durante dois mandatos. Foi presidente do Grupo Desportivo de Resende durante vários mandatos, designadamente entre 1989 e 1991, que foram as melhores épocas de sempre do Grupo. Foi presidente da Associação Social Desportiva Recreativa e Cultural Pró-Resende de 1999 a 2004. É membro do Rotary Clube de Resende desde 2007.&lt;br /&gt;Tem uma irmã. É casado. Tem duas filhas e vive em Anreade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ligação à música&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Luís Manuel Almeida Matos Ferreira Pinto vive e respira música desde que nasceu. Além do bandolim, que aprendeu com o pai e executa desde os 6 anos, toca também piano, viola, guitarra, acordeão, trompete, cavaquinho e flauta. Aprofundou os seus dotes musicais nos seminários de Resende e Lamego, que frequentou durante sete anos, onde teve grandes mestres, tendo pertencido à banda do seminário maior, onde tocava trompete.&lt;br /&gt;Foi professor de música na então escola preparatória de Resende, onde ensinou piano e viola. Ministrou cinco cursos de iniciação musical no âmbito do ensino extra-escolar. Fundou e dirigiu o Grupo Cénico e Folclórico do Enxertado, entretanto extinto. Dirigiu também os coros litúrgicos do Enxertado e da igreja matriz de Resende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20 anos à frente do Grupo Coral de Resende&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Luís Pinto está na origem da criação do Grupo Coral de Resende, que dirige desde o seu início. Importa referir que foi a partir de um curso de iniciação musical lançado no âmbito da então coordenação concelhia da extensão educativa, que arrancou em Fevereiro de 1991, que o Grupo Coral foi constituído. A primeira actuação teve lugar a 21 de Setembro 1991 no salão dos bombeiros.&lt;br /&gt;Em Resende, o Grupo Coral tem marcado presença nas comemorações do 25 de Abril e nas festas da Labareda, feiras e lançamento de livros, efemérides e eventos culturais. Tem sido ainda muito solicitado para actuações por parte de câmaras municipais, paróquias e outras instituições. A sua presença em casamentos é cada vez mais requisitada. Por sua vez, Os Encontros de Coros de Resende, por si organizados anualmente, têm trazido ao nosso concelho muitos grupos de grande qualidade. &lt;br /&gt;Merecem realce especial as deslocações à Suíça e Canadá a convite das nossas comunidades de emigrantes, onde efectuou diversas actuações, com destaque neste último país, onde o Grupo não teve descanso durante uma semana. O mesmo aconteceu numa recente deslocação à Madeira, onde foi muito acarinhado.&lt;br /&gt;É de referir ainda que este grupo coral efectuou uma gravação para a RDP e participou no CD da colectânea “Os melhores coros da região norte”. Espera lançar brevemente um CD.&lt;br /&gt;A boa notícia no âmbito do seu 20.º aniversário está relacionada com a atribuição de sede própria, no r/c do edifício da antiga Delegação Escolar, mercê de um acordo de cedência por parte da Câmara Municipal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Respostas breves&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Onde passou as últimas férias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em Palma de Maiorca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. Compra preferencialmente português?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3. Quais os seus passatempos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Actividades ligadas à música e à realização em vídeo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4. Qual o momento mais feliz da vida?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O casamento e nascimento das filhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5. E o mais triste?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A morte do meu pai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6. Que faz para ultrapassar as “neuras”?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Toco viola ou dedico-me ao restauro de mobílias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7. Qual o seu prato preferido?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Parrilhada de marisco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;8. Qual a obra mais necessária para o futuro do concelho de Resende que falta fazer?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As ligações à A4 e A24&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;9. O que mais admira nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Espírito de iniciativa e lealdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10. O que mais detesta nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cobardia e falsidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11. Qual é a festa que lhe dá mais gozo comemorar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Natal e fim de ano por serem festas de família&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;12. Quais os locais do concelho para onde costuma ir passear?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Caldas de Aregos e Porto de Rei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13. Tem algum objecto que guarda com particular predilecção?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alfinete de gravata, por ter sido oferecido por uma pessoa muito especial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14. De que mais se orgulha?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De ter contribuído para o êxito do Grupo Coral de Resende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;15. Quais as três obras mais importantes para o concelho feitas após o 25 de Abril?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ponte da Ermida, requalificação da vila, piscina coberta e auditório municipal, entre outras obras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;16. Acredita que a construção da estrada Resende/Bigorne irá arrancar brevemente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho muitas dúvidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;17. Os resendenses têm acarinhado devidamente o Grupo Coral de Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Têm. Nas actuações está sempre muita gente, que nos acompanha e acarinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;18. Associa a palavra Resende a..?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cerejas, cavacas e Grupo Coral de Resende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19. Já foi multado por infracção ao código da estrada?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;20. Já alguma vez deu uma prenda que lhe tinha sido previamente oferecida?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;21. Concorda que o Estado limpe as matas de quem não o fizer e mande a conta?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que numa primeira fase as pessoas devem ser devidamente informadas e avisadas para limpar as matas de que são proprietárias. Caso não o façam, então sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;22. Que áreas deverão ser privilegiadas para criar emprego em Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deve-se apostar no turismo e na criação de empresas, ocupando os lotes disponíveis na área empresarial de Anreade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;23. Refira dois nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento de Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eng. António Borges e Dr. Albino Brito de Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;24. Acha que a Câmara Municipal de Resende tem apoiado devidamente o Grupo Coral de Resende&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, na vertente logística e financeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;25. Costuma cantar músicas quando está sozinho?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. Até já toquei violino na casa de banho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;26. De que mais gostou deste novo Gentleman?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um espaço de excelência, com um serviço muito esmerado&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de Marinho Borges, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Dezembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-8604510368283846548?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/8604510368283846548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/8604510368283846548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2012/01/ao-almoco-no-restaurante-gentleman-com.html' title='Ao almoço, no restaurante &quot;Gentleman&quot; com Luís Pinto, maestro do Grupo Coral de Resende*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-9011325418402757312</id><published>2011-12-28T10:40:00.002Z</published><updated>2011-12-28T14:42:31.553Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Revista do Agrupamento de Escolas de Resende</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Saiu o 1.º número desta interessante revista, que tem ao leme Paulo Sequeira, Fernando Vieira e Sérgio Matos, estando aberta à colaboração de todos os elementos da comunidade educativa.&lt;br /&gt;Pode ser lida a partir&lt;a style="COLOR: rgb(255,0,0)" href="http://pt.scribd.com/doc/76602496/Revista-AEResende-Dezembro-2011"&gt; daqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-9011325418402757312?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/9011325418402757312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/9011325418402757312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/12/revista-do-agrupamento-de-escolas-de.html' title='Revista do Agrupamento de Escolas de Resende'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-5065771132061518745</id><published>2011-12-12T12:30:00.003Z</published><updated>2011-12-12T12:42:01.662Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Panchorra'/><title type='text'>Ao almoço, no restaurante "Gentleman", com Horácio Saraiva, presidente da Junta da Panchorra*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Ele é integralmente um gentleman”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esta citação de Rebeca West, escrita na parede à direita, logo à entrada do restaurante, define e caracteriza o ambiente acolhedor, a arte de bem receber, o bom gosto e a qualidade da comida. Este novo Gentleman, capitaneado por Manuel Pedro Gomes, de decoração sóbria e de muito bom gosto, corporiza o conceito abrangente de restauração: pratos regionais, refeições para dias especiais, almoços muito económicos de preço fixo, pizas, massas e menus infantis, de entre outros destaques. Com bom tempo, poder-se-á desfrutar do espaço convidativo da esplanada. Algumas informações úteis encontram-se no site &lt;a href="http://www.o-gentleman.pt/"&gt;www.o-gentleman.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É um óptimo espaço para quem quiser fazer da refeição um agradável encontro de conversa, como aconteceu com Horácio Saraiva.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem é o Presidente da Junta da Freguesia da Panchorra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Horácio Saraiva nasceu a 31 de Janeiro de 1971, na Panchorra. Frequentou a antiga escola primária da Panchorra, tendo aqui feito também o 5.º e 6.º anos no âmbito da telescola. Após ter terminado o 7.º ano na Escola Secundária D. Egas Moniz, transferiu-se para o Externato D. Afonso Henriques, que frequentou do 7.º ao 11.º ano. O 12.º ano foi feito na Escola Secundária D. Egas Moniz. Cumpriu o serviço militar no Porto e em Santa Margarida.&lt;br /&gt;O pai faleceu em Setembro do ano passado. A mãe vive na Panchorra. Tem uma irmã mais nova que vive em Lisboa&lt;br /&gt;Trabalha nos serviços administrativos da Santa Casa da Misericórdia de Resende, onde também trabalha a esposa, e vive na vila. Tem um filho de 4 anos.&lt;br /&gt;Pertence à comissão fabriqueira da paróquia da Panchorra, onde tem colaborado com o pároco na administração das situações correntes e na angariação de fundos para reparações da igreja e outras despesas do âmbito das actividades religiosas.&lt;br /&gt;É o presidente da AFOPADIS (Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento de Resende), que é a entidade detentora da Escola Profissional de Resende.&lt;br /&gt;É o presidente do Conselho de Compartes dos Baldios dos Povos da Talhada e da Panchorra, entidade responsável pela representação e gestão destes terrenos.&lt;br /&gt;Gosta de futebol, tendo jogado durante vários anos pelo S. Martinho de Mouros, e ainda se reúne habitualmente com amigos para jogar umas partidas de futebol de cinco.&lt;br /&gt;Actualmente, frequenta, à noite, o curso de Secretariado de Administração na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego.&lt;br /&gt;É Presidente da Junta de Freguesia desde 2009, em lista apoiada pelo PS, não tendo qualquer experiência autárquica anterior. A lista do PS obteve cinco mandatos para a Assembleia de Freguesia, tendo uma lista de independentes obtido dois. Anteriormente, a maioria na autarquia da Panchorra era afecta ao PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que fez e o que espera fazer pela Panchorra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fez o levantamento do processo toponímico, dotando as ruas e caminhos da Panchorra e Talhada das respectivas placas de identificação.&lt;br /&gt;Requalificou vários caminhos de acesso a terrenos agrícolas e a matos, possibilitando a circulação de tractores e de viaturas de bombeiros.&lt;br /&gt;Calcetou várias ruas e caminhos da freguesia, tornando mais seguros e agradáveis os respectivos acessos.&lt;br /&gt;Colaborou, através de uma parceria da Junta de Freguesia com uma entidade formadora, em acções de dupla certificação (profissional e escolar), o que permitiu que cerca de quinze pessoas obtivessem o 6.º ou o 9.º ano.&lt;br /&gt;Tem organizado um passeio anual para toda a população da freguesia.&lt;br /&gt;Como realização a curto prazo, tem projectada a construção de uma casa funerária, junto à igreja, estando esperançado que as obras comecem brevemente. É sua intenção também efectuar obras de requalificação no edifício da sede da Junta de Freguesia, de forma a criar aí uma valência de centro de dia para apoio aos mais idosos.&lt;br /&gt;Convém referir que a sede da Junta tem um espaço internet, acessível através de dois computadores, que pode ser utilizado por todos os residentes. Estes têm também ao seu serviço uma impressora, um fax e uma fotocopiadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Respostas breves&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Onde passou as últimas férias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em Nazaré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2. Compra preferencialmente português?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não tenho preferência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;3. Quais os seus passatempos?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Distraio-me com a prática de futebol e vejo televisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4. Qual o momento mais feliz da vida?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O casamento e o nascimento do meu filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5. E o mais triste?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O falecimento do meu pai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6. Que faz para ultrapassar as “neuras”?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Procuro afastar-me do problema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7. Qual o seu prato preferido?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Arroz de cabidela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Qual a obra mais necessária para o futuro do concelho de Resende que falta fazer?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A ligação à A24 (Bigorne)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;9. O que mais admira nos outros?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A sinceridade, acima de tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10. O que mais detesta nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A falsidade e a hipocrisia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Qual é a festa que lhe dá mais gozo comemorar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Até há poucos anos era a festa de S. Lourenço, o padroeiro da paróquia, que infelizmente se deixou de fazer. Agora é a festa da Labareda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;12. Quais os locais do concelho para onde costuma ir passear?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caldas de Aregos e a serra de Montemuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13. Tem algum objecto que guarda com particular predilecção?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14. De que mais se orgulha?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De fazer bem aos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;15. Quais as três obras mais importantes para o concelho feitas após o 25 de Abril?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ponte da Ermida, a requalificação da vila de Resende e as piscinas cobertas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;16. Acredita que a construção da estrada Resende/Bigorne irá arrancar brevemente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se dependesse exclusivamente da Câmara Municipal de Resende, sim. Mas não é este o caso e a situação não é favorável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;17. O que é que acha que o Eng. António Borges irá fazer após a saída da Câmara Municipal?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Irá continuar a apoiar o desenvolvimento de Resende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;18. Associa a palavra Resende a..?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cerejas e cavacas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19. Já foi multado por infracção ao código da estrada?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;20. Concorda que o Estado limpe as matas de quem não o fizer e mande a conta?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, já que as pessoas, ao não cuidarem daquilo que é seu, estão a prejudicar os bens dos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;21. Que áreas deverão ser privilegiadas para criar emprego em Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dever-se-á investir sobretudo no turismo, em todas as áreas respeitantes a Caldas de Aregos, e no aproveitamento das potencialidades das cerejas, que não estão devidamente exploradas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;22. Refira dois nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento de Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eng. António Borges e Dr. Albino Brito de Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;23. É favorável à redução de autarquias, designadamente de freguesias?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Concordo com a redução, mas tem de ir mais no sentido de isso ser feito nos centros urbanos. No interior é necessário ter em conta a proximidade às populações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;24. Tem argumentos para fixar os mais novos na freguesia da Panchorra?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Infelizmente não encontram lá trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;25. De que mais gostou deste “novo” Gentleman?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fiquei agradavelmente surpreendido com tudo&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apontamento de autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, Novembro de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-5065771132061518745?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/5065771132061518745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/5065771132061518745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/12/ao-almoco-no-restaurante-gentleman-com.html' title='Ao almoço, no restaurante &quot;Gentleman&quot;, com Horácio Saraiva, presidente da Junta da Panchorra*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-3529951272163102619</id><published>2011-11-07T10:27:00.006Z</published><updated>2011-11-07T11:00:17.706Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>Ao jantar, no restaurante "Gentleman", com Rui Rebelo, treinador do GD Resende*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Ele é integralmente um gentleman”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esta citação de Rebeca West, escrita na parede à direita, logo à entrada do restaurante, define e caracteriza o ambiente acolhedor, a arte de bem receber, o bom gosto e a qualidade da comida. Este novo Gentleman, capitaneado por Manuel Pedro Gomes, de decoração sóbria e de muito bom gosto, corporiza o conceito abrangente de restauração: pratos regionais, refeições para dias especiais, almoços muito económicos de preço fixo, pizas, massas e menus infantis, de entre outros destaques. Com bom tempo, poder-se-á desfrutar do espaço convidativo da esplanada. Algumas informações úteis encontram-se no site &lt;a href="http://www.o-gentleman.pt/"&gt;http://www.o-gentleman.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rui Rebelo, seguindo a sugestão do chefe, escolheu “bacalhau com broa”. Foram assim pedidas duas doses. O bacalhau, coberto de miolo de broa, foi acompanhado de batatas a murro e grelos, uma delícia para iniciar uma boa conversa, num gosto partilhado pelo “fiel amigo” e por Resende.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem é Rui Rebelo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rui Miguel Rebelo nasceu em Lamego a 11 de Fevereiro de 1977. Os pais são naturais de Vinhós e encontravam-se à época a trabalhar em Lamego, tendo-se mudado para Resende em 1978, onde se estabeleceram por conta própria, fundando a “Ourivesaria Rebelo”, que ainda detêm. Rui Rebelo veio assim com um ano de idade para o nosso concelho, que só largou para estudar. Tem uma irmã mais nova, professora, que se encontra este ano a dar aulas na zona de Lisboa.&lt;br /&gt;Todo o percurso escolar foi feito em Resende. Andou no jardim de infância na vila. Fez o 1.º e o 2.º anos na então escola primária de Vinhós e o 3.º e 4.º anos em Resende. Transitou para a então escola preparatória, onde concluiu o 2.º ciclo. Do 7.º ao 12.º anos frequentou a escola secundária Dom Egas Moniz.&lt;br /&gt;Ingressou no Instituto Piaget de Viseu, onde concluiu, em 2001, a licenciatura em educação básica, variante de educação física. Em 2006, matriculou-se no mestrado “Desporto para crianças e jovens”, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, que terminou em 2009.&lt;br /&gt;É detentor dos seguintes cursos de treinadores: i) treinador Futsal, nível II (Basic-UEFA); e ii) treinador Futebol, nível II (Basic-UEFA), ambos promovidos pela Associação de Futebol de Viseu, organismo credenciado para o efeito.&lt;br /&gt;Como professor, já passou por escolas de Alijó (um ano), Resende (três anos), Cinfães (um ano), novamente Resende (um ano) e Amarante (três anos). No ano lectivo transacto, ficou afecto ao Agrupamento de Escolas de Marco de Canavezes, o mesmo acontecendo este ano.&lt;br /&gt;Vive na vila de Resende, é casado e tem uma filha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Percurso como jogador e treinador&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O seu gosto pela bola adveio-lho do pai, que chegou a ser jogador do Grupo Desportivo de Resende, com quem muito aprendeu. O treinador que mais o marcou foi Joaquim Alves, quando era jogador dos juvenis do Grupo Desportivo de Resende. Tinha espírito de liderança, sabia motivar e incutir um espírito de vencedor e preocupava-se em criar grupos coesos.&lt;br /&gt;Começou por integrar as competições de desporto escolar desde muito novo. Jogou nos juvenis, juniores e seniores do Grupo Desportivo de Resende. Jogou também nos seniores do Sport Clube de Aregos e dos Unidos de Resende.&lt;br /&gt;A sua primeira experiência como treinador ocorreu na época de 2001/2002, em que treinou os juvenis de Futsal do Sport Clube de Aregos e os juniores de futebol deste mesmo Clube. De 2004 a 2006, foi treinador dos seniores de Futsal de S. Martinho de Mouros. No ano seguinte, treinou os juniores da mesma modalidade neste clube. Em 2007/2008, jogou Futsal pelo S. Martinho de Mouros e foi co-responsável pela selecção distrital de Viseu de Futsal, o mesmo acontecendo até Novembro do ano seguinte.&lt;br /&gt;A partir desta data, Novembro de 2008, começar a treinar a equipa sénior do Grupo Desportivo de Resende, funções de que viria a demitir-se em Fevereiro de 2010. Na época de 2010/2011, jogou Futsal pelo S. Martinho de Mouros e veio a fundar a Academia Futsal de Resende. Presentemente, é de novo o treinador dos seniores do Grupo Desportivo de Resende.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;À frente do Grupo Desportivo de Resende&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rui Rebelo acabou de pegar numa equipa, que na época passada, em 26 jogos, sofreu 21 derrotas, empatou 4 vezes e só conseguiu uma vitória. O grande capital deste grupo de trabalho é a paixão por Resende, pois a maioria dos jogadores é natural do concelho e tudo fazem pelo seu engrandecimento. Sabem que o futebol pode ser um eficaz embaixador do nome de Resende. Embora com escassez de meios, tem a confiança e a disponibilidade da actual direcção do Grupo Desportivo de Resende . Todos os jogadores trabalham ou estudam, alguns bem longe do concelho, e por isso só treinam duas vezes por semana. Mas Rui Rebelo tem a capacidade de criar grande empatia e cumplicidade entre todos, transmitir confiança e cimentar elos de coesão, o que permite dar corpo a um projecto sustentado a médio prazo. É uma ambição que, de acordo com as suas palavras, só é possível alcançar com o trabalho e apoio de todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Respostas breves&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Onde passou as últimas férias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em Albufeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. Compra preferencialmente português?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Tento fazê-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3. Quais os seus passatempos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prática de desporto e leituras técnicas ligadas ao futebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4. Qual o momento mais feliz da vida?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O nascimento da minha filha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5. E o mais triste?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A morte de familiares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6. Que faz para ultrapassar as “neuras”?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com um jogo ou treino de futebol ou uma corrida, passa tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7. Qual o seu prato preferido?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Frango estufado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;8. Qual a obra mais necessária para o futuro do concelho de Resende que falta fazer?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Circuito de manutenção, que está a ser construído, segundo penso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;9. O que mais admira nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A sinceridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10. O que mais detesta nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A falsidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11. Qual é a festa que lhe dá mais gozo comemorar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A festa de aniversário da minha filha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;12. Quais os locais do concelho para onde costuma ir passear?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porto de Rei, Caldas de Aregos e monte de S. Cristóvão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13. Tem algum objecto que guarda com particular predilecção?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14. De que mais se orgulha?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da empatia e do bom clima que consigo criar entre os meus alunos e jogadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;15. Quais as três obras mais importantes para o concelho feitas após o 25 de Abril?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ponte da Ermida, a construção da escola secundária e todas as importantes obras que se fizeram nos últimos anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;16. Acredita que a construção da estrada Resende/Bigorne irá arrancar brevemente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, devido à grande crise financeira em que o país se encontra&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;17. Os resendenses têm acarinhado devidamente o Grupo Desportivo de Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Acho que podiam fazer mais para ter um clube de outra dimensão; o nosso concelho merecia mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;18. Associa a palavra Resende a..?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Paixão, família e amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19. Já foi multado por infracção ao código da estrada?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já, por não ter o colete reflector&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;20. Concorda que o Estado limpe as matas de quem não o fizer e mande a conta?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As matas devem estar limpas; os militares podiam ajudar. Agora mandar a conta parece-me demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;21. Que áreas deverão ser privilegiadas para criar emprego em Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As empresas industriais é que poderão criar muitos postos de trabalho, mas não estou a ver como em Resende. Deve-se apostar nas potencialidades turísticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;22. Refira dois nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento de Resende?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eng. António Borges e Dr. Albino Brito de Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;23. Acha que a Câmara Municipal de Resende tem apoiado devidamente o desporto no concelho?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Sim, embora nalguns aspectos preferisse que fosse dada uma outra orientação a alguns apoios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;24. Da sua experiência, nota diferenças nos alunos que praticam desporto?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. São geralmente mais autónomos, disciplinados, aproveitam melhor o tempo e têm objectivos de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;25. De que mais gostou deste novo Gentleman?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da decoração, que acho original&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;Apontamento da autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jornal de Resende&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, número de Novembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-3529951272163102619?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3529951272163102619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3529951272163102619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/11/ao-jantar-no-restaurante-gentleman-com.html' title='Ao jantar, no restaurante &quot;Gentleman&quot;, com Rui Rebelo, treinador do GD Resende*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-660571941445098732</id><published>2011-10-23T20:45:00.003+01:00</published><updated>2011-10-23T21:10:15.124+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Currente calamo'/><title type='text'>Aventura da entrada no Seminário de Tomar (Convento de Cristo) há 50 anos*</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;" &gt;Tenho imenso prazer em &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;fazer um relato da entrada no Seminário de Tomar,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;pela alegria que isso me trouxe. Eram tempos inimagináveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;" &gt; A vinda para o Seminário, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;com tudo o que isso representou, constituiu&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a maior aventura da minha vida. Foi algo que desejei e que até aos sete anos ocupou muito do meu imaginário. Os horizontes das maiores distâncias percorridas &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ficavam-se por Lamego, onde ia frequentemente, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a pé, acompanhando &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o meu pai nas visitas a familiares, nas deslocações às feiras e nas idas à festa da Senhora dos Remédios, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;e por Sernancelhe, onde fui uma vez numa excursão do grupo da &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;catequese em romaria à Senhora da Lapa, nunca tendo, pois,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;excedido &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;os setenta quilómetros para além de Paus, a freguesia de Resende, onde nasci. O mundo para além desta distância &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;era criado pela imaginação. E o que me cativava era a África e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;mar desconhecidos. O mar era uma imensidão de água sem fim; a África era uma floresta contínua, habitada por &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;animais selvagens, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de grande porte, semeada de pequenas aldeias, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de casas de colmo, junto a lagos e grandes rios. Foi por isso com emoção que, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;num dia de Julho de 1961, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;subi com o meu pai a serra das Meadas para ir ter com o então Padre Carlos, o chamado tio missionário, a Magueija, próximo de Lamego, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;onde me esperava para fazer o exame de admissão, o qual foi feito com um outro candidato. Efectuei a prova dando o meu melhor, pois era a chave da mudança de rumo da minha vida. Tive dúvidas acerca de um problema. Por isso, saí da prova adensado em dúvidas e interrogações sobre o meu futuro. Enquanto o meu pai falava com o Sr. Padre Carlos, dizia para comigo: “Será &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que vou passar? Terei hipóteses de entrar? E eu que podia ir para o Seminário de Resende, que o pároco da freguesia até tratava de ajudar a pagar as despesas...”. E depois culpava-me: “Quiseste ir para longe, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;para os Seminários onde já andam o Tomás, o Anselmo e o Vítor e às tantas não entras”. Estes pensamentos também me atormentavam, pelos efeitos devastadores na &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;minha auto-imagem. Os meus irmãos eram considerados por toda a gente da freguesia alunos brilhantes “Os filhos do Alfredo Borges é que são espertos”, dizia-se. Se eu chumbasse, era o mundo que desabava. Mas num dia de Agosto, chegou a tão desejada e temida carta a Vinha Velha de Paus, que foi entregue pelo carteiro, o Sr. Miranda. Foi a medo que a abri.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Mas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;era portadora de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;boas novas. Anunciava que tinha sido aprovada a minha entrada no Seminário de Tomar, indicando o dia em&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que nele deveria dar entrada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;" &gt;Ficou combinado que iria com um soldado de Paus, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que cumpria o serviço militar em Tomar. No dia aprazado, ou seja no dia 1 de Outubro,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;lá fui com alguns &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;apetrechos enfiados numa bolsa de pano para a estação de Porto de Rei, na linha do Douro, acompanhado da minha mãe, do dito soldado e de uma senhora, que transportava uma &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;mala (mais propriamente, uma caixa tosca de madeira) à cabeça, contendo a roupa, lençóis, cobertores e toalhas, que deveria ser despachada. A despedida não me &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;custou. Afinal estava a realizar um sonho. Já não me recordo das emoções da viagem. Do que senti na mudança de comboio em Campanhã, no Entroncamento…., como me desenrasquei nas idas à casa de banho…, que conversas tive com o meu acompanhante militar (as indispensáveis,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;com certeza&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;, que eu sempre fui de poucas palavras)...Tudo se apagou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;" &gt;Cheguei a Tomar, era já tarde. O militar indicou-me a direcção do Convento e eu lá fui sozinho por aí acima. Chegado lá, fiquei todo baralhado, pois encontrei todas as portas fechadas. Olhei para todos os lados, mas não aparecia ninguém. E pensei: “é estranho, ao menos na minha terra está sempre&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;gente a passar nos caminhos”. E avancei até encontrar gente. Na primeira casa que me apareceu, chamei a medo por alguém. Apareceu-me um senhor de meia idade que me informou como deveria fazer. Pelo modo como me falou fiquei sempre com a ideia de que não deveria simpatizar muito com padres, pois foi seco nas palavras, parecendo&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;querer ver-se livre de mim. Na porta &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;da entrada do Seminário, seguindo as instruções recebidas, toquei à sineta. Apareceu-me um padre a quem expliquei ao que vinha. Tudo isto aconteceu, porque cheguei um dia antes da data aprazada. Pouco depois, apareceu o meu primo, o Irmão José Ribeiro, que nunca mais me largou e me foi mostrando os cantos do grande casarão. Uma das primeiras coisas que lhe disse foi mais ou menos isto: “nestes corredores era capaz de passar uma “carreira”; e isto é tão grande que dava para todas as pessoas da nossa terra virem para cá morar”. Passado algum tempo, disse-me: “tu deves vir larado de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;fome”. E foi-me fazer umas sandes de queijo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;" &gt;Vir de um meio pequeno e ser “despejado” de repente num convento gigantesco é obra. Ainda hoje me admiro da forma rápida como decorreu a minha adaptação. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Como dormi sempre serenamente numa grande camarata, como me habituei a estudar numa grande sala, como me esforcei por cumprir regras exigentes e horários… Tudo num ambiente bem estruturado e previsível, mas sob o peso e a dimensão &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de corredores, claustros, escadas, janelas, abóbadas, naves…pouco consentâneos com o acolhimento e a vida quotidiana de crianças. E assim se passou o ano lectivo de 1961/62.  &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Já de novo em&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Tomar, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;gozadas as férias em Paus, e preparado para iniciar o segundo ano no Convento de Cristo, foi com enorme &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;satisfação que recebi a notícia de que tinha sido um dos seleccionados para fazer esse ano em Valadares, mais propriamente em Vilar do Paraíso, com a missão de ocupar e dar vida às duas &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;quintas, ligadas entre si,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;recentemente adquiridas pela Sociedade Missionária.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;" &gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Retirado do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Valadares-Seminário da Boa Nova: 50 anos/Lembranças dos primeiros tempos&lt;/span&gt;", coord. de Aires de Nascimento e editado pela ARM (Associação dos Antigos Alunos da Sociedade Missionária da Boa Nova)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-660571941445098732?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/660571941445098732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/660571941445098732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/10/aventura-da-entrada-no-seminario-de.html' title='Aventura da entrada no Seminário de Tomar (Convento de Cristo) há 50 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4071470168547652585</id><published>2011-10-19T12:02:00.003+01:00</published><updated>2011-10-19T12:16:32.605+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>Ao café com …o Presidente da Junta de Feirão, José de Oliveira Monteiro*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem é o presidente da Junta da Freguesia de Feirão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;José de Oliveira Monteiro nasceu em Feirão a 30 de Maio de 1971. Iniciou a aprendizagem das primeiras letras e números em França, onde frequentou a primeira e a segunda classes. De regresso a Feirão, aqui completou a terceira e quarta classes. O quinto e sexto anos foram feitos na antiga telescola de Feirão. De seguida, ingressou na Escola Emídio Navarro, em Viseu, onde terminou o 7.º ano. Desta escola transitou para a Escola Secundária D. Egas Moniz, em Resende, onde frequentou o 8.º ano, vindo a terminar o 9.º ano no Externato D. Afonso Henriques. Terminada a escolaridade, cumpriu o serviço militar em Abrantes e na Amadora, onde foi comando.&lt;br /&gt;Relativamente à sua ida para França, convém referir que isso aconteceu quando tinha cerca de um ano, acompanhando os pais emigrantes, tendo regressado a Feirão com cerca de nove anos. O pai integrou-se razoavelmente bem nesse país, tendo sido motorista de pesados, mas a mãe nunca conseguiu desligar-se das origens e as saudades eram constantes, pelo que a família teve de refazer a vida em Feirão.&lt;br /&gt;É solteiro e, tal como os pais, vive em Feirão.&lt;br /&gt;O irmão vive em Carrazeda de Ansião, onde é engenheiro na respectiva Câmara Municipal. A irmã vive em Feirão, tendo um escritório de mediação de seguros em Castro Daire.&lt;br /&gt;Após o cumprimento do serviço militar, José de Oliveira Monteiro trabalhou numa exploração agropecuária, destinada à produção de leite, pertença da família. Actualmente é angariador/mediador de seguros, tendo vários concelhos sob sua responsabilidade, cujas aldeias percorre diariamente, contactando as respectivas populações. Refere que tem facilidade em falar com as pessoas, sendo normalmente bem acolhido. Tem-se aplicado afincadamente naquilo que faz, achando que os resultados têm sido compensadores. Gostava que lhe fosse atribuído pelo seu responsável o concelho de Resende como uma das áreas de trabalho, esperando que isso aconteça brevemente.&lt;br /&gt;Este é seu segundo mandato como Presidente da Junta, em lista apoiada pelo PSD, tendo vencido o seu opositor, apoiado pelo PS, por vinte e dois votos. No primeiro mandato não teve opositor. Sucedeu a seu pai como Presidente da Junta.&lt;br /&gt;Refira-se que em Feirão, tal como acontece nas freguesias com 150 eleitores, ou menos, a eleição processa-se em plenário de cidadãos, sendo o voto secreto. Isto implica que formalmente as listas, compostas por três elementos que formarão a Junta de Freguesia, sejam apresentadas nesta reunião. Ao longo do ano, as sessões de Assembleia de Freguesia são substituídas pelo plenário de eleitores, não podendo haver deliberações válidas sem que estejam presentes, pelo menos, dez por cento dos cidadãos eleitores recenseados na freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que fez e o que espera fazer por Feirão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como Presidente da Junta procedeu à requalificação de todas as ruas da freguesia, empedrando-as com cubos, à excepção de duas ou três vielas. Nalgumas situações, as obras implicaram alguns cortes e realinhamentos. Requalificou a zona envolvente do cemitério novo.&lt;br /&gt;Tem dado cumprimento a todas as competências da Junta, designadamente procedendo à limpeza dos caminhos vicinais.&lt;br /&gt;Sente orgulho em ter recuperado a festa de Santa Luzia, que tem lugar no primeiro fim de semana de Agosto, sendo custeada pela Junta em vinte por cento. A mesma integra seis mordomos, divididos por Feirão, Lisboa e Marinha Grande, onde há uma grande comunidade de naturais e familiares da freguesia.&lt;br /&gt;Organiza uma ceia de Natal, um magusto e um passeio anual, iniciativas abertas à comunidade local.&lt;br /&gt;Quanto ao futuro, tem em mente um grande projecto para a freguesia, achando que ainda não chegou o momento adequado para a sua divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Respostas breves&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;1.Onde passou as últimas férias?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Gozei as últimas férias há dez anos na praia da Nazaré&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Compra preferencialmente português?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Quais os seus passatempos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ver filmes&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Qual o momento mais feliz da vida?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nascimento dos meus sobrinhos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. E o mais triste?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Falecimento de uma familiar&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Que faz para ultrapassar as “neuras”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Dificilmente tenho neuras&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Qual o seu prato preferido?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Cozido à portuguesa; também gosto muito de uma boa feijoada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Qual a obra mais necessária para o futuro do concelho de Resende que falta fazer?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A ligação da vila de Resende a Bigorne&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. O que mais admira nos outros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Gosto de me relacionar com pessoas sérias&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. O que mais detesta nos outros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Inveja&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11.Qual é a festa que lhe dá mais gozo comemorar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A festa de Santa Luzia, a nossa padroeira&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12. Quais os locais do concelho para onde costuma ir passear?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Gosto muito de ir até Caldas de Aregos, até ao cais junto ao rio; considero um local muito bonito&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13. Tem algum objecto que guarda com particular predilecção?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14. De que mais se orgulha?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Actualmente orgulho-me daquilo que faço na vida profissional; sinto-me realizado na angariação de clientes na área de seguros&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15. Quais as três obras mais importantes para o concelho feitas após o 25 de Abril?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ligação por estrada a todas as aldeias do concelho, a construção da escola secundária e a ponte da Ermida&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16. Acredita que a construção da estrada Resende/Bigorne irá arrancar brevemente?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Gostava de acreditar, mas na actual conjuntura económica acho difícil&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17. Que é que acha que o Eng. António Borges irá fazer após a saída da CM?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Irá ocupar um cargo político&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18. Associa a palavra Resende a..?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cerejas e cavacas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19. Já foi multado por infracção ao código da estrada?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Já, por ter sido apanhado a conduzir sem cinto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20. Concorda que o Estado limpe as matas de quem não o fizer e mande a conta?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Concordo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21. Que áreas deverão ser privilegiadas para criar emprego em Resende?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É difícil arranjar trabalho em Resende, mas acho que a área com mais hipóteses e futuro tem a ver com o turismo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22. Refira dois nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento de Resende?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Dr. Brito de Matos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;23. É favorável à redução do número de autarquias, designadamente de freguesias?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sou favorável ao reordenamento das freguesias urbanas, rentabilizando os respectivos recursos. Já tenho muita dificuldade em defender a extinção das freguesias do interior, porque são garantia de proximidade e de defesa dos interesses das suas populações&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24. Tem argumentos para convencer os mais novos a fixarem-se em Feirão?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Infelizmente não&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jornal de Resende&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, número de Setembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4071470168547652585?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4071470168547652585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4071470168547652585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/10/ao-cafe-com-o-presidente-da-junta-de.html' title='Ao café com …o Presidente da Junta de Feirão, José de Oliveira Monteiro*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-1281789132375949150</id><published>2011-09-30T10:24:00.003+01:00</published><updated>2011-09-30T10:34:59.482+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Casa e Capela do Espírito Santo: um tesouro da época das Descobertas/Capela feita à romana*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fSwBKyAsRu4/ToWLD6VTQ1I/AAAAAAAAAGo/2hvB4yXv43Y/s1600/Capa%2B4.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658081406175363922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-fSwBKyAsRu4/ToWLD6VTQ1I/AAAAAAAAAGo/2hvB4yXv43Y/s200/Capa%2B4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 124px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658081273999629618" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-zjU1Z90Y00w/ToWK8N8JnTI/AAAAAAAAAGg/4OAfAJk2GcY/s200/Capa3.JPG" /&gt;&lt;strong&gt;Coordenadas GPS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;N 41º 5’34.61´´&lt;br /&gt;W 08º 0’32.53´´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa do Espírito Santo é um dos solares mais interessantes e originais do concelho de Resende, com a sua capela (semi)circular, de óculo, a meio da frontaria, ladeado por inscrição (“Esta capela / mandou fazer / António Pereira / Pinto capitão que / foi de Amboíno. / Ano de 1676”) e brasão (armas dos Pachecos, Pereiras, Padilhas (?) e Pintos). A sua construção deve-se a António Pereira Pinto, natural de Vigião, em Freigil, capitão e governador da ilha de Amboíno, no Extremo Oriente, que defendeu, com bravura e sucesso, dos ataques e cercos regulares dos nativos islamizados, e consolidou a sua fortaleza, sob invocação de Nossa Senhora da Anunciada (1592/93).&lt;br /&gt;Diz a tradição oral que ao regressar a Portugal, famoso e rico, mandou construir a Casa e a Capela do Espírito Santo, em Miomães, em cumprimento de uma promessa ou voto feito ao Divino Espírito Santo, quando se viu perdido numa tempestade no alto mar. À capela vinculou, em morgado, várias terras com a obrigação da celebração de duas missas semanais.&lt;br /&gt;Várias tradições religiosas e culturais estão-lhe associadas. Antigos clamores e procissões de ladainhas por aqui passavam e, na ala virada ao rio Douro, da década de 30 à década de 70, do século passado, aí funcionou a escola primária feminina. Pelo seu valor cultural, este bem móvel privado, tal como outros de igual valor concelhio, deveria ser objeto de classificação como “Imóvel de Interesse Municipal”, de forma a salvaguardar o seu interesse histórico e arquitectónico.&lt;br /&gt;Na rubrica “Olhares”, do Jornal de Notícias (edição de 2 de Setembro, pág. 42 e 43), uma iniciativa patrocinada pelo Casino da Figueira com o objetivo de alertar e inventariar o património português de elevado valor arquitectónico, em degradação, a Casa e a Capela do Espírito Santo foi objeto de uma extensa reportagem. O Jornal de Resende reproduz o ensaio efetuado pelo Arquiteto Luís Aguiar Branco, denominado “Capela feita à romana”, com a colaboração de Pedro Cardoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O tempo dos Descobrimentos constitui uma revolução no Mundo, mas também no Homem, contribuindo para uma nova consciência sobre a diversidade paisagística e cultural dos territórios, que coexistem na forma circular do planeta e propiciam infindos caminhos do saber experimentado nas trocas e na miscigenação. O ciclo milionário das especiarias disponibiliza o usufruto de sucessivas gerações de portugueses aos grandes centros do Renascimento cultural europeu, com particular destaque e fascínio por uma Itália que redescobria os valores clássicos da arquitetura romana. A impressão dos tratados de arquitetura clássica difunde os ideais da razão, harmonia, proporção, composição e beleza, aproveitando a música, a matemática, a geometria e o desenho para sistematizar modelos de equilíbrio e perfeição, configurados em gravuras de fachadas, plantas, perspectivas e pormenores construtivos “ao romano”.&lt;br /&gt;Uma descrição existente num dos volumes do “Nobiliário de Famílias de Portugal” de Felgueiras Gayo informa que “António Pereira Pinto, Capitão da Fortaleza de Amboíno no Estado da Índia, Instituidor do Morgado do Espírito Santo com capela feita à romana, que se vê junto do lugar de Miomães, concelho de Aregos, em que se veêm as Armas dos Pintos”, situação comprovada na inscrição exterior da capela existente na mesma freguesia, mas no concelho de Resende por motivo de ter sido extinto o concelho de Arêgos no séc. XIX. O ideal clássico “ao romano” irá ser transposto com uma adaptação vernacular neste solar, eliminando o ornato e procurando a pureza geométrica do retângulo (duplo-quadrado) que recebe, ao centro, a perfeição do volume saliente da capela circular e cobertura em meia-esfera, de evidente simbolismo celeste. Excetuando algumas alterações posteriores, tudo o resto está subordinado a uma ideia geral de regularidade e simetria, nas fiadas graníticas, na composição das fenestrações das fachadas, incluindo no espaço das pedras que ladeiam o óculo central (enquadrando o brasão familiar e parte da inscrição acima descrita), para além da cornija pouco saliente e de uma consciente eliminação da cruz na capela, substituída pela sineira e pela escultura de S. João Baptista que se encontrava, originalmente, no topo da cúpula. Esta simplicidade, quase humanista, é característica de uma época desornamentada do séc. XVI que se prolonga nos séculos seguintes, pelo que me parece plausível que a data (pouco visível) na inscrição corresponda ao ano de 1616. Colabora com esta datação temporal o facto de António Teixeira Pinto ser cunhado de Rui Teixeira de Macedo (fidalgo da Casa Real em 1579), e também por a ilha de Amboíno ter sido definitivamente perdida para os holandeses em 1615.&lt;br /&gt;A geometria desornamentada deste valioso objeto arquitetónico deverá, certamente, ter contribuído para o desinteresse geral que o seu abandono ruinoso inspira, por manifesta incompreensão estética.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ornamento e arquitetura&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O conjunto da casa e capela do Espírito Santo é um excelente exemplo de arquitetura desornamentada com valor patrimonial a preservar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na introdução de um livro sobre Arquitetura, já não me lembro bem qual, li a anedota, ou história, como preferirem, de um fabricante de estruturas metálicas que vendia marquises em diversos estilos: colonial, gótico, clássico, moderno, etc. Após um temporal, o representante da fábrica deu-se ao trabalho de telefonar para alguns dos seus clientes, para saber se as marquises tinham resistido. Um deles, cuja marquise tinha sido levada pelo vento, respondeu-lhe: “O edifício resistiu bem, mas a arquitetura voou”.&lt;br /&gt;O ornamento é uma parte essencial da arquitetura, ele surge, desde a Antiguidade, associado a uma ordem e a um cosmos primordial. Os gregos deram-se ao trabalho de o disciplinar e classificar, atribuindo-lhe, exatamente, a designação de “Ordem”. Em certas épocas e diferentes civilizações, contudo, por razões complexas, que incluem fatores históricos, culturais ou simbólicos, ele foi mais utilizado que noutras. O que não transforma a arquitetura desornamentada numa arquitetura de segunda, como o provam, por exemplo as formas geométricas puras das pirâmides do Egito ou o Museu de Serralves do arquiteto Siza Vieira.&lt;br /&gt;Na história da arquitetura portuguesa também surgem, obviamente, períodos em que foi dada maior importância ao ornamento. No início do século XVI, por exemplo, o Manuelino deixou a marca de uma decoração pesada, tardo-gótica e, por vezes, já renascentista. A partir dos meados do século, contudo, surgem – e refiro-me apenas ao Norte do país – construções com uma grande sobrecarga ornamental, a par de outras em que a abstração geométrica “desornamentada” tem tendência a dominar. Seriam os artistas e encomendadores que estiveram associados a esse tipo de arquitetura, mais ignorantes do que os que mostraram a sua preferência por um tipo de construção mais decorado? Obviamente que não, até porque, frequentemente, os mesmos personagens estiveram associados aos dois casos.&lt;br /&gt;O conjunto de casa e capela de que trata o artigo é um excelente exemplo de arquitetura desornamentada. Sei que ele, pelo seu carácter aparentemente menos espetacular, poderá, eventualmente, ser menos apreciado. Por essa razão é urgente chamar a atenção para construções como esta; é necessário ensinar as pessoas a apreciá-las, a estimá-las, a estudá-las e a conservá-las. No fundo, a sua aparente descrição até poderá ser uma qualidade; os maiores tesouros são, como todos sabemos, aqueles que não se deixam perceber à primeira...&lt;br /&gt;João Ferrão Afonso, Escola das Artes, Universidade Católica do Porto / CRP&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de Paulo Sequeira, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Setembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-1281789132375949150?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/1281789132375949150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/1281789132375949150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/09/casa-e-capela-do-espirito-santo-um.html' title='Casa e Capela do Espírito Santo: um tesouro da época das Descobertas/Capela feita à romana*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fSwBKyAsRu4/ToWLD6VTQ1I/AAAAAAAAAGo/2hvB4yXv43Y/s72-c/Capa%2B4.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-2528326572447365032</id><published>2011-09-25T14:32:00.001+01:00</published><updated>2011-09-25T14:35:56.546+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Conferência do Dr. Adão Sequeira no cinquentenário do Seminário de Lamego</title><content type='html'>&lt;!--[if !mso]&gt; 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                                                                                                    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Excelência Reverendíssima Snr. D. Jacinto, bispo de Lamego&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                                                                           &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                       &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Rvmo Snr.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Pe. Dr. Paulo Alves, Reitor do Seminário de Lamego.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                                                                             &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Revmo. Snr.Pe. José Augusto, pároco de Resende&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                                                                            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                      &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Senhores Convidados &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:177.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Estimados Seminaristas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;À casa da memória, eu venho, sem história, render a minha homenagem aos 50 anos do nosso &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;seminário&lt;/b&gt; neste espaço físico da quinta da Rina ou quinta de S. Lázaro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Aqui está, nesta casa, a cúpula nobre da nobre evolução do que foi o decreto do Concílio de Trento -(1545-1563)- ao criar um espaço de recolhimento onde o saber e a santidade evoluíssem em força uníssona e convergente para &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;formar homens&lt;/b&gt; da palavra, da ação, da virtude, da solidariedade e especialmente &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;verdadeiros pastores de almas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Longe vai porém o séc XVI, o tempo inicial e difícil da capela e colégio de S. Nicolau, berço inicial dos seminários de Lamego e sua habitação durante muitos anos, até 1800.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Distante está também o 1º seminário, hoje messe de oficiais, na margem do rio Coura, onde durante 111 anos -(1800-1911)- aquele espaço se encheu de generosidade, doação, vida, projetos e saber, e donde também tantos valores humanos saíram para a igreja lamecense e para a sociedade em geral. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Sem recordação digna nos ficam os 10 anos difíceis, de 1911 - 1921, dos bens confiscados em que os jovens candidatos se acolheram a casas particulares e recebiam as &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;aulas na habitação dos professores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Com saudade de muitos vive-se ainda com memória a história do seminário na Casa do Poço -(1921-1961)-, mesmo frente à Sé, donde em cerca &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;40 anos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;tanto saber e santidade brotaram e tanta história se fez e memória por lá ficou. Aí nasceu a «Estrela Polar» em 1951, aí se orou, estudou, brincou e se fez acontecer muito do presente que hoje é passado, e que o Cónego Dr. Mendes de Castro em 2001 imortalizou nas 127 páginas do seu livro «Casa do Poço»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Fica para mim, em testemunho, o seminário atual, o seminário novo, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;o nosso seminário,&lt;/b&gt; o espaço e o tempo da minha entrada de boa memória e a saída por mim recordada como evento ao tempo não desejado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Não tive em 1961 a honra de vir de Resende inaugurar, como novo aluno, este seminário; isso pertenceu ao curso meu anterior, mas em Setembro de 1962 aqui entrei, alegre, feliz, e esperançado em tornar-me um bom sacerdote para servir a Vinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Os planos do Senhor da Vinha eram outros e por isso aqui me preparou devidamente até aos últimos dias de 1968, enviando-me, já em 1969, para outros serviços da mesma Vinha onde Ele superintendia também no espaço destinado aos leigos já devidamente estruturado pelo Decreto do Vaticano II sobre o Apostolado dos Leigos que eu tinha também estudado minuciosamente.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                                                              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;----////----&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Ex.mos Senhores&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Corria o ano de 1956 e no dia 1 de Abril, domingo da Ressurreição, na igreja de Santiago de Piães, como aliás em todas as igrejas da diocese, é lida a mensagem pastoral de Sua Excelência Reverendíssima D. João da Silva Campos Neves a anunciar a construção do Novo Seminário de Lamego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;A mensagem ia acompanhada de informação e instruções aos párocos para que todo o povo, do abastado ao mais humilde fosse parte dum projeto diocesano que iria depois ser viveiro e jardim donde flores humanas partiriam mais tarde, verdes e robustas, cheias de saber e virtude para levar ao povo a vida espiritual, a esperança divina e um sinal de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;É a partir &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;deste momento e com todo o direito que eu sempre disse e sempre ouvi dizer&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;-« o nosso seminário».&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Nosso, porque com esforço de todos nasceu e para o bem de todos exerceu e exerce a sua função.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;E é exatamente em 1956 que nasce, de evento simples, a humildade e singeleza deste meu testemunho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Vocês não imaginam, ninguém faz ideia, o que foi esse grito pastoral :&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                                 &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;«o nosso seminário».&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O que se passou na minha terra, e só dela falo,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;foi encantador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O meu pároco, o grande Pe. e Arcipreste Daniel da Costa, contaminou a freguesia e em toda ela, de Vilar a Torneiros ou de Ventuselas a Sanfins, em fins de semana sucessivos, se organizaram cortejos de oferendas, com alma, vida, folclore, e sobretudo bairrismo :- eram carros de lenha, toros de madeira, alqueires de milho, sacos de feijão, notas expostas em bandeiras, alegria, foguetes, cada povo com seu rancho, cada rancho com seu chefe , tudo amador, e a povoação, toda em peso, em manifesta gala de alegria e solidário apoio. E foi neste evento, dizia eu, que eu comecei a ser parte do &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;nosso seminário&lt;/b&gt;: - na ornamentação dos carros, no ensaio dos cânticos que animaram o cortejo e na feitura de alguns versos a que se adaptaram músicas que todo o povo cantava e dançava a caminho do leilão no centro da freguesia e que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;ajudaram a que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o lugar de Sanfins não ficasse atrás de nenhum outro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;É pois com direito que eu digo e nós dizemos e a diocese diz &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;«o nosso seminário»,&lt;/b&gt; seminário, de construção robusta e apresentação imponente, adequado às melhores exigência do seu&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Em 1958, já em plena construção deste edifício eu entro no seminário de Resende com mais 54 jovens para em 5 de Setembro de 1962 e durante 5 dias, por especial deferência nesse ano, frequentarmos, em tempo de férias, um curso de cinema e fotografia dirigido pelo &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Snr.Dr. Mendes Leal, diretor da&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;revista «Filme».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;É logo nesse mês de Setembro, a pedido do Diretor da « Estrela Polar», o atual Pe. Dr. Joaquim Correia Duarte, que eu me sinto envolvido e deveras honrado ao escrever em «Primeiras Impressões» o meu primeiro artigo na Estrela Polar. Rico batismo. Aí falava eu aos alunos de Resende « aqui vos esperamos, ano a ano, na estrada da vida que nos levará aos nossos destinos, aos destinos de Deus ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Eu recordo o testemunho da minha entrada em Lamego, lembrando a sã amizade existente entre nós, e também o carinho, a estima e o respeito que dedicávamos aos nossos mestres e superiores, homens de bondade, saber, cultura e santidade , sem discriminação de nenhum, embora cada um&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;com o seu nível de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;capacidades em transmitir essa enorme riqueza de que eram portadores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O seminário não é necessária e exclusivamente o espaço de formar os jovens que vão ser padres, mas sim a escola de formação de homens, donde saem também e geralmente aqueles que vão exercer o nobre e belo munus sacerdotal, e um bom sacerdote é sempre também parte &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de um homem humanamente bem formado nas lides do saber, da cultura, do conhecimento do mundo, da filosofia, da teologia, e especialmente das realidades humanas e espirituais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Era o tempo da teologia, da exegese, da moral, da filosofia tradicional, do latim profundo, do grego suave e do hebraico leve, antecedidos de um conhecimento seguro das letras e das ciências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Foi a época do ciclo missionário, das conferências Marianas, dos vicentinos e ainda da catequese nas escolas às quintas feiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Foram também os anos da nossa banda musical sob regência do Snr. Dr. Rui Botelho, onde surgiram qualificados executantes à custa&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;dos longos ensaios&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;na sala onde hoje funciona o nosso bar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Foi, evidentemente, o tempo do Vaticano II, estudado, analisado, esmiuçado em profundidade à nossa maneira, na ânsia e busca segura de uma renovação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O meu livro Vaticano II, em capa amarela, obra completa dos documentos conciliares, é ainda hoje uma fonte abundante de soluções, consulta e inspiração, quando sobre algum tema eu preciso de falar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Foi nestes corredores e nas reuniões semanais das atividades extra escolares que alguns de nós escalpelizamos esses textos conciliares numa rara consciencialização de igreja e de futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Recordo-me bem ter-se falado numa dessas reuniões, com preocupação e esperança, «a igreja só vai arrancar quando saírem bispos da geração conciliar. Eles aí estão, e a Igreja também, em renovada e constante intervenção e dinamismo, com o selo visível dessa etapa conciliar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Curioso é ver, a 45 anos de distância, pelas notas apostas à margem nos textos, que os decretos sobre o Apostolado dos Leigos, Sacerdócio e Imprensa são os mais estudados e melhor analisados. Eram os nossos assuntos, o nosso campo direto de ação a muito curto prazo. Ao tempo, as preocupações de análise à vida e evolução política estavam afastadas,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;rádio só a ocultas, televisão não havia, jornais diários não chegavam cá e fumar um cigarro era muito arriscado.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                                                            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Neste Seminário e nestes espaços, honra maior da nossa diocese, tudo está repleto de vida, doação, generosidade, e até «dúvidas salutares». Em cada esquina dos corredores, areia dos recreios, salas de aula ou silêncio da capela, há uma vida contada ou esperança desejada, que faz a memória que jamais se esquece e uma história que jamais será contada onde « as saudades» &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ficaram depois de nós, mas que existem, para louvor dos alunos, honra dos professores, dignidade da instituição e continuidade futura de um passado que não morre.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O presente está acima do passado, mas não pode esquecer os anos e os seus eventos, os séculos e a sua história, a vida e os seus atos, a juventude e os seus feitos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;As estrelas e as núvens do passado, pela voz da memória fazem chegar até hoje e guardarão para o futuro o legado sem tamanho do humanismo e humanidade desta habitação do saber, bom senso e até « jardim de preocupações».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Sempre assim foi e assim será, porque nós, como diz Anselmo Borges, somos titulares de uma vida que não morre com a nossa morte.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Por isso, eu não vou falar dos &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;campeonatos de futebol entre filosofia e teologia tão vivos e renhidos, das meias vermelhas e festa dos cónegos no domingo de Pentecostes, sob aquela &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;vigilância cerrada e ineficaz dos superiores, das festas de fim de ano e das críticas à gestão e pedagogia dos nossos professores, da falta de meios de abertura ao mundo como a rádio, a televisão, jornais ou revistas, da falta de ligação à cidade e seu povo, até porque tudo se alterou logo em 1969.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Mas quero hoje ressaltar, relembrar e reviver:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-o saber dos nossos mestres e a sua dedicação ao ensino todo ele em regime de internato;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-a preocupação da equipa formadora, a sua dedicação aos alunos e atenção aos sinais;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-o rigor dos horários e o seu pontual cumprimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-o espaço de oração e a mística aí vivida;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-o tempo de estudo e a preparação rigorosa das matérias de exame;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-as reuniões semanais das equipas em que estávamos inseridos e os resultados obtidos;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-a lenta e segura evolução do jovem batina e chapéu preto para o jovem despojado, espontâneo, interventivo, com roupas de marca ou calças de ganga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-a riqueza de manter escrita uma mensagem espiritual diária à porta da capela e a preocupação em viver o seu conteúdo; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-o aguentar um jornal mensal, pontualmente editado sob a responsabilidade do alunos, exclusivamente escrito por eles sob a vigilância atenta &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;e controlo rigoroso dos superiores;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-a memória do 7 de Outubro e 7 de Janeiro com a preocupação amiga de ver se todos os amigos voltavam ou não; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-a recordação do 10 de Junho com a festa dos finalistas onde a glória, alegria e saudade saiam da alma, subiam ao rosto e apelavam a futuro;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;-os concursos abertos onde se evidenciava a qualidade de quem a tinha e o espírito de aventura de quem a desejava ter.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;A propósito de concursos internos, em honra do Snr. Cónego José Cardoso, de feliz memória, grande dinamizador da catequese na diocese, eu quero somente referir o concurso, por ele lançado, de quadras&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt; populares&lt;/b&gt; relativas à catequese, com distribuição de prémios em 3 Fevereiro de 1965.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Em 1º lugar ficou o nosso exímio poeta, cónego Esteves Alves com a poesia: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;«-Catequese é Deus que fala&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A dar a a luz que redime&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não há mestre mais seguro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Nem escola mais sublime».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Em 2º lugar um inesperado rabiscador de rimas que agora vos fala, com a poesia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;«-Se Cristo viesse agora&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nascer nesta diocese&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Iria com os meninos &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aprender a Catequese.»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Estas poesias correram depois a diocese gravadas em azulejos de tom azul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Snr. D. Jacinto, estimados amigos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Recordar o passado é fazer história e fazer história é honrar o passado garantindo o futuro da memória e abrindo alicerces para a memória do futuro. Sobre este assunto&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e referente &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;ao seminário antigo e novo seminário,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a Estrela Polar&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;de Agosto de 1961 escrevia assim : «uma porta que se abre, um passado que permanece pelos séculos e um futuro que se tornará presente dia a dia».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Esta linha de pensamento é uma espécie de sina que me segue e persegue desde sempre, não morreu ainda e certamente não vai morrer jamais, porque a morte leva os homens mas as ideias ficam através da identidade, da memória e da sua história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;E se não há porto seguro para barco sem rumo, também não há futuro certo para instituições que abdicam do passado ou menorizam os seus anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Nunca festejaríamos hoje os 50 anos do nosso seminário, como não teríamos festejado os 25, se há 50 anos os nossos anteriores não tivessem arquitetado o seu plano e suportado as dificuldades da sua construção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Por isso sentimos orgulho e glória da glória difícil do passado e ligamos ao futuro a honra devida da sua existência. Nada de grande&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;se faz e deixa sem o suor e risco, e será sempre o futuro a cantar o louvor&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;à memória do passado e honrar os seus feitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Se alguém deseja memória e história sem escalar as encostas da dificuldade e o risco da ação e intervenção, está certamente no caminho certo do esquecimento inevitável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Esta casa é uma casa de causas sempre novas e diferentes e nada do que aqui se vive se perde depois, mas vai como chuva miudinha ou fio de água invisível alimentar espaços de ação e ideias do bem , porque «o seminário é sempre a memória viva e eterna da igreja» &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;«no mercado da alegria e negócio do bem fazer.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O seminário perpetua-se no espaço e no tempo, nas pessoas e na vida, nos atos e reconhecimento, na ação e gratidão, nos fins&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que deu e forneceu, nos padres que foram seminaristas e nos seminaristas que ficaram leigos, &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;uns e outros são glória e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;memória da sua existência.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;O seminário, o nosso seminário perpetua-se pelo que foi, pelo que é, e pelo que será e por isso eu não posso esquecer uma das estrelas, talvez a mais alta e brilhante do nosso seminário - a &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;«Estrela Polar»,&lt;/b&gt; expoente grande de um passado difícil e nobre que ninguém vai poder ocultar, omitir&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;ou menorizar, porque a sua &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Antologia, &lt;/b&gt;editada em 2007, jamais o vai permitir porque,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;ela &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;está arquivada nas prateleiras de todas as grandes bibliotecas nacionais, exposta nas bibliotecas públicas e municipais de todo o norte do país, guardada em todos as Casas Episcopais, à disposição de todos os seminaristas nas bibliotecas de todos os seminários, visível em todas as escolas secundárias e juntas de freguesia da diocese, e também nas mesas de muitas centenas de Aselistas e cidadãos anónimos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Esta obra, filha do seminário e dinamizada pela ASEL, é ainda caso único nos seminários de Portugal e também o expoente máximo e afirmação maior que «a melhor escola é aquela que educa para a gratidão» e reconhecimento.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Se o tempo vai já longo eu abro ainda espaço para dizer ao presente e ao futuro que o passado, em honra e glória da memória, se imortalizou também na nossa &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;ASEL&lt;/b&gt;, vigorosamente nascida em 1984 que ainda hoje vive e viverá, e se honra de ao comemorarmos em Resende os nossos 25 anos com a presença e estímulo do Mons Luciano Guerra, ser a génese do 1º Congresso Nacional de Antigos Alunos dos Seminários de Portugal sob o título &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;« Seminários - da Memória à Profecia»&lt;/b&gt; realizado em Fátima nos dias 24-25-26-de Abril de 2009 . &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Estimados amigos, em todos estes passos humildemente eu estive metido e envolvido, ora entre palmas, hora entre grandes sarilhos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Seminarista amigos, alguém disse um dia que «os povos morrem quando os senhores do templo n&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ignore:vglayout;position: absolute;z-index:1;left:0px;margin-left:1001px;margin-top:491px;width:714px; height:493px"&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/Marinho/AppData/Local/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image002.jpg" alt="XXX-Assembleia-Aveiro" height="493" width="714" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;ão conseguirem alimentar a esperança», assim sendo recai sobre vós a guarda futura deste passado nobre e ficamos certos que, quando a memória faz história, a história ficará facilmente na nossa memória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Seminário de Lamego, 17 de Setembro 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-2528326572447365032?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2528326572447365032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2528326572447365032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/09/conferencia-do-dr-adao-sequeira-no.html' title='Conferência do Dr. Adão Sequeira no cinquentenário do Seminário de Lamego'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-2703769050050219771</id><published>2011-09-19T16:38:00.004+01:00</published><updated>2011-09-19T16:49:56.701+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='S. Martinho de Mouros'/><title type='text'>Impressões de José Saramago sobre  S. Martinho de Mouros na sua  “Viagem a Portugal"*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O viajante procura a igreja matriz da terra. Fica a um lado, virada para o vale, e, assim implantada, dando a face aos ventos, percebe-se que mais a tenham feito fortaleza do que templo. Com uma porta sólida, trancas robustas, mouros que viessem teriam sido vencidos como os venceu aqui Fernando Magno, rei de Leão, no ano de 1507, ainda faltavam quase cem anos para Portugal nascer. A prova de que esta igreja foi concebida para fortim, tanto, vá lá, como casa de oração, está nas paredes grossas e lisas, contrafortadas, de poucas frestas. E o torreão, recolhido em relação vertical da fachada, seria posto de vigia, aberto aos quatro ventos cardeais. Para poder vê-lo, e ainda assim incompletamente, teve o viajante de recuar muito, ir colocar-se no extremo do terreiro. Não estava ali para brincadeiras o torreão.&lt;br /&gt;Nunca viu igreja assim. Afinal, a proclamada rigidez das propostas românicas ainda deixava bastante campo à invenção. Colocar lá em cima aquela torre, resolver os problemas de estrutura que a opção implicava, conciliar as soluções particulares com o plano geral, unificar esteticamente o conjunto (para que hoje se possa achar tudo isto magnífico), significa que este mestre-de-obra tinha muitos mais trunfos na manga que o comum dos traçadores de risco da época. E quando o viajante estiver lá dentro verá, com espantados olhos, como foi encontrada a maneira de sustentar a torre: assenta ela em pilares que se erguem logo depois da entrada, formando uma espécie de galilé voltada para dentro, de efeito plástico único.&lt;br /&gt;A igreja não abunda em qualificadas obras de arte. Duas tábuas com passos da vida de S. Martinho, um Cristo enorme, e pouco mais, se não contarmos as imagens sacras populares que, sobre uma alta parede interior, se vão cobrindo de pó e teias de aranha. O viajante indigna-se diante de tal abandono. Se em S. Martinho de Mouros não sabem estimar tão belas peças da imaginária rústica, entreguem-nas a um museu, que as saberá agradecer. Quando o viajante sair, dirá a uma mulher, que por acaso vai passando naqueles desertos, estas e outras suas indignações, envolvendo-as em conselhos de cautela, porque, ali desamparadas, estão as imagens muito a jeito de mãos cobiçosas. Só o viajante sabe quanto lhe custou resistir ao demónio que outra vez o veio tentar, na igreja erma. Tal susto meteu à perplexa mulher que hoje em redor da igreja deve haver um campo fortificado onde só se entra com prévio exame de consciência e donde apenas se sai depois de mostrar o que vai nos alforges.&lt;br /&gt;Mas há outras tentações em S. Martinho de Mouros. Não couberam todas em Ermida de Paiva, vieram instalar-se aqui, empurradas pelas orações dos frades de além, materialização dos sonhos terrenos dos agostinhos que lá pregaram, nas margens do rio formoso, a privação da carne. Nas talhas dos retábulos o corpo feminino é apresentado com opulência atlética, quase rubensiana. Aqui não se ocultam ou espalmam os seios da mulher: são claramente lançados para a frente, moldados, contornados, coloridos, para que não fiquem dúvidas sobre as moralidades do céu: enfim se vê que há anjos dos dois sexos, terminou a velha e absurda questão. Gloriosamente o corpo neste lugar se mostra. Meio corpo é, mas tentação inteira.&lt;br /&gt;Contadas estas coisas, tem o viajante muita razão para ir digerindo melancolia enquanto se aproxima de Lamego.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Transcrição do livro &lt;em&gt;Viagem a Portugal&lt;/em&gt;, de José Saramago, Círculo de Leitores, 2010, pp. 186-187&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-2703769050050219771?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2703769050050219771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2703769050050219771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/09/impressoes-de-jose-saramago-sobre-s.html' title='Impressões de José Saramago sobre  S. Martinho de Mouros na sua  “Viagem a Portugal&quot;*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4492214634026517116</id><published>2011-09-12T10:20:00.003+01:00</published><updated>2011-09-12T10:55:27.308+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>Ao café com …o Presidente da Junta de Felgueiras, Marco Jacinto de Almeida Matos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem é o presidente da Junta da Freguesia de Felgueiras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Chama-se Marco Jacinto de Almeida Matos, nasceu a 23 de Junho de 1978 e é filho de Henrique Manuel de Almeida Matos e de Berta da Conceição Almeida Bernardino. Tem quatro irmãos, três rapazes e uma rapariga, dois dos quais vivem em Felgueiras, um em Resende e um outro em Mira. O pai faleceu em Fevereiro deste ano.&lt;br /&gt;Frequentou a Escola Primária de Felgueiras, onde fez a quarta classe. Posteriormente, frequentou o 5.º e 6.º anos na Escola Básica do 2.º Ciclo de Resende, então chamada Escola Preparatória. Terminado o segundo ciclo, ingressou no Externato D. Afonso Henriques, que frequentou até ao 11.º ano. Veio a terminar o 12.º na Escola Secundária Dom Egas Moniz.&lt;br /&gt;Trabalhou durante doze anos na Escola Básica do 2.º Ciclo, tendo transitado para o Centro Escolar de Resende em Setembro do ano passado, onde é assistente técnico, sendo responsável pela coordenação do pessoal não docente e das instalações.&lt;br /&gt;É solteiro e reside em Felgueiras.&lt;br /&gt;Integra o grupo de jovens de Felgueiras “Luz no Horizonte”, ligado à paróquia, tendo como animador e assistente o Padre José Augusto. Actualmente é constituído por 18 jovens, os quais se reúnem aos sábados para reflectir sobre os acontecimentos da semana à luz do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja e para preparar a missa de domingo, pois constituem também o grupo coral. O grupo é responsável pela organização da procissão em honra de Santa Bárbara, que se realiza anualmente no dia 5 de Dezembro. Organiza ainda a via sacra dramatizada na Quaresma e a procissão das velas em Maio. Refira-se que este grupo integra uma forte vertente convivial, com saídas para eventos, jantares e até passagem de férias em conjunto.&lt;br /&gt;Marco Almeida Matos é presidente da Junta de Freguesia de Felgueiras desde Outubro de 2009, tendo sido Secretário do elenco da Junta anterior, presidida pelo Enf. Álvaro Matos Almeida. Refira-se que este é o quinto mandato consecutivo em que a Junta de Freguesia é afecta ao PS. Nas últimas eleições, depois de alguns esforços de bastidores, só se apresentou uma lista a sufrágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que fez e o que espera fazer por Felgueiras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Dotou as ruas e caminhos das diversas povoações de placas toponímicas. Procedeu ao arranjo de lavadouros públicos nas povoações de Ferros, Pimeirol e Beirós. Interveio no cemitério com a colocação de gradeamentos e de candeeiros de iluminação. Na continuação do trabalho efectuado anteriormente, foram arranjados e pavimentados vários caminhos com calçada à portuguesa, tornando mais seguros e agradáveis os acessos e as deslocações pelas ruas das aldeias de Felgueiras. Um outro objectivo tem sido manter todos os caminhos da freguesia limpos, o que tem sido cumprido. Também tem disponibilizado todo o apoio possível às associações. Alem disso, tem promovido anualmente, em Dezembro, o “Almoço de Natal do Idoso”, no Centro Comunitário de Felgueiras.&lt;br /&gt;A Junta de Freguesia presta um conjunto de serviços à comunidade. Para o efeito, foi constituído um Gabinete de Apoio ao Cidadão, onde os interessados podem, por exemplo, pedir para tirar fotocópias, enviar e receber telecópias e correio electrónico, carregar telemóveis e efectuar pagamentos (luz, telefone e impostos). A prestação destes serviços evita que as pessoas, sem internet ou menos familiarizadas com esta ferramenta, sobretudo as mais idosas, tenham de se deslocar a Resende. Há ainda um serviço de Internet e Biblioteca. O espaço tem cinco computadores e a biblioteca tem um acervo razoável de livros e alguns jogos, que podem ser lidos presencialmente ou requisitados para casa. Este conjunto de equipamentos e serviços estão muito voltados para a população escolar e, por isso, estão abertos de segunda-feira a sábado, das 16h00 às 19h00, sendo o atendimento prestado por uma funcionária, paga pela Junta de Freguesia. Os estudantes podem também aproveitar para aí fazer os trabalhos de casa. Acresce referir que Felgueiras está dotado de um serviço WI-FI, graças à iniciativa da Junta. Desde Janeiro de 2008, possui acesso à Internet sem fios (ligação "wireless"), sendo a primeira freguesia do concelho de Resende a disponibilizar esta tecnologia. A autarquia procedeu à instalação de antenas em locais estratégicos de modo a garantir a cobertura total da localidade, disponibilizando a todos os Felgueirenses uma cobertura gratuita do serviço de Internet (em rede aberta).&lt;br /&gt;O atendimento para prestar informações, passar atestados e disponibilizar serviços no âmbito das competências das Juntas de Freguesia é feito às quintas-feiras das 18h30 às 19h30, aos sábados das 14h00 às 15h00 e aos domingos da 11h00 às 12h00.&lt;br /&gt;A actual Junta de freguesia tem como projecto requalificar os balneários, actualmente bastante degradados, junto do campo de futebol. Pretende ainda construir um parque de merendas, contíguo ao mesmo campo de futebol. Irá também diligenciar junto da Câmara Municipal para que as povoações de Pimeirol e Beirós sejam servidas por água ao domicílio e saneamento básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Questionário de respostas breves&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Onde passou as últimas férias?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Na praia da Vagueira com o grupo de jovens de Felgueiras “Luz no Horizonte”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Compra preferencialmente português?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim. Tenho a preocupação de comprar produtos portugueses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Quais os seus passatempos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Conversar com os amigos e ver filmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Qual o momento mais feliz da vida?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Uma viagem que fiz à Bósnia em 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. E o mais triste?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O falecimento do meu pai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Que faz para ultrapassar as “neuras”?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saio para um local tranquilo, de forma a poder relativizar os acontecimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Qual o seu prato preferido?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Cozido à portuguesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Qual a obra mais necessária para o futuro do concelho de Resende que falta fazer?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É a construção da estrada Ermida/Bigorne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. O que mais admira nos outros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A sinceridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. O que mais detesta nos outros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O fingimento e a vaidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Qual é a festa que lhe dá mais gozo comemorar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A festa de S. João, padroeiro de Felgueiras, e também a Feira Anual de S. Cristóvão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12. Quais os locais do concelho para onde costuma ir passear?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Aregos e o monte de S. Cristóvão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13. Tem algum objecto que guarda com particular predilecção?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Um livro da autoria do meu tio, o Padre Albino Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14. De que mais se orgulha?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Conseguir agregar as gentes de Felgueiras no apoio a uma única lista nas últimas eleições para a Junta/Assembleia de Freguesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15. Quais as três obras mais importantes para o concelho feitas após o 25 de Abril?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A construção da Ponte da Ermida, dos Centros Comunitários e do Centro de Saúde. Se pudesse referir uma quarta, incluiria também a construção dos Centros Escolares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16. Acredita que a construção da estrada Resende/Bigorne irá arrancar brevemente?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em tudo o que depender do presidente da Câmara, não tenho dúvidas que arrancaria. O problema são outros constrangimentos que o ultrapassam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17. Que é que acha que o Eng. António Borges irá fazer após a saída da CM?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Irá continuar a trabalhar por Resende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18. Associa a palavra Resende a..?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cerejas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19. Já foi multado por infracção ao código da estrada?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Uma única vez por estacionamento indevido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20. Concorda que o Estado limpe as matas de quem não o fizer e mande a conta?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Concordo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21. Que áreas deverão ser privilegiadas para criar emprego em Resende?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A que tem mais potencialidades é a área do turismo e lazer, ligada às termas de Caldas de Aregos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22. Refira dois nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento de Resende?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eng. António Borges e Eng. José Sócrates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;23. É favorável à redução do número de autarquias, designadamente de freguesias?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sou favorável a que se proceda a uma reestruturação do mapa autárquico, mas sem pôr em causa a identidade das freguesias, mantendo-as como estruturas insubstituíveis de referenciação da política local.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento de autoria de Marinho Borges, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Agosto de 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4492214634026517116?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4492214634026517116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4492214634026517116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/09/ao-cafe-com-o-presidente-da-junta-de.html' title='Ao café com …o Presidente da Junta de Felgueiras, Marco Jacinto de Almeida Matos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4640829613892537181</id><published>2011-08-09T15:35:00.002+01:00</published><updated>2011-08-09T15:43:55.685+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cárquere'/><title type='text'>Ao café com …o Presidente da Junta de Cárquere: Na esplanada do café-bar Aquas Calidas com Amadeu Vasconcelos*</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:donotshowrevisions/&gt;   &lt;w:donotprintrevisions/&gt;   &lt;w:donotshowmarkup/&gt;   &lt;w:donotshowcomments/&gt;   &lt;w:donotshowinsertionsanddeletions/&gt;   &lt;w:donotshowpropertychanges/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Devido aos tempos conturbados que então se viviam em Angola, a família veio para Cárquere, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;de onde o pai era natural e que tinha deixado com cerca de trinta anos. À excepção do irmão mais velho que ficou em Angola, vieram os pais e nove irmãos. Tem ainda mais cinco irmãs do lado do pai, fruto de uma relação anterior à sua ida para Angola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Concluiu a 4.ª classe na escola de Cárquere, frequentou a então &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;escola preparatória de Resende, onde fez o 2.º ciclo, e a escola secundária D. Egas Moniz, onde concluiu o 12.º ano. Após a conclusão do ensino secundário, matriculou-se&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;numa escola de línguas em Lisboa, mas acabou por desistir. Achou que tinha mais apetência por uma área ligada&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;à matemática, tendo efectuado a matrícula e frequentado &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o curso de contabilidade e administração na Escola Superior de Tecnologia de Viseu, que espera concluir daqui a uns anos. Trabalha nesta área, já que é um dos colaboradores do gabinete “Coelho e Diogo, Contabilidade e Serviços, Lda.”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Sempre se integrou bem em todos os locais e instituições por onde passou, fazendo amizades com facilidade. Foi jogador do Grupo Desportivo de Cárquere e integrou os respectivos órgãos sociais, onde mostrou ser um jovem conciliador e de grande dinamismo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;É casado e espera&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o primeiro filho para Setembro próximo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Fez parte da Assembleia de Freguesia no mandato correspondente a 2001-2005, integrando a lista do PS, mas não sendo cabeça de lista. Nas eleições autárquicas de 2005, candidatou-se como cabeça de lista,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;tendo o PS conquistado 5 lugares e o PSD 2 lugares. Foi eleito com 27 anos, o que fez dele um dos autarcas mais jovens do país. Em 2009, candidatou-se a um segundo mandato, tendo o PS obtido 6 lugares e o PSD 1 lugar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Esta escolha foi uma aposta &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;do actual presidente da Câmara Municipal, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;que viu nele um jovem com o perfil adequado para ganhar a Junta de Freguesia de Cárquere para o PS, o que veio a acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;O que fez e o que espera fazer por Cárquere&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Uma das realizações de que se orgulha é ter contribuído para a elevação do nível das&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;habilitações escolares e profissionais&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;da população adulta&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;da freguesia, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;através de cursos de &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;educação e formação (cursos EFA). Para isso, tomou a iniciativa de promover a realização de diversos cursos, em parceria com entidades formadoras, o que fez com que cerca de cem pessoas obtivessem o diploma dos 6.º, 9.º e 12.º anos. Por este motivo, em Cárquere, as pessoas com a 4.ª classe constituem um número bastante reduzido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Além dos trabalhos de regularização e limpeza de vias e manutenção do Carvalhal, aos quais&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;procura responder de forma permanente, há duas benfeitorias dos seus mandatos que importa realçar: a requalificação da sede da Junta de Freguesia, que a tornou mais funcional,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a abertura de 5  quilómetros de via florestal, em parceria com a Câmara Municipal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Há um conjunto de obras julgadas necessárias para a freguesia, para cuja concretização irá envidar esforços junto da Câmara Municipal. A mais premente é a pavimentação com&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;asfalto de três caminhos. Apresenta-se também como um projecto de grande importância a requalificação da Mata do Carvalhal, que integra&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a construção de um traçado delimitador do percurso da procissão, talvez em calçada à portuguesa, a instalação de iluminação e o &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;arranjo dos coretos e da escadaria. Além disso, há ainda a &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;necessidade de alargar o cemitério e de&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;construir uma Casa Mortuária. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Amadeu Vasconcelos considera que a recente integração do Município na Rota do Românico do Vale de Sousa e Tâmega vem dar mais peso à necessidade de uma intervenção na zona do Mosteiro de Cárquere, exigindo em consequência uma maior preocupação com o património românico existente no concelho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Refira-se que o&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;atendimento à população na sede da Junta de Freguesia é feito às quartas-feiras, durante a manhã, e aos sábados, durante a tarde. Além de assuntos cuja resolução pertencem à Junta, Amadeu Vasconcelos tem-se mostrado disponível no apoio às pessoa no que se refere a &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;informações e ao cumprimento de obrigações administrativas, como o preenchimento de impressos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt"&gt;Questionário de respostas breves&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="1" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Onde passou as últimas férias?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;No Algarve&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="2" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Compra preferencialmente português?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;É-me indiferente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="3" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Quais os seus passatempos?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Internet, ler e ver televisão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="4" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Qual o &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;momento mais feliz da vida?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;O dia do meu casamento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="5" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;E o mais triste?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;A morte do meu pai&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="6" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Que faz para ultrapassar as “neuras”?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Afastar-me das situações problemáticas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="7" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Qual o seu prato preferido?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Anho assado com arroz no forno&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="8" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Qual a obra mais necessária para o futuro do      concelho de Resende que falta fazer?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;A ligação à A24 e A4&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="9" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;O que mais admira nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Sinceridade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="10" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;O que mais detesta nos outros?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Falsidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="11" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Qual é a festa que lhe dá mais gozo comemorar?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Dia da paróquia,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;no último domingo de Julho,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;em que se reúnem as famílias no&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;Carvalhal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="12" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Quais os&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;locais do concelho para onde costuma ir passear?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Caldas de Aregos, Porto de Rei e Serra de Montemuro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="13" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Tem algum objecto que guarda com particular      predilecção?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="14" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;De que mais se orgulha?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Integração numa equipa que ajudou e continua a ajudar a desenvolver o concelho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="15" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Quais as três obras mais&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;importantes para o concelho feitas após      o 25 de Abril?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;A construção dos Centros Escolares, a construção da Ponte da Ermida e a aquisição das Termas das Caldas de Aregos pela Câmara Municipal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="16" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Acredita que a construção da estrada      Resende/Bigorne irá arrancar brevemente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:      12.0pt"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Tenho algumas reservas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="17" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Que é que acha que o Eng. António Borges irá      fazer após a saída da CM?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Descansar, mas apenas daqui a muitos anos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="18" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Associa a palavra Resende a..?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Tranquilidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="19" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Já foi multado por infracção ao código da      estrada?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;       &lt;/span&gt;Por estacionamento indevido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="20" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Concorda que o Estado limpe as matas de quem não o      fizer e mande a conta?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Concordo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="21" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Que áreas deverão ser privilegiadas para criar      emprego em Resende?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Áreas ligadas ao turismo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" start="22" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Refira dois nomes que mais contribuíram para o      desenvolvimento de Resende?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;Eng. António Borges e Dr. Brito de Matos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;23. É favorável à redução do número de autarquias, designadamente de freguesias?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;      &lt;/span&gt;Acho que esta questão deve ser discutida. Sou favorável à &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;abertura para a definição de um novo mapa respeitante à reorganização&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;das freguesias, desde que este processo não ponha em causa a identidade das existentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apontamento de autoria de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marinho Borges&lt;/span&gt;, publicado no&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; Jornal de Resende&lt;/span&gt;, número de Julho de 2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4640829613892537181?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4640829613892537181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4640829613892537181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/08/ao-cafe-com-o-presidente-da-junta-de.html' title='Ao café com …o Presidente da Junta de Cárquere: Na esplanada do café-bar Aquas Calidas com Amadeu Vasconcelos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-645264563517325544</id><published>2011-07-21T10:54:00.002+01:00</published><updated>2011-07-21T11:05:15.809+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Nossa Senhora do Souto em Paus: fé e crenças*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;S. Pedro do Souto é uma pequena aldeia da freguesia de Paus, que guarda um tesouro de histórias singulares de religiosidade. Tem uma capela que alberga uma imagem encontrada junto às raízes de uma silva e um sino que aplaca tempestades e trovoadas, um “campo da Senhora”, que é propriedade privada, e “regueifas” que afugentam doenças e maleitas.&lt;br /&gt;O fenómeno da Senhora do Souto ficou localmente circunscrito, pois nunca ali assentou arraiais uma ordem religiosa para disseminar a sua devoção. Ao contrário da Senhora da Lapa, cujos prodígios levaram à construção de um Santuário no local, tendo os jesuítas, que ali se instalaram, sido exímios na sua divulgação, transformando-o no segundo centro de peregrinação mais importante da península ibérica, após Santiago de Compostela. E, contudo na base da génese dos dois fenómenos estão dois relatos semelhantes. Em ambos os locais, há uma imagem de Nossa Senhora escondida, cujos prodígios se revelam no processo ou após o seu achamento. No caso da imagem da Senhora da Lapa, o seu poder expressa-se, quando, após o seu encontro numa gruta por uma jovem pastora (muda), e já em casa, é atirada à lareira pela mãe, tendo a filha, falando pela primeira vez, rogado para que não o fizesse. Em S. Pedro do Souto, o sinal prodigioso reside no pretexto que leva à descoberta da respectiva imagem. Perante a estranheza de uma silva alta e viçosa, anteriormente inexistente, o proprietário do respectivo terreno corta-a. Contudo, no dia seguinte, apresentar-se-á ainda mais alta e viçosa, pelo que o lavrador volta a cortá-la. Nada feito. Face a esta “teimosia”, resolveu cortar o mal pela raiz, ou seja, escavar para a poder arrancar. Estranhamente, contudo, no fundo da pequena cova que teve de fazer, encontrou uma imagem de Nossa Senhora e um sino, sendo a mesma colocada na capelinha da povoação.&lt;br /&gt;Quanto ao sino, tentaram levá-lo para a Sé de Lamego. Curiosamente, até ao cimo da serra das Meadas, tocava lindamente. Dobrada a mesma “recusava-se” a tocar, tendo, por isso, retornado para S. Pedro do Souto e sido colocado na respectiva capelinha.&lt;br /&gt;Esta imagens, encontradas após a reconquista cristã, foram provavelmente escondidas no período do domínio dos mouros na península ibérica. É natural que estes achados, por serem tão significativos e por envolverem uma dimensão religiosa, não fossem vistos pelas pessoas de então como simples acontecimentos ocasionais, requerendo, no quadro da sua mundivisão, a intervenção divina. Estes acontecimentos foram assim coloridos de registos de natureza fantástica, originando estórias que, antropologicamente, não são redutíveis a meras lendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Festa da Senhora do Souto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Anualmente, no domingo seguinte, ao dia da Senhora dos Remédios, realiza-se a festa em honra da Senhora do Souto. É constituída de missa solene e procissão com percurso pelo interior da povoação e pelo “campo da Senhora” (local do “aparecimento” da imagem), onde será proferido um sermão, retornando à capela. Seguidamente, surge um momento de muita expectativa e emoção, que é o lançamento de pão ou “regueifas” pelas janelas de uma casa junto à capela. Cada um dos presentes irá disputar a maior quantidade de pão possível, que será guardado nas respectivas casas, pois tem o condão de afastar doenças e maleitas. Outrora cozido num forno da aldeia, é agora cozido na padaria do Barreiro, sendo benzido na missa e levado em sacos na procissão, tendo a particularidade de não ter fermento e de não se estragar, de acordo com vários testemunhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sino milagroso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre que há trovoadas e tempestades, há a preocupação de tocar o sino. Sempre ouvi dizer que o seu toque tem sido eficaz. O encarregado da guarda da capela, Sr. Joaquim Pinto, confidenciou-me que já o tocou duas vezes este ano e “a trovoada foi por aí abaixo...”.&lt;br /&gt;Há uma segunda versão sobre o achamento deste sino, havendo pessoas que referem que o mesmo foi encontrado juntamente com a imagem de Santa Bárbara numa casa da aldeia, tendo esta também sido colocada na capelinha. Como esta santa é a protectora em caso de trovoadas e tempestades, está “explicada” a eficácia do sino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crucifixo bizantino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pertencente à capela da Senhora do Souto, há um crucifixo, antiquíssimo, de estilo bizantino, de valor incalculável, que já integrou várias exposições. Para diminuir os riscos de furto, o mesmo vai sendo guardado em locais diferentes ao longo do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: Este pequeno artigo baseou-se em registos orais ouvidos desde criança, “avivados” na última festa da Senhora do Souto e enriquecidos com o cotejo das descrições incluídas na monografia do nosso concelho, da autoria do Sr. Dr. Joaquim Correia Duarte. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de Marinho Borges, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Outubro de 2oo6&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-645264563517325544?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/645264563517325544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/645264563517325544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/07/nossa-senhora-do-souto-em-paus-fe-e.html' title='Nossa Senhora do Souto em Paus: fé e crenças*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4948773542577122366</id><published>2011-06-29T09:31:00.007+01:00</published><updated>2011-06-29T09:46:33.316+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>Notícias do "Jornal de Resende", Junho de 2011*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Festa da Cereja de Resende em Sintra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já se tornou uma tradição. Realiza-se no fim de semana seguinte ao o Festival em Resende. Lourel, uma localidade nos arredores de Sintra, foi inundada de cerejas do nosso concelho nos dias 4 e 5 de Junho. Na madrugada de sábado chegou, vinda de Paus, uma carrinha carregada de cerejas, conduzida por José Luís de Oliveira, a quem foi feita a encomenda de mil e duzentos quilos. Entretanto, um conterrâneo residente em Sintra, Joaquim Botelho, tinha-se feito à estrada em direcção a Resende, na quinta-feira, para recolher e adquirir outros produtos, designadamente cavacas, presuntos, salpicões, moiras, bolas, pão e doces regionais, tendo chegado também na madrugada de sábado. Pendões estrategicamente colocados nas ruas da localidade, diversos cartazes e o passa palavra alertaram a numerosa comunidade resendense, amigos e residentes para o evento. Era uma oportunidade para provar as nossas cerejas e outros produtos. A venda ao público começou cerca das 08h00, registando-se grande afluência de pessoas ao meio da manhã. Pelas 16h00, já tinham “desaparecido” cerca de novecentos quilos de cerejas, vendidas em caixas de dois quilos, ao preço de seis euros a embalagem.&lt;br /&gt;O evento decorreu num espaço ao ar livre, propriedade do Sporting Clube de Lourel, cujo presidente da direcção é, por feliz coincidência, um resendense. Aí foram montadas diversas barracas para venda de produtos alimentares e peças de artesanato feitas em Resende e na zona de Sintra, cujos resultados reverteram a favor da futura sede da Casa do Concelho de Resende. A cereja, como rainha da festa, ocupou um lugar de destaque, ao fundo, defronte à entrada do recinto, onde foi montado um balcão para o efeito. Como não podia deixar de ser para incentivar o convívio, foi disponibilizada uma barraca de comes e bebes e de grelhados para as refeições. A tarde teve a animação musical do grupo “Teclas”.&lt;br /&gt;No domingo, houve missa campal às 09h30, celebrada no recinto, em palco montado para o efeito, e abrilhantada pelo Grupo Coral da Casa de Resende. Às 12h30 teve início o almoço/convívio de resendenses, familiares e amigos, no qual participaram duzentas e cinco pessoas, além de convidados. A organização teve de anular várias inscrições por falta de vagas. Por calhar em dia de eleições, não esteve presente nenhum vereador da Câmara Municipal de Resende. Da Câmara de Sintra esteve presente o Sr. Vice-Presidente, Dr. Marco Almeida. Mais uma vez, Manuel do Rosário, o líder da comunidade resendense aqui radicada e pessoa influente junto das instituições locais, aproveitou a presença deste autarca para pedir o empenhamento da Câmara de Sintra no acompanhamento do processo do projecto da construção da tão ansiada sede da Casa de Resende, tendo informado os presentes dos obstáculos que se torna necessário ultrapassar. A tarde foi animada com a actuação da Banda União Mucifalense, de uma localidade próxima.&lt;br /&gt;A Festa da Cereja é o principal evento da Casa de Resende que, no entender de Joaquim Pinto, presidente da direcção da Casa de Resende, ultrapassou este ano as expectativas, já que despoletou mais interesse do que é habitual. “Só é pena que sejam sempre os mesmos a dar o corpo ao manifesto na realização das várias actividades; é necessário, contudo, realçar a colaboração do Sr. Manuel do Rosário, que disponibiliza sempre alguns dos seus trabalhadores para montar o palco, as barracas e para outros afazeres”, rematou em jeito de balanço. Refira-se que, até ao fim do ano, irá ter lugar ainda o tradicional magusto, precedido de almoço, e a festa da consoada, que incluirá um almoço, uma tarde de teatro representado por jovens, entrega de prendas às crianças e lanche.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Inaugurada Rota dos Cerejais em S. João de Fontoura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, as pessoas e as instituições do concelho estão cada vez mais a aproveitar as potencialidades da cereja, da Cereja de Resende, como uma marca distintiva do desenvolvimento económico. Resende é já uma referência a nível nacional por causa da cereja. Importa que o seja também pelos cerejais das nossas encostas, atraindo visitantes para verem in loco a paisagem deslumbrante das cerejeiras em flor ou carregadas de cerejas. O percurso pedestre da Rota dos Cerejais, da iniciativa da actual Junta de Freguesia de S. João de Fontoura, inaugurado no passado dia 10 de Junho, responde a esta necessidade, esperando-se que futuramente, em parceria com outras instituições, traga gente do concelho e sobretudo de fora .&lt;br /&gt;A inauguração, que decorreu pelas 10h30, contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, António Borges, e dos Vereadores Dulce Pereira e Albano Santos. António Borges destacou “…a importância desta iniciativa que se insere no aproveitamento das potencialidades das cerejeiras e das cerejas, em que a mancha de S. João de Fontoura é a testa virada para o Douro, dando continuidade a um verdadeiro anfiteatro paisagístico em que se integram outras freguesias". Referiu também o facto de esta rota vir enriquecer outros percursos do concelho, como a rota do românico, dos miradouros, da cerejeira em flor, do Vale do Cabrum e outros percursos serranos, o que é muito positivo para o concelho. Por fim, elogiou a Junta de Freguesia de S. João de Fontoura, aproveitando a ocasião para dizer que nem tudo tem de ser feito pela Câmara Municipal. Fernando Manuel, Presidente da Junta, expressou a sua satisfação pela concretização da Rota dos Cerejais, esperando que seja devidamente aproveitada pelas populações e que constitua uma oportunidade para atrair pessoas que venham admirar as nossas paisagens, em que sobressaem os cerejeiras.&lt;br /&gt;Seguiu-se a caminhada pelos trilhos devidamente assinalados, numa extensão de cerca de seis quilómetros, com passagem por S. João/Igreja, Alufinha, Porto de Rei, Solar de Porto de Rei, Praia Fluvial, Santinho, Nadais de Baixo e Largo da sede da Junta de Freguesia. Cerca de cem caminhantes tiveram oportunidade de admirar os pomares de cerejais e vinhedos, colher figos na passagem, refrescar-se e beber água em fontes, deslumbrar-se com as encostas e a visão do Douro, embrenhar-se por entre carreiros e escadas, deter-se na harmonia entre cães, gatos e galinhas confinados numa cerca, trocar olhares de contentamento com idosos nas varandas e às portas de casa, encher de vida (por minutos) a pacatez das aldeias, enfim, ver o que olhos apressados não vêem, experimentando a aventura e a resistência do corpo.&lt;br /&gt;O grupo era diversificado, com pessoas de todas as idades (dos 10 aos 70 anos), sendo provenientes de S. João de Fontoura, de outras freguesias do concelho e de naturais residentes no Porto. Demonstraram estar todas em grande forma, pois fizeram a caminhada em menos de duas horas, quando a previsão da duração era de duas horas e meia. Foi pena que esta caminhada não tivesse acontecido mais cedo, com os cerejais no seu máximo esplendor, isto é, carregados de cerejas. Seguiu-se um almoço/convívio com porco no espeto, outros grelhados, broa e caldo verde.&lt;br /&gt;Refira-se que esta Rota teve o acompanhamento técnico de Eduardo Lyon de Castro e Bruno Cardoso (www.opalternativas.com), de Vila de Rei, que prestaram apoio na selecção dos trilhos e caminhos, fizeram a sinalização e conceberam a documentação de informação e divulgação. A Junta de Freguesia compromete-se, a partir de agora, a proceder à sua manutenção e à preservação da sinalética. Em princípio, haverá duas caminhadas por ano e sempre que haja propostas de grupos interessados. Espera-se que esta Rota dos Cerejais, no quadro de uma cultura de educação para a saúde e de uma pedagogia do contacto com a natureza e do andar a pé, se torne uma actividade integrante de um programa alargado de cariz turístico em torno da Cereja de Resende, como marca capaz de atrair cada vez mais pessoas ao nosso concelho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Facebook mobiliza Felgueirenses&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começou por uma brincadeira de Francisco de Almeida, um adolescente de 11 anos, filho do Enfermeiro Álvaro Matos Almeida. “Pai, e se formasse um grupo com gente de Felgueiras no facebook?”, perguntou. “Força, rapaz”, foi a resposta. Actualmente “administra” o grupo naturais e amigos de Felgueiras, que foi tendo forte adesão, sendo constituído presentemente por cerca de trezentas pessoas. É uma rede espalhada por Felgueiras, Porto, Lisboa, Brasil, Bélgica, isto é, pelos mais diversos locais onde estejam naturais, familiares e amigos desta freguesia, que vão dando notícias, trocando mensagens e fotos, contando histórias, recordando acontecimentos e sedimentando amizades.&lt;br /&gt;Este grupo realizou o I Encontro em Felgueiras, nos passados dias 10 e 11 de Junho, o qual integrou uma componente cultural e de convívio. No dia 10, às 21h00, teve lugar um recital de piano (de cauda, trazido propositadamente de Famalicão) por José Veloso Rito, que interpretou obras de sua autoria (a quase totalidade), de Vittorio Monti, Chopin e Franz Listz. A seguir ao concerto foi servido um Porto de honra com cavacas de Resende. Devido à excelência da interpretação e à originalidade e melodia das músicas, foi um serão que encantou a numerosa assistência, que encheu as duas salas da antiga escola de Felgueiras. Refira-se que José Veloso Rito, engenheiro civil e professor, tem o curso de piano do Conservatório do Porto, apresentando-se em público com regularidade em recitais e concertos, quer no país, quer no estrangeiro. Embora nascido no Porto, está ligado à Quinta da Boavista (Paus) e a Felgueiras por razões familiares, tendo aqui passado muitas férias na sua juventude, que animou com o seu acordeão.&lt;br /&gt;No dia 11 teve lugar um animado almoço/convívio, que reuniu muitos residentes de Felgueiras, mas também um grande número de naturais , familiares e amigos desta freguesia, que se deslocaram propositadamente de Lisboa, Porto e outros pontos do país, em que por uma tarde a amizade “virtual” foi substituída pela realidade do encontro, das palavras e dos afectos, tendo contribuído para firmar uma identidade própria.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Elaboradas por Marinho Borges e publicadas no &lt;em&gt;Jornal de Resende,&lt;/em&gt; número de Junho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4948773542577122366?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4948773542577122366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4948773542577122366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/06/noticias-do-jornal-de-resende-junho-de.html' title='Notícias do &quot;Jornal de Resende&quot;, Junho de 2011*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-8850841081595633584</id><published>2011-06-17T09:48:00.010+01:00</published><updated>2011-06-17T10:21:24.998+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>«A Sabedoria» - Um  Livro do  Pe. Paulo Alves*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na Aula Magna do Instituto &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Piaget&lt;/span&gt;, em Viseu, teve lugar no dia 7 de Junho o lançamento do livro –«A Sabedoria - Definição, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Multidimensionalidade&lt;/span&gt; e Avaliação» do &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Pe&lt;/span&gt;. Paulo Alves.&lt;br /&gt;A apresentação de um livro e a sua colocação à disposição pública, (quando o fim não é essencialmente comercial), é sempre um ato de humildade pessoal, coragem &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;inteletual&lt;/span&gt; e cedência cultural.&lt;br /&gt;A cultura, o saber, a ciência e a sabedoria são património da comunidade e não reserva protegida dos seus detentores. Nestes termos é quase um dever imperativo partilhar e ceder à comunidade o saber por parte de quem o tem. As mil formas de o fazer têm o seu expoente máximo na apresentação em letra de forma e especialmente a sua publicação em livro.&lt;br /&gt;Certamente assim pensou e por certo assim &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;atuou&lt;/span&gt; o &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Pe&lt;/span&gt;. Paulo Alves ao publicar em livro a sua tese de doutoramento.&lt;br /&gt;Padre da igreja católica, e natural de &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Penude&lt;/span&gt;, (terra fértil junto a Lamego) Paulo Alves é um dos expoentes promissores da Igreja Católica.&lt;br /&gt;Após a sua ordenação em Agosto de 1986, foi pároco em Castro Daire, &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Vice&lt;/span&gt; Reitor do Seminário de Resende e agora Reitor do Seminário Maior de Lamego.&lt;br /&gt;Em Castro Daire deixou marcas de apostolado, em Resende ficaram sinais vivos de estratégia pedagógica e gestão &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;administrativa&lt;/span&gt; e em Lamego avultam já traços de renovação e rasgos de evolução metodológica na preparação de novos sacerdotes e utilização dos meios existentes.&lt;br /&gt;É neste período e acumulando com a responsabilidade delegada e assumida que obtém a &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;licenciatura&lt;/span&gt; em «Teologia» na Universidade Católica do Porto, mestrado em «Psicologia Pedagógica pela Universidade de Coimbra e agora o grau de Doutor em "Psicologia do Desenvolvimento" pela mesma Universidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;À responsabilidade de Reitor do Seminário de Lamego junta presentemente a Regência Curricular de "Psicologia da Religião" na Universidade Católica, núcleo de Viseu e o de Professor Auxiliar no Instituto &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Piaget&lt;/span&gt; em Viseu onde coordena «o 1º ano da &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;licenciatura&lt;/span&gt; em Psicologia» e «o 2º ciclo do Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento».&lt;br /&gt;Esta responsabilidade &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;ativa&lt;/span&gt; não o impediu nem impede de acompanhar devidamente a formação dos alunos do seminário de Lamego, conhecendo e vivendo de cada um as suas capacidades, apetências ou problemas, como ainda também lhe deixou espaço como investigador, responsável por uma das áreas do «Centro &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Internacional&lt;/span&gt; de Investigação e Reflexão &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Transdiciplinar&lt;/span&gt;».&lt;br /&gt;Este é o o Homem.&lt;br /&gt;A obra chama-se -«A Sabedoria»-.&lt;br /&gt;Como diria hoje Camões, sabedoria, imagine-a quem não puder entendê-la mas é melhor &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;entedê&lt;/span&gt;-la do que imaginá-la.&lt;br /&gt;Nas suas 322 páginas de pensamento corrido, sem contar mais 50 de anexos e índices, entramos pelos meandros ainda não desbravados das &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;perspetivas&lt;/span&gt; teológicas, filosóficas e históricas da sabedoria ao longo dos séculos, da sua interpretação psicológica bem como da sua estrutura &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;multidimensional&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;«A Sabedoria», este livro do &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Pe&lt;/span&gt;. Paulo Alves não é mais um livro, mas « o livro» de análise cuidada, tema &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;atual&lt;/span&gt;, investigação consistente e divulgação necessária onde encontramos e é testada pela primeira vez em Portugal uma Escala Sobre a Sabedoria (&lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;ESS&lt;/span&gt;) da sua autoria.&lt;br /&gt;Uma tese de doutoramento é sempre um trabalho exaustivo de profundidade e investigação garantidas que atesta a capacidade, &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;atualidade&lt;/span&gt;, e visão do seu autor.&lt;br /&gt;Este livro não é uma mera produção de ideias, exposição de fatos ou devaneio mental, é um trabalho profundo, defendido em tese na sala dos Capelos da Universidade de Coimbra perante um &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;juri&lt;/span&gt; qualificado e deveras exigente e a cujas asserções tive o grato prazer de assistir em 11 de Dezembro de 2009 e onde obteve a classificação máxima com «Distinção e Louvor».&lt;br /&gt;Este livro e o seu autor entraram já na galeria das grandes referências do pensamento; ao integrar a &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;coleção&lt;/span&gt; « &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Epigénese&lt;/span&gt;, Desenvolvimento e Psicologia» com o nº 105 e uma referência &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;bibliográfica&lt;/span&gt; de mais de 300 autores, autor e obra emparceiram ao lado de ilustres pensadores mundiais da psicologia, evolução e desenvolvimento humano.&lt;br /&gt;Se é verdade que a sabedoria está em todo lado e que «todas as culturas têm ou tiveram o seu ideal de sabedoria», é verdade também que ela é o problema central da condição humana que tem passado toda a sua existência na sua procura, aquisição, aprofundamento e evolução em constante caminhada ao longo de uma longa viagem sem termo nem descanso que todos percorremos e só alguns investigam e consolidam.&lt;br /&gt;No gesto nobre de não esquecer na dedicação «todos aqueles com quem tenho aprendido», (e grande foi o número dos invocados), eu realço a &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;ASEL&lt;/span&gt; que desde 2003 tão de perto com ele colaborou em Resende e a referência feita a sua mãe, pai e irmã, «pelo sentido de vida, pela sabedoria das coisas simples, pelo suor, pelo amor e pela fé», e foi por isso certamente também que viu a Aula Magna praticamente cheia de alunos, professores e amigos, entre os quais a honrosa presença dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Snrs&lt;/span&gt;. D. Jacinto Botelho, D. Ilídio Leandro e D. Manuel António, &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;respetivamente&lt;/span&gt; bispos de Lamego, Viseu e S.Tomé e &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;Princípe&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;«Eu, sabedoria, habito com a prudência, possuo a ciência e a reflexão». (&lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;Prv&lt;/span&gt;. 8,12)&lt;br /&gt;...Tal a profundidade deste livro...tal a preocupação do &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;Pe&lt;/span&gt;. Paulo Alves a quem deixo o meu público louvor e sinceros parabéns.&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adão Sequeira (Senhora da Hora, Junho 2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-8850841081595633584?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/8850841081595633584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/8850841081595633584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/06/sabedoria-um-livro-do-pe-paulo-alves.html' title='«A Sabedoria» - Um  Livro do  Pe. Paulo Alves*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-5920085418158513196</id><published>2011-05-31T11:31:00.003+01:00</published><updated>2011-05-31T11:36:58.191+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM FEIRÃO: Chamo-me Amadeu Pereira Pinto e nasci em Feirão há 80 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dados pessoais e familiares&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nasci no dia 29 de Março de 1931. O meu pai morreu perto dos 80 anos e a minha morreu com 48 anos. Tenho quatro irmãos e uma irmã. Felizmente ainda estão todos vivos, excepto a minha irmã. Esta morreu muito nova, com 18 anos, na região de Lisboa, para onde tinha ido trabalhar, pois já lá se encontrava um irmão. Ia a andar junto à linha do caminho de ferro, em Chelas, quando foi apanhada por um comboio. Três irmãos vivem em Lisboa; eu e um outro irmão ficamos por cá, em Feirão. Em termos de idade, sou o do meio. Tenho dois irmãos mais novos e dois mais velhos.&lt;br /&gt;Antigamente chegou a haver no fundo da aldeia uma sala de aula, mas depois a professora foi-se embora e nunca foi substituída. Por isso, o meu pai ainda aprendeu a ler e a escrever. Chegou a escrever muitas cartas da tropa. A minha mãe ainda aprendeu qualquer coisita, mas pouco. Eu infelizmente nunca fui à escola, pois no meu tempo não havia professor. Dois dos meus irmãos aprenderam a ler e a escrever em Lisboa.&lt;br /&gt;Tenho sete filhos (duas filhas e cinco filhos). Quatro vivem na Marinha Grande, um em Lisboa, um em França e um Feirão. E tenho quinze netos e três bisnetos. Os meus filhos frequentaram cá a escola e fizeram todos a quarta classe. A vida também não foi fácil para eles, já que, de manhãzinha, muitas vezes por volta das 7 horas, saiam para o monte com o gado antes de ir para as aulas pelas 9 horas. À tarde, depois da escola, voltavam outra vez a guardar o gado.&lt;br /&gt;Casei quando tinha 24 anos com uma rapariga aqui de Feirão. Morreu há dois e pouco. Tinha então 77 anos. Foi a maior perda da minha vida. A vida de um homem sem uma mulher não é nada. E então nesta idade, pior ainda. Depois da morte dela, a minha vida ficou escangalhada. Naquela altura, passei muitas noites sem dormir e até me vi obrigado a pedir ao médico que receitasse qualquer coisa para dormir. Agora vivo aqui com a minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até aos 16 anos, em Feirão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os meus pais sempre foram caseiros e tiveram uma vida difícil. A fonte de maior rendimento era o gado. E também era uma base para a alimentação através do leite e queijo. A minha mãe e a minha mulher chegaram a fazer bastante queijo. Embora houvesse bastante cereais e os meus pais cozessem pão com alguma frequência, recordo-me de em pequeno ter ido pedir pão a Cotelo.&lt;br /&gt;A partir dos seis/sete anos, a minha vida passava-se nos montes a guardar o gado. Os meus pais chegaram a ter quatro vacas e cerca de quinze ovelhas. Saía por volta das 9 horas. Ao meio dia, um dos meus irmãos ia levar-me o almoço numa marmita e ao anoitecer voltava para baixo. Cada um ia para as suas tapadas. Nestas só os donos é que podiam entrar. Nos montes andava-se à vontade com o gado e ninguém ralhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No Douro até à reforma&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A partir dos dezasseis anos fui para o Douro trabalhar durante todo o ano e não apenas nas vindimas e na poda. Ia a pé por Bigorne, Lamego, seguindo depois até à Régua. Aí continuava a pé, no caso de os patrões ou feitores não nos virem buscar em camionetas. Cheguei a ir a pé até às quintas do Pinhão. Só vinha cá nas festas e de vez em quando para vir buscar pão. Sem contar com a época das vindimas, havia sempre que fazer. Em Outubro/Novembro, fazia-se a cava da água. Em Março/Abril, fazia-se a cava da vinha para pôr adubo. Havia ainda a apanha e a limpeza dos ramos da poda, a desfolha, a sulfatagem…, não contando com a apanha das azeitonas.&lt;br /&gt;Percorri muitas quintas por esse Douro fora. Recordo-me de ter trabalhado em Loureiro, Vilarinho de Freires, Vila Nova de Poiares, Quinta do Crasto, Covas do Douro, Quinta do Noval, Quinta do Vale de Figueiras, Quinta das Sopas de Cima e Quinta das Sopas de Baixo.&lt;br /&gt;Quando comecei a trabalhar no Douro, muitas vezes não andava com estômago aconchegado. Em muitas quintas, havia dez a quinze trabalhadores permanentes. Logo que nos levantávamos, tomávamos o mata-bicho com bagaço e broa. O pão não era fornecido pelo patrão. Ao almoço, era servido um caldo. Ao jantar, a seguir ao caldo era servido um prato de arroz com feijão. Na ceia, normalmente repetia-se a ementa do jantar. Quando o trabalho era mais duro ou em noites em que tínhamos de ir para o lagar, comia-se um pouco melhor. Acrescentavam uma posta de bacalhau ou sardinhas. Tenho de confessar que às vezes ficava com fome. Só para ter uma ideia das dificuldades, lembro-lhe que chegaram a servir caldo sem adubo. Para fazer frente à pouca comida, chegávamos a ir à Régua ou Pinhão comprar couratos, porque era o que se encontrava mais barato para fazer umas sandes, quando a fome apertava.&lt;br /&gt;Uma excepção acontecia numa quinta em Vila Nova de Poiares. O dono, o Sr. Valente Costa, que vivia durante o resto do ano no Porto, gostava de nos ver satisfeitos. Mandava matar de três em três dias um borrego. E falava com os trabalhadores como se fossem da família.&lt;br /&gt;Agora, olhando para trás, acho que foi um tempo em que tive oportunidade de conhecer outras gentes e terras. Também serviu para abrir os olhos. E apesar do trabalho duro, sobrava tempo para nos divertirmos. As rogas levavam músicos para acompanhar o trabalho da sova e fazer uns bailaricos nos fins de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Operação a um joelho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como já lhe disse, felizmente não tenho tido problemas de saúde. Aqui na serra o ar puro e a água curam todas as maleitas. A única operação que fiz foi a um joelho, o da perna direita. Começou-me a doer bastante e fui a um médico que me receitou umas injecções, mas não passava. Por isso, fui a um médico dos ossos a Lamego, que não esteve com meias medidas, pois, ao ver a infecção a alastrar , lancetou o joelho a frio, o que fez com que saísse muito pus. Mas não notei melhoras, pois as dores continuaram.&lt;br /&gt;Então, um dos meus filhos, que está na Marinha Grande, levou-me a uma consulta ao hospital de Leiria. Uma biopsia e uma ecografia não acusaram nada. O médico achou estranho e, por isso mandou fazer um exame complicado, tendo ido para um túnel, onde me deitaram para ser fotografado. Acho que chamam a isto ir fazer um TAC. O médico, ao ver o resultado, ficou assustado e disse: “oh homem, você tem de ser operado já”. Passados poucos dias, fui para a faca. Já na sala de operações, deram-me uma injecção. Depois de alguns minutos, a médica perguntou-me que é que sentia e eu disse: “começo a sentir as pernas dormentes”. E eu só ouvi: “isso é que é preciso”. Até que comecei a não sentir nada da parte debaixo do corpo. O médico começou o trabalho e eu a ver tudo. Fez três buracos e foi raspando tudo. Ao ouvir “correu tudo bem”, fiquei satisfeito. Depois, levaram-me para uma enfermaria e alguém ficou espantado por estar com o relógio. Eu disse: “eu não escondi nada; já me levaram assim lá para dentro”.&lt;br /&gt;Ao outro dia, fui para casa do meu filho e comecei a melhorar. Fiz um esforço por ir andando devagarinho e foi assim que em pouco tempo me curei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vida realizada&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Estou com oitenta anos e sinto-me uma pessoa realizada. Acho que eduquei bem os meus filhos. Têm todos uma vida bem organizada. São muito meus amigos e telefonam frequentemente a saber de mim.&lt;br /&gt;Parti do zero, pois não herdei nada dos meus pais. Andei no Douro até aos sessenta anos. Lembro-me de ganhar oito escudos ao dia. Depois o ordenado subiu para dez, doze, quinze e por aí acima. Com o dinheiro que ganhei ajudei a criar os meus sete filhos, comprei e ampliei uma casa e adquiri várias propriedades. A minha mulher também trabalhou muito, pois teve de cuidar sozinha de casa e de sete filhos. Estes deram uma grande ajuda, tomando conta do gado. Cheguei a ter quinze ovelhas, três cabras e dois ou três bezerros.&lt;br /&gt;Com a reforma e com o que tenho vivo bem. Ainda ajudo a minha filha e genro na guarda do gado. Os meus filhos que vivem na Marinha Grande insistem muito para que passe lá umas temporadas. Às vezes, cedo e vou, mas estou sempre com vontade de regressar a Feirão. É aqui que me sinto bem. Estes montes e estes ares dão-me saúde. Por insistência do meu filho, emigrado em Paris, fui até lá com a minha mulher. Subi a Torre Eiffel e visitei os Campos Elísios. A propósito da Marinha Grande, sabia que há cerca de cinquenta pessoas de Feirão a viver lá? Uns foram chamando os outros a partir de 1965. A maioria encontra-se a trabalhar nas fábricas de vidros e felizmente não conheço ninguém desempregado. No Verão vêm até cá e isto anima muito.&lt;br /&gt;Mesmo sem cafés gosto disto. Vou por aí, converso com as pessoas e gosto de ir até aos campos. De forma permanente, ainda vivem cá cerca de cinquenta moradores. Dez trabalham no Douro. Há cinco crianças. Várias pessoas que ficaram por cá vivem das terras e do gado. Ainda há dois rebanhos de ovelhas e muita gente cria vacas. Embora menos do que antigamente, há muitas terras cultivadas com batatas, milho, centeio e feno.&lt;br /&gt;À noite, vejo alguma televisão para me distrair. Mas para lhe ser franco, até gosto mais de ouvir rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: “Histórias de uma vida…” é fruto de uma conversa não gravada, podendo não corresponder exactamente ao que nela foi afirmado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jornal de Resende&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, número de Maio de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-5920085418158513196?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/5920085418158513196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/5920085418158513196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/05/historias-de-uma-vida-em-feirao-chamo.html' title='HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM FEIRÃO: Chamo-me Amadeu Pereira Pinto e nasci em Feirão há 80 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-2471127931640794643</id><published>2011-04-29T18:31:00.006+01:00</published><updated>2011-04-29T20:57:26.511+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Grande entrevista de António Borges ao semanário "Douro Hoje" (Edição de 27-04-2011)*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;O concelho de Resende continua a mudar. No terreno estão mais de 25 milhões de euros em obras, nas áreas da educação, modernização dos espaços urbanos, requalificação e melhoria da qualidade de vida em todas as freguesias.&lt;br /&gt;António Borges, presidente da Câmara abraçou este desafio há quase três mandatos, e acredita que este concelho no interior do país continua a ser uma importante peça no puzzle na construção de uma cidadania onde há igualdade de oportunidades.&lt;br /&gt;Como presidente da Associação de Municípios do Vale do Douro Sul acredita que uma das solução para os problemas para a crise é a conjugação de esforços e apela para que o país saiba escolher entre o progresso e a infra estruturação de Portugal, em vez de ficarmos parados à espera que a crise passe. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Douro Hoje- Como avalia este momento político e social que o país vive?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;António Borges&lt;/strong&gt;- Em primeiro lugar, não há outra maneira de resolver os problemas: com trabalho. Caso não se entendam as coisas de outra forma no futuro pagaremos uma fatura muito alta. Se não tivermos sustentabilidade naquilo que fazemos e se esta não resultar do nosso próprio esforço tudo se perderá. O grande problema do futuro de Resende e da região Douro, é também achar que não devemos ter ambição. O que estamos a fazer em Resende é criarmos a tradição de estarmos na linha da frente dos desafios de uma sociedade contemporânea. Eu acho que, numa altura como esta, e num concelho como este, hipotecar o futuro é não termos feito aquilo que já criámos em Resende e, assim hipotecar o futuro das próximas gerações: é não termos a água, nem saneamento, ter as nossas estradas esburacadas, más acessibilidades, as mais altas taxas de abandono e insucesso escolar, e termos níveis de qualificação muito reduzidos, espaços urbanos decadentes e falta de tecido económico. Essa é a verdadeira questão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- Portanto, a sua grande aposta são as pessoas…&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt; - A desertificação é uma questão que se coloca em Resende e à região e por isso temos de estabelecer todos os passos para que as nossas populações tenham as suas oportunidades. Não há nenhum concelho, região ou país que possa subsistir sem níveis de qualificação adequados, vocações territoriais e sem atividade económica. Em Resende, há por vezes, a ideia que temos uma abordagem muita politiqueira do desenvolvimento do país e em especial do interior, e tem-se passado a ideia que não precisamos de investimento. É óbvio que precisamos de investir, de qualificar as nossas populações e os nossos municípios e dar-lhe assim dinâmica territorial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- Como caracteriza o trabalho desenvolvido ao longo destes anos no seu concelho?&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- Os passos que temos dado em Resende podem situar-se em 3 grandes domínios: a qualidade infra-estrutural do nosso território, a qualificação dos nossos recursos humanos (empresários e cidadãos em geral) de níveis de conhecimento e de desempenho essenciais para o desenvolvimento da região, e também o desempenho institucional. Não vou negar que na minha qualidade de presidente da Associação de municípios do Vale do Douro Sul noto a ideia de que cada um a trabalhar para o seu lado, dê frutos no imediato, mas depois tudo acaba por ficar aquém do que se consegue noutros domínios. Um presidente de Câmara tem obrigação de não baixar o nível. Tem obrigação como responsável político de encontrar caminhos, de os afirmar. Insultar não é a melhor forma de se estar na política.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH - Como encontrou Resende ?&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- Partimos do zero. Naturalmente isso pode ter algumas vantagens, mas fizemos um caminho muito consistente. Nunca parámos e criámos uma marca e conseguimos modernizar o concelho. Só para dar a ideia que, neste momento temos em curso, com grande esforço adjudicados mais de 25 milhões de euros em obra, na área da qualificação urbana e da educação. Já está adjudicado o último centro escolar, a requalificação da escola secundária e preparatória (cerca de 12 milhões de euros), a conclusão do novo quartel da GNR, a ampliação do quartel dos bombeiros, o novo estádio municipal, o fórum municipal (recuperação do antigo mercado) que está já tem contrato assinado de adjudicação e a adjudicação da primeira fase do nosso parque urbano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- Um autarca deve pautar pela diferença?&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- Enquanto presidente da câmara tenho a noção muito clara das nossas responsabilidades e acho que continuar a modernizar os nossos concelhos e a nós como autarcas. Há que perceber que em qualquer organização as lideranças fazem toda a diferença: eu não estou aqui para passar as responsabilidades para os outros ou criar ruídos, para depois me desculpar para aquilo que não sou capaz de fazer. Nunca passei culpas na câmara, apesar de algumas dificuldades. Temos de crescer a nível de desempenho institucional no douro sul. Aqui nada nos vem ter ao colo. Eu faço parte daquele conjunto de presidentes que têm de andar com os projetos ao colo, para que aconteçam. Recordo do enorme esforço que fizemos ao nível da água e saneamento, já que tínhamos uma das mais baixas taxas de cobertura da região, requalificámos a vila de S. Martinho de Mouros, as nossas escolas, criámos equipamentos desportivos de grande nível, estamos a valorizar a nossa base produtiva tradicional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- A sua ideia é modernizar a vila e o concelho?&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt; - Hipotecar o futuro, como aconteceu até agora, é ter as mais altas taxas de abandono e insucesso escolar, ter as nossas vilas e cidades num estado deplorável e que repulsam aquilo que a é a própria atividade económica e a qualidade de vida das populações. Há que perceber que em Resende foram muitos anos praticamente paralisados. Naturalmente na região, e queria dar nota, que tenho esta declaração de interesses, como militante do partido socialista, no norte do distrito nós temos de ser capazes de ir mais além, e muitas vezes quando se fala em partidos e políticas, eu queria, apesar de tudo relevar, num momento como este, alguns investimentos importantes e estruturantes da região, que têm o selo e a marca do partido Socialista: o Museu do Douro, a Escola de Hotelaria de Lamego, o novo hospital de Lamego, o sistema de abastecimento do Balsemão, a requalificação da rede escolar que dará outro perfil ao cidadão. Portanto, quando muitas vezes, dizemos que isto é algo sem sentido, esquecemo-nos que por vezes, é por aqui o caminho. Muitas vezes, as pessoas só não querem os investimentos à sua porta, uma lógica de capelinha que está instalada nos concelhos e no país. Todos querem uma auto estrada à sua porta, mas ninguém quer uma acessibilidade capaz quando se trata do vizinho do lado. A nossa função é lutar pelas nossas populações e exigir aquilo que também temos direito: infra estruturas que introduzam nos nossos territórios níveis de competitividade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH - Estalou uma polémica com a capacidade de internamento do hospital a construir em Lamego. O que pensa disso?&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- Estamos a investir na saúde como nunca se investiu. Resende tem dois hospitais a ser construídos num raio de 50 quilómetros: Lamego e Amarante, como não acontecia há um século. Um hospital de nova geração em Lamego que representa um investimento de 50 milhões não deve ser posto em causa, e por isso não podemos ter a mesma abordagem da saúde como há 20 anos. A cirurgia de ambulatório é uma prática crescente. Por isso, percebo mal este tipo de abordagem ao novo hospital, por que em Lamego deveríamos marcar com uma enorme satisfação aquilo que está a ser feito. Naturalmente é mais fácil falar do que fazer, uns falaram sempre e nunca fizeram e outros fizeram concretamente. Se o problema é de camas, seria uma boa proposta para Lamego e para a região era consolidar o investimento que está a ser feito, não o politizar e não instrumentalizá-lo na lógica política e partidária, era transformar as instalações do antigo hospital numa unidade de cuidados continuados e assim conseguirmos mais camas. Esta seria uma forma útil e contributiva para desenvolver a região.&lt;br /&gt;Eu já fui presidente de Câmara com um governo de direita e a minha preocupação sempre foi consensualizar. Nunca usei a Câmara de Resende para fazer política partidária e referi muito poucas vezes o nome do meu partido, ao longo destes anos, quando tenho de gerir os interesses do meu concelho. Recordo que tínhamos hospitais a cair, que eram espaços de grande degradação e desumanidade em relação às pessoas.&lt;br /&gt;Quando finalmente estamos a fazer algo as pessoas vem para a rua com politiquice, pondo em causa aquilo que é uma nova forma e conceito e qualidade de serviço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- A Scut’s ficaram em stand by, mas o que pensa do conceito de utilizador pagador?&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- O país está numa situação complicada e quando não há recursos para cumprir com determinados compromissos há que ajustarmo-nos às realidades.&lt;br /&gt;Eu aceito a lógica do princípio do utilizador pagador e aceito que é algo de inultrapassável em função daquilo que é a situação económica que atravessamos.&lt;br /&gt;Mas ao colocarmos as questões do pagamentos das scut’s na região, temos de ter a garantia que serão feitos determinados investimentos nas nossas acessibilidades, tais como o IC26, e resolver as acessibilidades a concelhos como Tabuaço, Pesqueira e Resende e Cinfães, que têm são das piores do país. Eu pessoalmente troco o pagamento das portagens pelos investimentos que faltam em termos de acessibilidades na região. E percebo que tenhamos de nos ajustar todos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- Em Resende o que faz falta em termos de acessos rodoviários?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;AB&lt;/strong&gt; - Em Resende estamos a falar da ligação a Baião (Ponte da Ermida) que nos coloca nas portas da área metropolitana do Porto, (a menos de 40 minutos), a ligação de Resende a Bigorne pela A24.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- Mas com todos estes condicionalismos financeiros há investimentos em causa…&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt; - No município estabeleci um desagravamento fiscal de 4% para todos que têm domicílio fiscal em Resende, mas confesso que prevendo mais cortes, será algo muito difícil.&lt;br /&gt;Não só manter os 4%, mas sim atingir os 5% que é o meu compromisso e a margem que a Câmara tem para desagravamento fiscal. Não vou querer falhar esse compromisso, mas vou ter de ajustar o próprio funcionamento da Câmara para aquilo que é a realidade do país.&lt;br /&gt;Espero que seja concretizada a rede pública de banda larga em Resende, ainda este ano, que modificará a estrutura social e económica do concelho.&lt;br /&gt;Baixar os braços e pensar que não temos de investir na qualificação dos nossos territórios, termos respostas ao nível de serviço público, pensar que podemos abandonar as populações mais débeis nesta região, não ter políticas capazes sociais capazes e naturalmente acharmos que o país tem de parar e se cairmos nesse erro isso será fatal em relação ao futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DH – Numa conferência realizada pela Associação de Municípios já tinham abordado os problemas que as câmaras iriam enfrentar no futuro…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AB&lt;/span&gt;- Sim. Em 2007 as operações financeiras realizadas pelas autarquias tinham spred zero o 0,2%, e hoje em dia estes valores dispararam para 4 ou 5%, ou pura e simplesmente não são concedidos empréstimos.&lt;br /&gt;Continuou a afirmar que o que nos dividirá no futuro passa por fazer uma forte estruturação em especial das zonas mais atrasadas e o que nos separará no futuro é a linha que separa hoje a direita da esquerda (a direita acha que temos de parar) eu pessoalmente acho que nós não podemos desistir de parte do país para que outra parte do país continue.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH – Caldas de Aregos foi a cereja no topo do bolo..&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt; - Caldas de Aregos estava numa situação absolutamente insustentável, o balneário estava por acabar e fechado uma boa parte do ano, não havia animação. Por isso tomamos posição dominante naquilo que poderá ser o grande pilar de desenvolvimento do concelho e da região: o recurso termal de Caldas de Aregos. Estamos a construir aqui as bases para uma empregabilidade mais forte, e já fizemos alguns investimentos como a colocação de um multibanco, um posto de abastecimento de combustíveis e em breve, será restabelecida a travessia no Douro, numa parceria entre a Câmara de Resende e Baião e o IPTM.&lt;br /&gt;Por força da operação que fizemos o município adquiriu duas empresas: a Companhia das Águas de Caldas de Aregos e a Sociedade de Hotéis de Caldas de Aregos que foram transformadas há um ano em empresas municipais. No futuro vamos fundir as empresas e lançar um concurso público internacional para que no capital social da nova empresa que resultará desta fusão possamos integrar os parceiros privados. Desta forma será possível promover a construção do novo hotel termal, um spa termal, a atualização do concelho termal e da componente turístico-imobiliária que está subjacente a todo o aproveitamento e que representará alojamento complementar. Esta era a parceira que se impunha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- A cereja também é uma grande mais valia...&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- Não havia praticamente tradição de cereja, mas hoje somos o principal produtor do norte do país. Temos 24% da produção naci&lt;br /&gt;onal e claramente a melhor cereja do país, e que primeiro entra no mercado em toda a Europa. É sem dúvida um contributo para a economia nacional e para a economia familiar. Este é o caminho que valoriza a base produtiva e por isso não podemos achar que o mundo rural é algo que não nos diz respeito.&lt;br /&gt;Só conseguimos ter politicas assertivas e sérias se não deixarmos ninguém para trás, ao desenvolver apenas espaços urbanos e deixar importantes manchas de território. As políticas do município procuram uma lógica de rede e não vamos ninguém para trás. Nas freguesias onde as questões sociais são mais importantes estamos a criar redes sociais: lares de idosos em S. Romão e Felgueiras, mas temos freguesias com dinâmicas demográficas diferentes como Freigil e Anreade onde erguemos equipamentos desportivos, em S. João de Fontoura criamos uma relação forte com o Douro com parque fluvial de Porto rei, e requalificamos centros urbanos como S. Martinho, e em S. Cipriano vamos construir o centro escolar, cujo investimento será de 1 milhão de euros num auditório .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- A energia eólica é um importante vetor da economia do concelho&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- Parque eólico uma grande oportunidade. Afinal de conta não somo uma terra de ninguém. Contribuímos em muito para a agricultura e recordo que em termos de energia produzimos seis vezes mais daquilo que consumimos.&lt;br /&gt;Se todos os concelhos fizessem isso provavelmente os nossos problemas de desequilíbrio da balança de transacções correntes, e nosso problema de défice externo provavelmente não tinha este contexto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- Planos para o futuro&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt; - A minha vida como autarca nunca foi fácil e acredito que neste momento cabe a nós sermos mais criativos, generosos e ainda mais atentos. Em Resende não há navegação à vista. Temos um planeamento estratégico em cada mandato que contextualiza as nossas metas.&lt;br /&gt;A educação, a empregabilidade e a qualificação são algo que nos mobiliza. Tudo isto não se fará num ano. Recordo que quando o país for chamado a decidir nas próximas eleições tem de ponderar entre desistir do país o, continuar o desafio da modernização e pela luta de um desenvolvimento equilibrado.&lt;br /&gt;É muito importante para os políticos e presidentes de câmara nunca baixarem o nível da discussão política no seu concelho e nem deve recorrer, ou deixar envolver-se em discussões que desprestigiem o seu nível de representatividade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DH- Portanto, Resende está na marcha dos grandes desafios...&lt;br /&gt;AB&lt;/strong&gt;- O grande desafio é conseguir sustentabilidade económica e empregabilidade. Se a Câmara não introduzir uma atitude indutora do próprio desenvolvimento económico e empregabilidade do concelho, tudo demorará mais a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Entrevista conduzida por Iolanda Vilar, que se transcreve para este blogue com devida vénia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-2471127931640794643?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2471127931640794643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2471127931640794643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/04/grande-entrevista-de-antonio-borges-ao.html' title='Grande entrevista de António Borges ao semanário &quot;Douro Hoje&quot; (Edição de 27-04-2011)*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4441292145651095451</id><published>2011-04-13T16:23:00.005+01:00</published><updated>2011-04-13T16:31:26.637+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA … EM S. MARTINHO DE MOUROS: Chamo-me Brasila Cardoso e nasci em Santos, Brasil, há 93 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nascimento no Brasil &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antigamente a vida era muito difícil. Não havia trabalho e passava-se muita fome. Por isso, quem tivesse oportunidade de sair de cá não pensava duas vezes. Na altura, havia muitas pessoas daqui no Brasil. Sabia-se que a alguns correu bem a vida e até enriqueceram. Temos até o exemplo da igreja do Calvário. Uma das torres, a do lado esquerdo, foi mandada construir por um senhor de S. Martinho, emigrante no Brasil. Foi erguida quando tinha eu à volta de trinta anos. A torre do lado direito já exista quando nasci e dizem que foi uma oferta do senhor da Casa da Soenga. O meu pai, que era natural do Testamento, também emigrou para o Brasil. Não me pergunte quem lhe mandou a carta de chamada. Às tantas, foi algum familiar. Entretanto, veio cá de férias e conheceu a minha mãe. Ficou por cá uns meses largos e casaram. Só lhe digo que para cá vir é porque a vida lhe correu bem. Conheci alguns que deixaram cá mulher e filhos e abalaram para o Brasil. No princípio ainda escreviam e até mandavam algum dinheiro. Depois intervalavam cada vez mais até que a família deixava de receber notícias. Arranjavam por lá outras mulheres e a de cá tinha de se arranjar mais os filhos. Os meus pais lá foram casadinhos para o Brasil. Nasci em Santos, a 9 de Abril de 1918. Os meus pais puseram-me o nome de Brasila por ter nascido no Brasil. A minha mãe teve por lá seis filhos. Nascia em média um de dois em dois anos. Vim de lá muito pequena e, por isso, não me lembro praticamente nada desses tempos. Só sei dizer que era bem tratada e a casa era farta. Ao cabo de seis filhos, a minha mãe ficou muito doente. O médico, ao vê-la assim tão mal, disse para o meu pai: “ou a leva quanto antes para Portugal ou morre”. Acho que a minha mãe se encontrava muito fraquinha. Às tantas, foi algum mosquito. Quem ia daqui não estava preparado para enfrentar aquele clima e aquelas doenças. E ter de alimentar e educar seis filhos foi obra, o que deixava qualquer mulher com menos forças para vencer as maleitas que aparecessem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Na quinta dos Chões, em Peneda&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguindo o conselho do médico, viemos todos para Portugal. Com o dinheiro que conseguiram trazer os meus pais compraram uma quinta junto à povoação de Peneda. Aqui passámos uma vida boa. Era uma terra farta que tinha muita água, produzia muita batata e cereais e dava muita fruta e vinho. Os meus pais não eram uns moiros de trabalho como acontecia com tantos. Na altura de mais aperto rogavam trabalhadores das redondezas. Isto quer dizer que tinham dinheiro. Infelizmente andei pouco tempo na escola, pois ficava longe. Naquela época, também nada acontecia se se abandonasse a escola. E não era costume as raparigas andarem por aí para aprender a ler e escrever. Tenho pena que os meus pais não me obrigassem. Mas que se há-de fazer? Quando era mais crescida, chegava a sair nas tardes de domingo com três grandes amigas para ir aos bailes que se faziam por aí nos largos e eiras, junto às tabernas e vendas. Realizavam-se em muitos locais, como na Ponte, Testamento e Santa Eulália. Às vezes, ia com a minha irmã. Dizia à minha mãe: “vamos dar uma volta”. A pessoa saía, divertia-se e ela nem se apercebia ou, pelo menos, assim dava a entender. Fazia de conta, acho eu, porque se tivesse de enfrentar a verdade, ela não deixava. Nos bailes era muito notada. Diziam logo: “aí vem a filha do Sr. Cardosinho e da Sra. Carlotinha”. Muitos rapazes andaram atrás de mim. Os meus pais chegaram a ter criada e uma venda. Matavam dois porcos. Sabiam que era filha de gente rica. Entretanto, a minha mãe teve aqui mais seis filhos. Lá se criaram, porque a quinta dava de tudo. O meu pai morreu relativamente novo. Não sei de quê, mas antigamente era mais fácil morrer que hoje. Os médicos auscultavam, sim senhor, mas a doença era assim achada a olho. A receita era descanso, uns caldos brancos de galinha e uns chás quentes. Mas se calhasse a ser uma doença ruim, ou se a pessoa fosse mais de idade, lá marchava para debaixo da terra. Já com os filhos criados e depois da morte do meu pai, a minha mãe vendeu tudo o que cá tinha e voltou para o Brasil. Seis dos meus irmãos seguiram-lhe o exemplo e também foram. No início, ainda foram escrevendo, mas depois foram espaçando. Por lá ficaram e, depois de uma certa altura, nunca mais soube nada deles. Nem sei se estão vivos. Aqui só tenho uma irmã viva. Soube que a minha mãe morreu com mais de cem anos. Era má e rija. Sinceramente, da minha mãe não guardo grandes saudades. Acho que não tinha assim tanto amor por nós. Não encontro explicação para o caso de ela ter vendido tudo sem consultar os filhos e partir para o Brasil. Vendeu tudo, incluindo o que de direito pertencia aos filhos. Enganou-nos a todos. E isso não se faz. Considero-a uma mãe madrasta. Casei pobre. Caso contrário, tinha avançado para a frente com a justiça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Muitos filhos para criar &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Casei com vinte anos. Fui viver para o Pereiro para uma casa pela qual pagava renda. O meu marido era almocreve. Acartava um pouco de tudo, mas principalmente vinho, aguardente e jeropiga. Passados nove meses depois do casamento, tive logo o primeiro filho. Vim a ter doze filhos tal como a minha mãe. Dez estão vivos. Um dos filhos morreu durante o parto. Talvez se fosse hoje, as coisas correriam de modo diferente. Antigamente era preciso ter sorte, porque só tínhamos a ajuda de uma senhora que aprendeu à sua custa. Também me morreu uma filha, já com vinte e dois anos. Estava a servir e foi atropelada por um carro. Caiu para trás e teve morte imediata. Morreu assim por lá. Não recebemos qualquer indemnização. Quem é pobre é assim. Tem de se ficar quieto, porque para a gente se mexer é preciso dinheiro. No caso, cozinharam a informação como quiseram, ao gosto deles, e a gente nem pio. Os filhos estão espalhados pela Suíça, Leiria e região de Lisboa. Um deles está aqui comigo. Nunca casou e foi ficando por cá. Felizmente consegui criar os meus filhos sem fome. Claro que não havia carne nem sardinhas todos os dias, mas havia sempre qualquer coisa para encher a barriga. Como na maior parte da vida fiz umas terrinhas, havia pelo menos umas batatinha cozidas, um caldinho e pãozinho. Tinha de poupar muito. Antigamente, aproveitava-se tudo. Até as panelas de barro partidas se davam para compor. Os que sabiam do ofício ligavam os bocados com ganchos do cabelo, fazendo um furinho a que depois juntavam uma massa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Violência doméstica&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivi em vários locais. Uma vezes, fomos caseiros, o que era melhor, pois havia mais terras para cultivar; outras vezes, ficávamos numa casa arrendada. Nestes casos, o meu marido tinha de dar dias fora e ir ao Douro. Depois do casamento, abandonou a vida de almocreve. Por fim, vim para esta casa, aqui em Cavalhão, que foi herdada dos meus sogros. Fizemos obras, ficando um pouco maior. O meu marido morreu há vinte e dois anos. Esteve vários meses doente. Nem sei de que é que morreu. Sabe, era uma pessoa que bebia muito e isso transtornava-o. Apanhei muita porradinha. Até na cama me batia. Era de todas as maneiras e feitios. Era à bofetada, com um pau ou com uma correia. Os meus pais queriam que casasse rica, mas não tive essa sorte. Puxei para um homem assim e ainda por cima pobre. Lembro-me de uma vez ter aparecido em casa do meu pai com uma vista toda inchada. Virou-se para mim todo pesaroso e disse: “tu, além de te veres aflita para arranjar comida, ainda levas por cima”. Hoje fala-se muito em violência doméstica e as pessoas felizmente já podem fazer queixa. Antigamente, levava-se porrada com fartura e ninguém acudia nem dizia nada. Havia fome em muitas casas, mas porradinha não faltava. Os meus filhos não podiam acudir nem arrebitar. Se o fizessem, apanhavam logo tareia. Também passaram muito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Apoio da Irmandade de S. Francisco Xavier&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há vários anos que recebo apoio da Irmandade de S. Francisco Xavier. É gente muito boa e simpática, a começar pelo Sr. António Fonseca, que só não faz mais por nós porque não pode. E é muito respeitador. Com ele ia até ao fim do mundo. O meu filho que está aqui comigo recebia o rendimento mínimo, mas, como deu uns dias fora, foi logo acusado. A comida vem do lar pelo meio dia. Em princípio, é para o almoço e jantar, mas à noite o meu filho faz qualquer coisa. De oito em oito dias, as empregadas do lar vêm cá fazer uma limpeza geral e também mudam a roupa. Sempre que preciso de ir ao médico a Resende, às urgências, a Irmandade faz o favor e vou numa carrinha deles. Ainda ontem senti necessidade de ir ao médico, porque sentia dores num joelho e no pescoço; parecia que um nervo ia saltar cá para fora. O doutor deu-me uma bisnaga para esfregar. Vamos lá a ver se isto passa. Fui numa carrinha do lar e uma empregada andou sempre comigo. Não falto aos almoços e passeios da Irmandade. Quando nos juntamos todos, é uma pândega. O lar já está pronto; falta só inaugurá-lo. É uma obra importante para os mais velhos. Quando a gente não se puder arrastar vai para lá. Acho que já lá tenho lugar. Sempre é melhor do que ir para Resende. Aqui conhecemo-nos uns aos outros, o que faz com que conversemos mais facilmente e isso ajuda a passar o tempo. Já tirei um peito e tenho uma pilha no coração. Tomo muitos medicamentos, embora durma bem e seja raro perder o apetite. Encontra-me aqui na cama, mas isto é mais preguiça. Sabe-me bem, porque hoje está muito frio. Às vezes, pergunto-me por que é que ando aqui. Mas quem é que gosta de morrer? A morte é negra. Quando a vejo mais próxima, engano-a; escondo-me. Faço como o rato quando vê o gato. Sinto o apoio da Irmandade que me vale muito. Antigamente, era pior. Quando não havia nada de comer, tinha de se ir pedir. Ainda me recordo desses tempos. Os pedintes juntavam-se às manadas. Ainda vou a S. Martinho pagar a água, luz e telefone. Também gostava de ir a Resende na carreira. Agora já vou menos. A missinha vejo-a na televisão. Por que é que hei-de ir à igreja? Só se for para ver o padre. Já não oiço o que o senhor Reitor diz. Aqui, em casa, ponho a televisão mais alto. Os meus filhos e netos vêm cá visitar-me frequentemente. Tenho cá um quartinho preparado para os receber e a sala. Também me telefonam muitas vezes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nota: “Histórias de uma vida…” é fruto de uma conversa não gravada, podendo não corresponder exactamente ao que nela foi afirmado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;*Apontamento da autoria de Marinho Borges, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Março de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4441292145651095451?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4441292145651095451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4441292145651095451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/04/historias-de-uma-vida-em-s-martinho-de.html' title='HISTÓRIAS DE UMA VIDA … EM S. MARTINHO DE MOUROS: Chamo-me Brasila Cardoso e nasci em Santos, Brasil, há 93 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4544450081635990168</id><published>2011-03-18T09:47:00.002Z</published><updated>2011-03-18T09:56:15.202Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paus'/><title type='text'>DVD e livro com música e tradições,  recriadas há 40 anos para a RTP, foram apresentados em Paus*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns dos protagonistas do filme, entre eles Manuel Miguel (conhecido por  "Manelzinho"), exímio tocador de rabeca, e muito público (cerca de 400 pessoas) puderam rever-se e reviver memórias  por ocasião da  apresentação na sede do rancho de Paus, em 16 de Janeiro passado,  do DVD com um programa da RTP, gravado há 40 anos em Córdova.   Começaram por poder  assistir a uma vessada,  com mulheres de enxada na mão  a desfazer  torrões e a  endireitar  a terra lavrada por um arado,   puxado por uma junta de vacas que ia sulcando o terreno, sendo o trabalho acompanhado por um  canto, entoado a três vozes,  a célebre “Arrula, arrula”, que tantas vezes ouvimos em tempos idos ecoar pelo vale de Paus. Seguiu-se  a interpretação musical da famosa chula de Paus, hoje conhecida em todo o país,  graças ao Rancho Folclórico e Etnográfico de S. Pedro de Paus que a  tem dado a conhecer com tanto êxito nas suas múltiplas actuações, constituindo  o seu hino de eleição e seu ex-líbris, e graças a outros grupos como a  Brigada Victor Jara, que a incluiu num dos seus CD (“Por Sendas, Montes e Vales”).    A chula de Paus foi ainda  estrela em 2007, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, numa interpretação conjunta  da  Ronda dos Quatro Caminhos, Orquestra Sinfonietta de Lisboa e Coros do Alentejo. Os presentes puderam ainda ver recriações de  "valsas antigas" e  de bailes de terreiro com danças ao som da rabeca,  da viola e da guitarra.&lt;br /&gt;Previamente a cada  uma das actuações, uma voz off do filme originariamente feito para a RTP, agora reposto em DVD, com transcrição para o livro que o acompanha,  contextualiza histórica e sócio-culturamente as respectivas  músicas e tradições.&lt;br /&gt;O visionamento do DVD despertou  memórias de  vidas e pessoas, algumas delas já falecidas. Por isso, o burburinho  entre os presentes foi uma constante, parecendo que todos tinham tomado parte no filme. O editor José Moças (da TRADISOM), que apresentou o DVD,  um apaixonado pela música tradicional portuguesa,  ex-funcionário judicial em Macau e presentemente aposentado, estava encantado por ver tanta gente e tanto entusiasmo.  Dos três grandes tocadores de então, só pôde comparecer o Sr Manelzinho. Infelizmente o Sr. Manuel Tereso encontra-se gravemente doente e o Sr. Joaquim Sapateiro já faleceu. O Sr. Manelzinho estava muito emocionado por contemplar o jovem artista que foi (e que felizmente continua a ser). Perguntado como é que aprendeu a tocar rabeca, disse: "sozinho, de ouvido;  comecei por tocar gaita de beiços e depois concertina; seguidamente, pedi ao meu pai para me comprar um violino; apurei o toque com o Aniceto Marreta".  Acrescentou ter acompanhado,  como tocador,  muitas rogas de vindimas ao Douro.&lt;br /&gt;Refira-se que o DVD e livro, apresentados em Paus,  integram a reposição da  colecção da filmografia de Michel Giacometti, etnomusicólogo francês que se radicou em Portugal em 1959 e que  nos anos 60 percorreu todas as zonas rurais do país, chegando aos locais mais recônditos e de difícil acesso, tendo feito o levantamento e o registo de um vasto reportório musical, que sem o seu contributo estaria irremediavelmente perdido. Entre 1970 e 1974, foi responsável por um projecto inovador "Povo que Canta",  exibido na RTP, constituído por uma série de programas sobre práticas musicais ditas tradicionais. As recolhas cinematográficas ocorreram entre 1970 e 1972, tendo passado na RTP entre 1971 e 1974 (o 25 de Abril levou ao abandono do projecto).  A reposição da obra de Michel Giacometti, falecido há 20 anos,  foi editada graças a uma parceria da editora TRADISOM, RTP e  jornal  Público, cujo último volume chegou às bancas com este jornal no passado dia 7 de Fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contacto da editora Tradisom, para os interessados na aquisição desta obra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;JOSÉ MOÇAS (DIRECTOR)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;APARTADO 69 4731-909 VILA VERDE&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;TEL: +351.253321044TLM: +351.939177277 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="mailto:info@tradisom.com" target="_blank"&gt;info@tradisom.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.tradisom.com/" target="_blank"&gt;http://www.tradisom.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POVO QUE CANTA: Origem do canto “Arrula, arrula” e da chula1)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cramol, cujo nome provém, por metástase, da palavra clamor, significava “procissão de preces”. Assim “ir a um cramol” queria dizer integrar-se numa destas procissões de carácter rogatório e que se realizavam geralmente em Maio. “Cantar um cramol” ou “Cantar um clamor” eram expressões que se aplicavam &lt;br /&gt;à ladainha entoada ao longo do percurso. Por extensão, “cramois” designava os coros polifónicos  próprios para cantar a ladainha ou outros cantos integrados no culto.&lt;br /&gt;Os “cramois” dissociaram-se pouco a pouco da sua primitiva função religiosa e passaram a ser cantados, salvo raras excepções, com letra vulgar, durante os trabalhos agrícolas. Para o programa 11 da RTP-Povo que canta-, gravado em Córdova de Paus, foi filmada uma vessada, tendo sido acompanhada do canto “Arrula, arrula”, entoado a três vozes, com origem nos referidos corais, a que o povo chamava “cramois”. No final de cada dístico ouvem-se os apupos das raparigas que picam e desfazem os torrões à enxada, sendo o final um grito de louvor aos donos.&lt;br /&gt;Eis a letra, cujo simbolismo  parece estar relacionado com velhos ritos de fertilidade:&lt;br /&gt;“Arrula, arrula, arrula,&lt;br /&gt;Arrula, arrula, amor, meu bem;&lt;br /&gt;-Ai oh!&lt;br /&gt;E já que os meus olhos padeçam,&lt;br /&gt;Padeçam os seus também&lt;br /&gt;-Ai oh!&lt;br /&gt;Lindos, frescos, são cativos&lt;br /&gt;Cravos no meu coração;&lt;br /&gt;“Inda” que eu queira não posso&lt;br /&gt;Por deguilha ter paixão”.&lt;br /&gt;No mesmo programa também foi gravada a célebre chula de Paus. Vê-se o lavrador da vessada largar o arado para acompanhar com a viola o seu companheiro da rabeca, tocando ambos  a chula&lt;br /&gt;Esta  música parece ter andado  associada às vindimas do Douro, apresentando diferenças relativamente às chulas de Amarante,  de Penafiel e  de Ramalde ou Ramaldeira. Possivelmente foi divulgada a partir das gentes que participavam nas vindimas ou transporte do vinho. Contudo, convém referir que,  ao contrário da tradicional chula rebela,  cujo nome se deve aos barcos rabelos e cujas letras se inspiram no Douro e nas vindimas, a chula de Paus canta as soidades do mês de Maio, louva o amor qu’é doce e que amarga bem e despede-se de Córbeda, que não é vila nem cidade,  tendo evoluído para contrastes e ritmos musicais muito peculiares, o que lhe confere uma identidade única.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1)Retirado/adaptado de  Filmografia Completa de Michel Giacometti (Vol. 09: Livro+DVD&lt;/span&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;*Notícia elaborada por Marinho Borges, publicada no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Fevereiro de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4544450081635990168?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4544450081635990168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4544450081635990168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/03/dvd-e-livro-com-musica-e-tradicoes.html' title='DVD e livro com música e tradições,  recriadas há 40 anos para a RTP, foram apresentados em Paus*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-2404248636744575449</id><published>2011-03-18T09:34:00.002Z</published><updated>2011-03-18T09:45:50.291Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM S. ROMÃO: Chamo-me António de Sousa e nasci no Povo, S. Romão, há 95 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dados pessoais e familiares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nasci no dia 9 de Abril de 1915. Penso que sou a pessoa mais velha da freguesia. Não gosto muito de ficar aqui metido em casa. Pego em mim e vou por aí pela povoação e pela estrada fora para meter conversa com alguém que apareça. É uma maneira de espairecer e de ir sabendo o que se passa.&lt;br /&gt;A minha mãe morreu deveria eu ter oito ou nove anos. O meu pai morreu com sessenta e seis anos. Casou duas vezes e teve doze filhos: três do primeiro casamento e nove do segundo. No conjunto estamos seis vivos. Infelizmente, a minha mulher morreu há nove anos. Tenho três filhas e vivo aqui na minha casa com uma delas. Quanto a netos, tenho quatro.&lt;br /&gt;Os meus pais sempre foram caseiros. Ainda me lembro de se entregarem de terras em Vale Verde, numa quinta do Sr. Dr. Alberto Cochofel, em Garrafola, numa outra quinta em Pereirinha e aqui, no Povo.&lt;br /&gt;Não sei ler. Só sei assinar o nome. Mesmo que quisesse aprender não havia aqui escola. Quem quisesse e pudesse tinha de se deslocar à escola da Granja, em Anreade. Eu mais alguns rapazes ainda andámos a aprender  com o Sr. Alberto Duarte. Era uma pessoa cheia de boa vontade que se mostrava disponível para nos ensinar. Íamos para sua casa ao fim da tarde ou à noitinha. Aprendíamos a ler com um gasómetro ou com um candeeiro a petróleo. Como recompensa dávamos-lhe qualquer coisa em géneros tirados da terra. Ainda tenho aqui em casa um livro com vários tipos de letras que aprendíamos a copiar. Infelizmente com o tempo fui esquecendo quase tudo. Não chegavam cá jornais e revistas como hoje. Quando muito, escrevia  uma ou outra carta a pedido de um vizinho que tinha um familiar no Brasil e lia a resposta de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tempos de infância e juventude&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fiz a primeira comunhão quando estreou a igreja paroquial, no ano de 1921. Foi uma pessoa da freguesia, emigrante no Brasil,  que mandou construir esta igreja à sua custa, entre 1919 e 1920, visto que a antiga era muito pequena e já precisava de obras. O tal emigrante veio a falecer antes de terminadas as obras, mas a esposa deslocou-se cá para assistir à inauguração. Conta-se que o tal conterrâneo pagou as viagens para o Brasil com o dinheiro da venda de um cadeado em ouro que encontrou numa leira. Como fez fortuna no Brasil e para agradecer o tal achado, resolveu construir uma igreja nova no local onde encontrou o cadeado em ouro. No livro do Sr. Padre Joaquim está lá tudo.&lt;br /&gt; Não fui à tropa. Os rapazes do meu ano, de S. Romão, ficaram todos livres.&lt;br /&gt;Estive com os meus pais até fazer trinta e dois anos, altura em que casei e fui viver para casa dos meus sogros. Naquela altura, tinha de ficar e cuidar dos meus irmãos, quando os meus pais estavam no campo a trabalhar. Nas outras alturas, ia para as lameiras e montes guardar o gado, normalmente composto por quatro vacas e meia dúzia de ovelhas. Também ia abrir os tanques, as poças e minas de água para regar as lameiras ou as diversas culturas da terra (cereais, batatas, ervilhas, favas…). Já fazia tudo isto antes dos dez anos.&lt;br /&gt;A nossa freguesia sempre foi muito conhecida pelos alfobres de couves tronchudas. Ainda hoje isso acontece. Por isso, a partir dos doze anos, acarretei muitas couves tronchudas, repolhos e  outras variedades de couves para as feiras de Resende, Cinfães e  Mesão Frio, que ainda hoje tem  lugar nos dias quinze e trinta de cada mês, e aqui para o lado, para a feira do Penedo, que se realiza no terceiro domingo de cada mês. É claro que acarretei também muitas sacas de cereal para o antigo celeiro de Caldas de Aregos. Também levei muita castanha para junto da estrada,  onde os comerciantes as vinham buscar em camionetas. &lt;br /&gt;Dias fora dava poucos. Por vezes, aparecia uma ou outra parede para levantar e pouco mais, onde ganhava três ou quatro escudos a seco. Quanto ao amanho das terras,  cada um procurava tratar das suas. Não havia dinheiro para rogar gente. Nas vessadas as pessoas desenrascavam-se por troca. Ajudávamo-nos uns aos outros. Chegávamos a juntar-nos quinze a vinte pessoas. E os mais novos também tinham lugar. Faziam recados, traziam o lanche, limpavam as ervas das paredes, rapavam o corte da cava.&lt;br /&gt;Quando comparo os meus tempos de mocidade com os dias de hoje, penso que a rapaziada agora nem sabe dar valor às vantagens de que beneficia. Em pequeninos puderam ir brincar e conviver para o Jardim de Infância. Andaram a aprender a ler e a escrever numa escola aqui perto, com todas as comodidades. E a seguir continuaram a estudar em escolas de Resende, com quase tudo de graça. Se há muitos que aproveitam, infelizmente há outros que andam a perder o seu tempo. Alguns dos pais, talvez por terem passado muito na vida, dão liberdade a mais aos filhos. Mas estes, se soubessem o que era a dureza do trabalho e tivessem de ajudar em casa, talvez se aplicassem mais.&lt;br /&gt;Os tempos mudaram muito. Antigamente fabricava-se tudo. Além de dar aos patrões as partes a que tinham direito, ainda tínhamos de lhes dar presentes pelo Natal, Páscoa e S. Miguel, para nos mantermos nas terras. Agora está quase tudo de velho. Com estes abonos e dinheiros da Segurança Social poucos querem trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trabalho no Douro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O trabalho no Douro era a salvação para muita gente. Era com o dinheiro que lá se ganhava que muitos conseguiam endireitar a vida, pagando as dívidas nas vendas (mercearia e vinho). Lembro-me de trazer de lá cem escudos numa das primeiras vezes que fui às vindimas. Para poupar, a roga, composta por homens, mulheres e crianças a partir dos onze/doze anos, chegava a ir a pé até à Régua. Lá apanhava-se o comboio, se por acaso a quinta ficasse para os lados do Pinhão. Cheguei a vindimar e a carregar cestos. Guardo boas recordações desses tempos, pois havia muita alegria; do grupo fazia até parte um tocador ou dois, que animavam a viagem e os bailaricos à noite, depois do trabalho. Para muitos era uma maneira de terem sempre qualquer coisa para comer, o que não era o meu caso, pois felizmente nunca cheguei a passar fome. A comida era feita pela caseira da quinta, em grandes potes de ferro; depois, era levada em cestos de verga até ao local onde as pessoas andavam a vindimar. Ao longo de um dia de trabalho, que geralmente durava entre 10 a 16 horas, o patrão das propriedades fornecia a alimentação aos trabalhadores, desde os vindimadores (mulheres, homens de idade e crianças) aos homens que transportavam os cestos. Normalmente havia três refeições por dia: o almoço, o jantar e a ceia. Ao almoço, correspondente ao pequeno-almoço, era apenas servida uma malga de caldo, pão com uma sardinha e vinho. Os homens, que levavam as uvas com os cestos vindimos às costas,  tinham direito a mais duas sardinhas ou uma tigela com batatas cozidas e uma posta de bacalhau frito. No jantar, equivalente ao nosso almoço, era servido a todos os trabalhadores o mesmo: podia variar entre arroz, batatas e frango; arroz de feijão com peixe frito; macarrão com carne de porco, entre outras coisas. Esta refeição era a mais forte para dar energia aos trabalhadores. A última refeição não era para todos;  apenas os homens que iam pisar as uvas noite dentro, tinham  direito à ceia, que era mais ou menos semelhante à refeição do almoço.  Os outros tinham de se desenrascar com o que tinham trazido de casa, nomeadamente pão. Às vezes, algumas mulheres faziam caldo para todos com couves apanhadas na quinta.   O vinho é que era sempre  fornecido pelo patrão. A merenda também ficava por conta dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Senhas de racionamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda vivia com os meus pais quando Salazar impôs senhas de racionamento,  no tempo da segunda guerra mundial. O açúcar, mercearias, bacalhau,  sabão e azeite eram racionados. A quantidade variava de acordo com o número de filhos. Ainda me recordo de haver gente que criava abelhas de propósito para ter mel e assim substituir o açúcar. Aqui não era costume, mas ouvia dizer nas feiras que havia pessoas que usavam o mel para fazer as chamadas “sopas de cavalo cansado”.  Numa tigela punha-se pão, vinho tinto e mel. Com essa “receita milagrosa “, ganhava-se força para o árduo trabalho nos campos.&lt;br /&gt;Nessa altura da guerra, os lavradores só podiam ficar com uma parte do milho que produziam, sendo o  excedente  armazenado em silos do Estado, para que pudesse ser distribuído por todos. Os cereais do nosso concelho eram entregues no celeiro de Caldas de Aregos, sendo pagos a um preço fixo, mas muito baixo.  O meu pai  escondia sempre alguma produção de milho,  para que não nos faltasse pão. Isto tinha de ser muito bem feito e em segredo por causa dos fiscais.  Nas cidades o pão também era racionado. Mas a minha mãe cozia sempre uma fornada todas as semanas.&lt;br /&gt;As senhas eram dadas por intermédio do senhor regedor, José Rema. As compras eram feitas na Casa Moreira, nas Caldas de Aregos, e na Casa Valente, em Resende. Faziam-se imensas bichas e, às vezes, esgotavam-se os produtos.&lt;br /&gt;Estou convencido que muitas das pessoas da cidade, desempregadas ou com salários baixos, passaram mais fome que nos campos. Aqui, quem fabricava terras podia criar galinhas e  porcos, plantar couves para o caldo, semear batatas e milho. Havia sempre qualquer coisa para encher a barriga, como acontecia em minha casa. Mas também havia pessoas por cá que não tinham terras para trabalhar; essas sofriam muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vida de caseiro e reforma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como já lhe disse, casei-me tinha trinta e dois anos. Tudo o que ganhei até então era dado   aos meus pais. Depois do casamento fui  viver com os meus sogros, que residiam na Costa da Formiga. Estive lá mais  de quinze anos. Depois vim para o Povo, onde fui fazendo várias terras à volta e por aqui fiquei até hoje.&lt;br /&gt;Foi uma vida de muito trabalho. Mas em casa nunca faltou o pão para nós e para as nossas três filhas. Não havia estradas, luz eléctrica ou telefone, novidades e benefícios que chegaram muito mais tarde. Pergunta-me se se falava de Salazar ou de política. Como é que se havia de discutir essas coisas se aqui não chegavam jornais nem havia rádios? Ainda me recordo de as minhas filhas gostarem de ouvir o rádio que o chamado Joaquinzinho punha à janela, corria então o ano de 1961. Dava também brado o rádio e as duas baterias que o Sr. José Rodrigues (que foi comandante dos bombeiros) trazia aos fins de semana de Resende num burro para uma taberna/venda de um tio, situada no lugar da Boavista.&lt;br /&gt;Estou reformado há cerca de trinta anos. Mas não paro em casa. Ainda faço a poda e gosto de sair por aí para falar com as pessoas. Ainda há dias uma criança me dizia que eu era o orgulho da povoação. É isto que me faz viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: “Histórias de uma vida…” é fruto de uma conversa não gravada, podendo não corresponder exactamente ao que nela foi afirmado.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento de autoria de Marinho Borges, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Fevereiro de 2011. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-2404248636744575449?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2404248636744575449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2404248636744575449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/03/historias-de-uma-vida-em-s-romao-chamo.html' title='HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM S. ROMÃO: Chamo-me António de Sousa e nasci no Povo, S. Romão, há 95 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-2092989775424686629</id><published>2011-03-01T15:17:00.001Z</published><updated>2011-03-01T15:35:26.068Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>A “falacheira” de São Brás/O dia das falachas*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Quem chegar a Resende e perguntar pela “falacheira” de Cimo de Resende, todos indicam a Maria Rosa Teixeira, ou a Dona Rosa, como é conhecida, que mora no lugar da Codiceira. É esta uma das poucas mulheres do concelho, e da região, que confecciona de modo tradicional as “falachas”, bolo “centenário” de farinha de castanha, cozidas em forno de lenha, vendidas na Festa de São Brás, em Resende.&lt;br /&gt;A origem desta relíquia da gastronomia tradicional remonta à Idade Média, uma época em que a farinha de castanha substituía, em períodos de crise económica, os cereais na confecção do pão caseiro, sendo fundamental na subsistência da população rural. Hoje, são vendidas, apenas, na Festa de São Brás, celebrada anualmente no dia 2 de Fevereiro, no Cimo de Resende, o “dia das falachas”, como reza a tradição. No entanto, a inexistência de projectos e de seguidores ameaça a sua continuidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="Blog1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A tradição vem de família. A faina da Dona Rosa começa quando os primeiros ventos frios de Outono começam a “curar” as castanhas “peladas” e “curtidas” nos caniços das lareiras, previamente colhidas nos soutos de Cimo de Resende. O ciclo acaba em Fevereiro, com a Festa de São Brás, em Resende, onde despacha as últimas falachas.&lt;br /&gt;O doce é feito à base da farinha de castanhas secas no caniço, durante os rigores de Inverno, ao calor e ao fumo da lareira, e moídas no moinho alveiro, de rodízio, no lugar de Xis, em Cárquere, um processo lento, mas necessário, já que a moagem eléctrica “põe a farinha muito grossa”.&lt;br /&gt;Em Dezembro e Janeiro, testam-se os primeiros exemplares, para consumo caseiro ou para venda esporádica a pessoas amigas que o solicitam. Uma semana antes da Festa de São Brás, a azáfama é diária na preparação das centenas de milhar de falachas, consoante o ano, a vender na festividade do dia 2 de Fevereiro.&lt;br /&gt;A confecção não tem segredos para a “falacheira”. “À farinha da castanha adiciona-se uma pequena porção de farinha de trigo, para obter a ‘liga’, água morna e um pouco de sal e amassa-se com a mão”, explica.&lt;br /&gt;Pronta a massa, é paulatinamente colocada, à colher, sobre folhas de castanheiro, lavadas e secas, previamente recolhidas nos soutos, que a doceira dispõe longitudinal e transversalmente. “A folha serve de protecção à massa para que esta não ‘agarre’ à base do forno”, diz.&lt;br /&gt;Cada falacha é, então, calabreada com uma faca, sempre molhada na tigela de água fria, até obter a forma de pequena e achatada broa. “Também fazemos umas maiores, deliciosas, cobertas com salpicão, que têm muita procura”, refere a Dona Rosa.&lt;br /&gt;Prontas a irem ao forno de lenha, numa pá de madeira, aí cozem durante cerca de 10 a 15 minutos, tempo suficiente para adquirirem uma coloração dourada.&lt;br /&gt;O resultado são “bolinhos” redondos, de cor acastanhada e sabor adocicado, que podem consumidos quentes ou frios. Apesar de serem comidas simples, há quem prefira cortá-las às tiras e colocá-las numa frigideira com um bom azeite da região, ou banha de porco, ou polvilhar com um pouco de canela e açúcar, fazendo um doce extraordinário.&lt;br /&gt;Todos os anos, no dia 2 de Fevereiro, manhã cedo, com a ajuda do marido e dos seus filhos, a Dona Rosa carrega as falachas, para a Festa de São Brás, onde as vende, as mais pequenas a 1,5 euros, e as maiores, de salpicão, a 3 euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contactos:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maria Rosa Teixeira&lt;br /&gt;Codiceira – Cimo de Resende&lt;br /&gt;Telefone 254 877 779 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Importância económica da castanha&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A castanha assumiu, no passado, grande importância económica. Foi decisiva, em Portugal, para a subsistência das populações de serra, mantendo-se intimamente ligada, pela sua utilização na dieta alimentar, à sobrevivência das gentes rurais. Como nos refere Magalhães (MAGALHÃES, T, “O Castanheiro”, Ilustração Transmontana, 1910) “quanto essa abençoada árvore se desfaz em benefícios para o homem! Quer dos seus fructos quer da sua madeira, ella distilla perenne riqueza: “pinga” sempre! (...) mas só mais tarde eu conheci que as suas “pingas”, juntas, produziam grossa chuva de oiro na minha província”.&lt;br /&gt;Assadas ou cozidas, as castanhas estão intimamente ligadas à tradição gastronómica portuguesa. As falachas são disso exemplo, estando preservadas na memória oral do nosso povo: “as falachas devem ser tendidas no cu de uma velha, para serem mais saborosas” (Leite de Vasconcelos, “Etnografia Portuguesa”). Na nossa região, quando alguém quer dar uma estalada ou um murro a outro diz: “levas uma falacha que não te endireitas!”. Sempre valerá mais comer uma falacha que levar com uma….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos ao São Brás…&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ano após ano, no dia 2 de Fevereiro, a tradição repete-se. A azáfama começa manhã cedo, quando chegam as primeiras viaturas, por uma estrada de terra batida, à procura dos melhores lugares, nas redondezas da Capela de São Brás, no Cimo de Resende.&lt;br /&gt;Instalados os recursos materiais e humanos, começam os preparativos para o almoço. Procura-se lenha seca, colocam-se ao lume as panelas de ferro e prepara-se a “matéria-prima”: os enchidos (chouriço e salpicão), a carne de porco (cabeçolas, orelheira, entrecosto, patas, …), salgada, como convém, e as batatas e grelos, tradição da época. Outros estendem os merendeiros, confeccionados de véspera em casa. Para ir matando a fome, parte-se o presunto e abrem-se os garrafões com o bom vinho da região.&lt;br /&gt;“Todos os anos é assim”, diz José Sousa, de Cimo de Resende, que aqui reencontra, anualmente, os amigos que marcam presença, religiosamente, no dia consagrado a São Brás, protector dos males de garganta. O cenário repete-se ao longo da serra: grupos de compinchas e de forasteiros chegam do concelho e da região, embelezando com o seu colorido esta paisagem rural, a troco de fé, convívio e muita comida…&lt;br /&gt;Ao meio-dia, o cheiro a assados e cozidos a pairar no ar não engana ninguém: é hora do almoço. Nota-se que o elemento feminino está em menor número. “Isto hoje é só para homens”, refere João Ferro, de Forjães. “Aqui somos nós a fazer a comida”, segreda.&lt;br /&gt;Ao início da tarde, preparando um novo ataque às panelas e aos garrafões, o elemento pagão dá lugar ao religioso. É chegada a hora da missa na Capela de homenagem ao orago São Brás, a que todos assistem, devotamente.&lt;br /&gt;No fim da cerimónia religiosa, compram-se as tradicionais falachas, feitas de farinha de castanha, doce típico da festividade, preparadas nos dias anteriores para esta ocasião, vendidas durante o dia pelas poucas “falacheiras” que ainda subsistem no concelho. De seguida, continua-se o repasto e o convívio e, à tardinha, para atacar o frio que se aproxima com a noite, acendem-se fogueiras e joga-se à malha e à bola.&lt;br /&gt;Quando a noite cai e os caminhos se turvam aos olhares dos foliões, é altura de regressar a casa com o desejo e a certeza de que no próximo ano, no mesmo dia, tudo se repetirá de novo…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;strong&gt;Apontamento da autoria de &lt;em&gt;Paulo Sequeira&lt;/em&gt;, publicado no "Jornal de Resende", número de Fevereiro de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-2092989775424686629?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2092989775424686629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2092989775424686629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/03/falacheira-de-sao-braso-dia-das.html' title='A “falacheira” de São Brás/O dia das falachas*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-3052277748902587531</id><published>2011-02-25T09:28:00.002Z</published><updated>2011-02-25T10:28:51.564Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Novo Hospital de Proximidade de Lamego: 40 milhões de euros; 9.000m2 de área útil; 80.000 pessoas e...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;… &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;e não tem uma cama para internamento de doentes agudos.&lt;br /&gt;Tem que ser assim? Não é possível fazer melhor? Não é possível fazer mudar isto?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Caro Cidadão…&lt;br /&gt;…De Lamego e/ou destas terras do Douro Sul, que recebeu esta informação&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Aceite o desafio para abraçar esta causa pública, de pura cidadania (que é uma causa de todos nós) E HÁ-DE APARECER ALGUÉM CAPAZ DE LHE DAR ROSTO, CORPO E ALMA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nota – Este documento não representa nenhum movimento organizado (uma vez que ele ainda não existe). Apenas pretende apresentar um problema, fornecer conteúdos que podem ser replicados, informar as pessoas e, se estas o entenderem, promover o aparecimento de medidas que contribuam para a sua resolução. Tudo isto resguardando o mensageiro… se concordar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;        &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HOSPITAL DE PROXIMIDADE DE LAMEGO (HPL)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Factos &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;MUITO PREOCUPANTES&lt;/span&gt;, decorrentes do programa funcional do HPL&lt;br /&gt;Ideias principais&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a)   O novo hospital de Lamego não vai ter qualquer cama de internamento para doentes agudos, nem mesmo na área da Medicina.&lt;br /&gt; b)   Qualquer destes doentes que precise de ser internado tem que ser remetido para Vila Real.&lt;br /&gt; c)   As 30 camas que o novo hospital terá e que estão previstas no programa funcional, são camas de convalescença/cuidados continuados, quer dizer, camas para receber doentes após o internamento agudo (em Vila Real). Estas 30 camas de cuidados continuados são da Rede Nacional de Cuidados Continuados, têm critérios bem definidos por Lei, e apenas uma reduzida percentagem de doentes da área da medicina tem indicação para aí serem admitidos, como é o caso de um ou outro doente com um AVC de recuperação rápida. Por ex. nos últimos 2 anos, já com o centro hospitalar a funcionar em rede com as 4 unidades hospitalares, os doentes agudos internados na medicina foram, em média, 1450 por ano e, destes, apenas tiveram indicação para a convalescença 2,3%. Não é destes doentes que vão para os Cuidados Continuados que estamos a tratar nem são estes que nos preocupam, porque são e serão sempre uma muito pequena minoria.&lt;br /&gt; d)   O serviço domiciliário e o hospital dia não substituem o internamento de doentes agudos. São serviços complementares para serem utilizados por doentes que necessitam de tratamento hospitalar mas não necessitam estar internados (hospital Dia por exemplo para fazer curativos, administração de fármacos) e para os que necessitam tratamento enfermagem após alta hospitalar (cuidados domiciliários.). Para os doentes agudos, que têm que estar internados, e quem o decide é o médico e não o gestor ou o politico, este doente precisa de uma cama hospitalar para se deitar.&lt;br /&gt;e)   O Serviço de Medicina está quase sempre “cheio” de doentes (média de idades superior a 70 anos) com patologias/diagnósticos que requerem efectivo internamento em unidade de agudos, sem critérios para a convalescença (como se pode observar nos dados estatísticos e médicos) e não patologias que podem ser tratadas no âmbito da Convalescença, como por exemplo AVCs em fase aguda, Insuficiências cardíacas descompensadas, pneumopatias, Insuficiencias hepáticas descompensadas.&lt;br /&gt;f)     O hospital de proximidade de Lamego é o único no país que não tem camas para internamento de agudos pois outros hospitais de proximidade, posteriormente agendados, já têm camas e muitas, nomeadamente Barcelos (97 camas) e Amarante (60 camas), aqui bem perto. Outros mais haverá... Nestes casos, apesar de o modelo organizacional inicial ser o mesmo que o nosso, foi possível proceder a alterações e colocar camas para internamento de agudos, por força das Instituições e sociedade locais. Pelos vistos, continuam a existir Portugueses de primeira e de segunda…&lt;br /&gt;g)   Pelo que se conhece, os técnicos de saúde/médicos do CHTMAD e Direcção Clínica defendem que Lamego precisa de ter camas de internamento. Porém, por decisão/critérios políticos, esta opinião técnica não tem sido considerada.&lt;br /&gt;h)   Como se referiu, só o serviço de Medicina do actual Hospital de Lamego tem tratado entre 1400 e 1500 doentes, por ano, com taxas de ocupação de tal forma elevadas (na casa dos 100%) que as 45 camas de que dispõe não são suficientes e, frequentemente, é preciso deslocar doentes da Medicina para Cirurgia ou Ortopedia (diminuindo a capacidade operatória e aumentando o risco de infecção hospitalar).&lt;br /&gt;i)     A breve prazo é preciso tomar uma decisão sobre estes doentes e, se nada se alterar, passarão a ser remetidos para Vila Real onde já não existem camas suficientes para as necessidades existentes, quanto mais para receber este aumento significativo, de um número que tem vindo a crescer e dificilmente será menor.&lt;br /&gt;j)     As pessoas desta cidade e desta região sabem isto? Estão conscientes das dificuldades que isto acarreta? Merecem isto? Aceitam este modelo, imposto, como se não houvesse alternativa? Um hospital que custa 40 milhões de euros aos contribuintes e não tem uma cama para internar as 80.000 pessoas desta região?&lt;br /&gt;k)   Os políticos e as Instituições ainda não conseguiram resolver este problema. Agora, sobra e há que tentar uma réstia de esperança. Tentar que isto seja uma causa de cidadania/municipalidade e que a sociedade civil seja capaz de se organizar para melhorar este modelo de hospital. E há certamente muita gente que se pode interessar e ajudar: Os jornais e os jornalistas (há-de os haver que gostem da sua terra), os jovens “faceboock”, os jovens “Deolinda”, os jovens dos blogues e dos SMS (onde estão?), a Liga do Hospital, a Igreja (pilar visível? alicerce enterrado? desta sociedade), as escolas, os grupos de jovens dos 8 municípios, os escuteiros, os bombeiros, os centros de saúde, as farmácias, as pessoas já aposentadas e com valor e tempo disponíveis. Até as “JOTAS” partidárias poderiam dar as mãos num exemplo único de interesse público supra partidário e em prol de uma região que vai perdendo coisas… há anos a esta parte. Onde estão os JOVENS defensores de causas e de valores solidários. Os jovens capazes de mudar o mundo?&lt;br /&gt;l)      Esta é uma causa de cidadania. Não é contra ninguém, é a favor da cidade e da região que deve reclamar o direito de ter algumas camas hospitalares para “deitar” os seus doentes. Este modelo de organização hospitalar não é intocável ou infalível e pode ter alternativas para assegurar estas camas. BASTA (fazer) QUERER&lt;br /&gt;m) Parafraseando Marisa: Ó gente da minha terra, … esta tristeza que eu sinto, foi de vós que a recebi. É PRECISO MUDAR ESTE FADO. Acabar com esta tristeza, esta passividade e este fatalismo que nos tolhe, nos acomoda e nos mata devagarinho…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OUTROS DADOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - Perspectiva Histórica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, o Hospital de Lamego, com projecto e construtor já seleccionado foi “cancelado” in-extremis e, de seguida, foi imposto este Hospital de Proximidade Lamego (HPL) com uma missão, estrutura e programa funcional muito diferentes do que existia. Este programa funcional mantém-se inalterado até à presente data e não se prevê vir a ser alterado, apesar de várias opiniões e posições contrárias.&lt;br /&gt;Entretanto já encerrou a Maternidade e a Pediatria, já se enviam os doentes agudos para operar em Vila Real, já se reduziram camas na Medicina e área cirúrgica e há-de seguir-se o resto até ficar apenas o que está previsto no programa funcional.&lt;br /&gt;Se em relação à Maternidade e Pediatria (grandes perdas já concretizadas) se pode argumentar com taxas de ocupação dos serviços bastante reduzidas e com uma perspectiva de diminuição do número de nascimentos e crianças, entre outros…, relativamente aos idosos/adultos, a perspectiva é diametralmente oposta: o Serviço de Medicina está quase sempre “cheio” e tem vindo a aumentar o número de doentes tratados.&lt;br /&gt;Prevê-se que o HPL esteja pronto antes do fim de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - Contexto sócio político e profissional:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Dr. Carlos Vaz, Presidente do Conselho de Administração do CHTMAD/Ministério da Saúde não abdica da “menina dos olhos” que é este “hospital de proximidade”, copiado de um outro em Barcelona, Espanha, inspirado em modelos Americanos de contexto muito diverso do nosso, o primeiro em Portugal, mas sem camas para internamento das 80.000 pessoas desta região.&lt;br /&gt;Câmara Municipal de Lamego, Assembleia Municipal, Presidente da Câmara etc… não têm tido argumentos nem “força” para alterar situação. Foi-se concordando com o ganho que se obteve porque esta solução era melhor que a não construção do hospital anulado em 2006 (melhor que nada…). Porém, se esta solução tem alguns pontos fortes, não assegura o fundamental. Não assegura as especialidades básicas como, até, está previsto no despacho de criação do hospital e como se impõe salvaguardar em prole das necessidades fundamentais e legítimo interesse de uma população e de uma região com história e identidade sócio cultural própria.&lt;br /&gt;Políticos (pessoas/partidos) – Pelas mais diversas razões, nem sempre muito “claras” e altruístas, uns não querem, outros não podem e outros, ainda, não lhes interessa fazer adequar o programa funcional.&lt;br /&gt;Técnicos de saúde – Têm tentado alertar para problemas e apresentar argumentos e alternativas no sentido de promover uma melhor adequação do programa funcional, mas não têm tido força/peso interno para o conseguir. Estão também limitados porque são funcionários da Instituição.&lt;br /&gt;Tem havido várias reuniões, conversas e documentos a diferentes níveis (Câmara, Assembleia Municipal, Partidos, CHTMAD, grupos de afinidade, etc.), mais ou menos formais, mas sem qualquer resultado visível até à data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 - Outros aspectos a considerar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hospital de Proximidade de Lamego – Área de Influência: 8 concelhos – 80.000 habitantes (Armamar, Lamego, Moimenta, Penedono, S. J. da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca).&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;CHTMAD integra Vila Real, Chaves e Lamego mas:&lt;br /&gt;-Hospital de Lamego – 80.000 habitantes - 45 camas de medicina – &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;PARA FECHAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-Hospital de Chaves –  82.000 habitantes - 61 camas de medicina – &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;para manter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Porquê? O Hospital de proximidade, sem camas, só é bom para Lamego? Em Vila Real e Chaves precisam de camas para internamento de doentes agudos e Lamego não precisa? Não merece a pena?&lt;br /&gt;A população idosa vai aumentar. Isto todos sabem. O seu nível de dependência, isolamento e fragilidade é cada vez maior. Verifica-se cada vez maior co-morbilidade, mais co-existência de múltiplos diagnósticos (múltiplas doenças em simultâneo) levando a um aumento do risco de acontecer episódios agudos de doença por desequilíbrio de uma destas patologias, com necessidades de recorrer ao internamento.&lt;br /&gt;Desde a integração/criação do CHTMAD em 2006, já lá vão 5 anos, o Hospital de Vila Real não aumentou o nº de camas para a área da medicina interna (excepto +/- 24 camas para infecto-contagiosas). As camas de medicina, por sistema, estão sempre cheias e os doentes andam “espalhados” por outros Serviços ou pelos corredores e, que se conheça, a curto médio prazo, não se perspectiva nada de muito diferente…&lt;br /&gt;O novo hospital de Lamego tem um padrão de organização de “vanguarda”, mas nunca foi testado em Portugal (foi em Barcelona e nos EUA::J) e esta experiência vai, logo, ser feita numa região como esta, com assinaláveis défices sociais, demográficos, económicos, infra-estruturais e de saúde.&lt;br /&gt;O Hospital centrará a sua actividade nas valências de cirurgia de ambulatório, consulta externa, urgência básica, hospital de dia e visitas domiciliárias, mas, por exemplo, o Serviço de Consultas Externas do actual hospital já tem excelentes condições. E quantas consultas funcionam? Quantas especialidades? E quantas funcionam bem? Quantos médicos vêm a Lamego? Quantas vezes por semana?&lt;br /&gt;O novo hospital de Lamego terá excelentes recursos e, até, lugar para os profissionais que existem no actual hospital. Porém, estes recursos, pagos com o nosso dinheiro não poderão dar resposta ao que esta população precisa, pelo menos no que diz respeito ao internamento de agudo, área base e nuclear de um HOSPITAL.&lt;br /&gt;O tempo urge. Ou seja, no dia em que fecharem as camas, nomeadamente as de Medicina do Hospital de Lamego, muito dificilmente voltarão a abrir e é enorme o risco (quase uma certeza…) de os doentes desta região terem que ser enviados e estar internados em qualquer serviço do hospital de Vila Real, onde houver uma “camita”…ou num qualquer corredor à espera de uma. E o tempo urge porque falta pouco tempo para o novo hospital estar definido e concretizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;VER DOCUMENTOS SEGUINTES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Hospital de Proximidade de Lamego&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IN&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Ficheiros/Noticias/Desenvolvimento%20Unidades%20Hospitalares%20Regi%C3%A3o%20Norte%20-%20Ap.pdf"&gt;http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Ficheiros/Noticias/Desenvolvimento%20Unidades%20Hospitalares%20Regi%C3%A3o%20Norte%20-%20Ap.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;􀂅&lt;strong&gt; Valor do investimento previsto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;􀂆 40,0 M€, IVA incluído, sendo 30,44 M€ (76,1%) para projecto e construção e 9,56 M€ (23,9%) para apetrechamento&lt;br /&gt;􀂅 &lt;strong&gt;Data previsível da conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;􀂆 Agosto/2011&lt;br /&gt;􀂅 &lt;strong&gt;Área bruta de construção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;􀂆 16.833 m2, excluindo as áreas técnicas e reserva (quase 4 campos de futebol)&lt;br /&gt;􀂅 &lt;strong&gt;Área útil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;􀂆 9.000 m2, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(+/- de 2 campos de futebol…)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;􀂅 &lt;strong&gt;Área do terreno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;􀂆 93.800 m2&lt;br /&gt;􀂅 &lt;strong&gt;N.º de camas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;􀂆 30 camas(convalescença)&lt;br /&gt;􀂅 &lt;strong&gt;Estacionamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;􀂆 255 lugares à superfície&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yR5HItEY6JQ/SUlFhWuNj2I/AAAAAAAAAQY/tFGNO-lT2o4/s1600-h/Hospital.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                      Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro&lt;br /&gt;                                          Hospital de Proximidade de Lamego (HPL)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                             &lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;strong&gt;Programa funcional&lt;/strong&gt; -&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Sumário executivo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;in:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;q=cache:ht3KEjBIt80J:www.gov-civil-viseu.pt/img/notas_imprensa/HPL.doc+programa+funcional+hospital+lamego&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;gl=pt&amp;amp;pid=bl&amp;amp;srcid=ADGEESgq6V93YC40x1XU8KhrEvEgkB_Yt1Mt7TioHxN2b2V_T0ctMZz102FGchgonh-eMGKnxS1F_zYXDjha47oY38X5-9n5-ck444_47PZ7JYk05KZ6tPhcA4wYYU_nBQpB9JXr7QV-&amp;amp;sig=AHIEtbSwJwSRLVnZJksh7UnJg8i2ZKNKFQ"&gt;http://docs.google.com/viewer?a=v&amp;amp;q=cache:ht3KEjBIt80J:www.gov-civil-viseu.pt/img/notas_imprensa/HPL.doc+programa+funcional+hospital+lamego&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;gl=pt&amp;amp;pid=bl&amp;amp;srcid=ADGEESgq6V93YC40x1XU8KhrEvEgkB_Yt1Mt7TioHxN2b2V_T0ctMZz102FGchgonh-eMGKnxS1F_zYXDjha47oY38X5-9n5-ck444_47PZ7JYk05KZ6tPhcA4wYYU_nBQpB9JXr7QV-&amp;amp;sig=AHIEtbSwJwSRLVnZJksh7UnJg8i2ZKNKFQ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O HPL será dimensionado para prestar os seguintes serviços:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(a) Urgência básica;&lt;br /&gt;(b) consultas externas diferenciadas;&lt;br /&gt;(c) meios complementares de diagnóstico e terapêutica;&lt;br /&gt;(d) cirurgia de ambulatório geral;&lt;br /&gt;(e) unidade de dia e de serviço domiciliário e&lt;br /&gt;(f) cuidados continuados de convalescença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serviço de urgência básico:&lt;/strong&gt; funcionará 24 horas por dia, 365 dias por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Consultas externas:&lt;/strong&gt; Medicina, Cardiologia, Pediatria, Cirurgia Geral, Anestesiologia, Obstetrícia /Ginecologia, Oftalmologia, ORL, Ortopedia Neurologia, Nefrologia, Urologia, Pneumologia, Estomatologia. O serviço funcionará cinco dias por semana (250 dias/ano) das 8-20horas, prevendo-se cerca de 65.000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT):&lt;/strong&gt; será composto pelos serviços de Imagiologia, Laboratório de Patologia Clínica, Medicina Física e Reabilitação (capacidade para 200 tratamentos/dia e 4000 consultas/ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cirurgia de ambulatório geral&lt;/strong&gt;: equipada com um bloco de três salas (mais uma do que no hospital actual), funcionando cinco dias por semana (250 dias/ ano, durante o dia), servindo toda a área do Centro Hospitalar Vila Real/Peso da Régua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Unidade de dia e serviço domiciliário&lt;/strong&gt;: A unidade de dia terá uma capacidade para atender, em ambulatório, até 6.000 doentes/ano, prestando quer cuidados pós-operatórios quer cuidados gerais e funcionando cinco dias por semana (250 dias/ano). O serviço domiciliário deverá funcionar 365 dias por ano prestando cuidados a doentes com alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cuidados continuados de convalescença:&lt;/strong&gt; capacidade para 30 camas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Farmácia Hospitalar de Venda ao Público&lt;br /&gt;Saúde Ocupacional&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Área útil superior a 9.000 m2&lt;br /&gt;Área de construção superior a 15.000 m2&lt;br /&gt;Investimento total de 37 milhões de Euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Documentos para consulta:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Relatório de contas e gestão do CHTMAD, de 2009 (Último disponível) &lt;/span&gt;in:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chtmad.min-saude.pt/Downloads_HSA/CHVRPR/O%20Hospital/Relatório%20e%20Contas/Relatório%20e%20Contas%202009%20-%20CHTMAD.pdf"&gt;http://www.chtmad.min-saude.pt/Downloads_HSA/CHVRPR/O%20Hospital/Relatório%20e%20Contas/Relatório%20e%20Contas%202009%20-%20CHTMAD.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Decreto-Lei n.o 101/2006 de 6 de Junho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Rede de serviços de urgência do SNS.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Despacho n.o 18 459/2006&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;e) «Serviço de urgência básica (SUB)»&lt;/strong&gt; o primeiro nível de acolhimento a situações de urgência, constitui o nível de cariz médico (não cirúrgico, à excepção de pequena cirurgia no SU), podendo estar sediado numa área de influência que abranja uma população superior a 40 000 hab. em que, pelo menos para uma parte, a acessibilidade em condições normais seja superior a sessenta minutos em relação ao serviço de urgência médico-cirúrgico ou polivalente mais próximo. O SUB permite o atendimento das situações urgentes com maior proximidade das populações, dispondo dos seguintes recursos mínimos:&lt;br /&gt;Humanos—dois médicos e dois enfermeiros, em presença física, um auxiliar de acção médica e um administrativo, por equipa;&lt;br /&gt;De equipamento—material para assegurar a via aérea, oximetriade pulso, monitor com desfibrilhador automático e marca passo externo, electrocardiógrafo, equipamento para imobilização e transporte do traumatizado, condições e material para pequena cirurgia,&lt;br /&gt;radiologia simples (para esqueleto, tórax e abdómen) e patologia química/ química seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Programa funcional do HPLamego (parte)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/GRP/Lan%C3%A7amento%20Novas%20Unidades/Novas%20Unidades%20Hospitalares/Ficheiros/Novo%20Hospital%20de%20Proximidade%20de%20Lamego.pdf"&gt;http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/GRP/Lan%C3%A7amento%20Novas%20Unidades/Novas%20Unidades%20Hospitalares/Ficheiros/Novo%20Hospital%20de%20Proximidade%20de%20Lamego.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Programa funcional hospital de Barcelos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/GRP/Ficheiros/Novo_Hospital_Barcelos.pdf"&gt;http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/GRP/Ficheiros/Novo_Hospital_Barcelos.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Programa funcional Hospital de Amarante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chtamegasousa.pt/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=150&amp;amp;Itemid=89"&gt;http://www.chtamegasousa.pt/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=150&amp;amp;Itemid=89&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RESENHA HISTÓRICA DA IMPRENSA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;23 Fevereiro, 2006 - 00:00&lt;br /&gt;Governo avança com projecto para novo hospital de Lamego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IN:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;http://noticias.portugalmail.pt/artigo/governo-avanca-com-projecto-para-novo-hospital-de-lamego_185621&lt;br /&gt;O Ministério da Saúde irá nomear uma equipa, orientada pela Direcção Geral das Instalações e Equipamentos de Saúde (DGIES), que ficará responsável pelo projecto do novo Hospital Distrital de Lamego, adaptando-o às novas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;O Governo decidiu criar um grupo de trabalho, encarregue de «encontrar uma solução muito rápida», por ter plena consciência quer das «necessidades da população, quer das expectativas criadas, quer ainda da frustração dos profissionais que não dispõem de ambiente de trabalho com qualidade aceitável», assegurou em despacho&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A edificação do novo hospital tem sido exigida pela população já há alguns anos e o seu início chegou a ser anunciado para 2005, mas foi anulado pela tutela, por esta considerar que existia uma «desactualização do programa funcional e correspondente projecto».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo avançou o Público, o governo referiu ainda em despacho que «prosseguir a construção de um hospital concebido para uma população tal como ela estava há 20 anos seria destinar ao fracasso um elevado investimento, desperdiçando a oportunidade de se encontrar uma solução moderna, eficiente e realmente adequada às necessidades».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tutela mostrou-se ciente das condições actuais de algumas unidades de saúde, considerando que «o país tem, infelizmente, vários exemplos de hospitais de construção recente, cujo programa funcional e projecto não se adaptam às reais necessidades de saúde da população».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;O despacho adianta ainda que o novo Hospital Distrital será «dotado de bons cuidados nas especialidades básicas, hospital de dia, consulta externa diferenciada e urgência básica qualificada, dispondo de uma plataforma tecnológica de alta qualidade». O hospital contará ainda com um vasto número de camas que permitam a recuperação dos utentes, de forma a desobstruir alguns serviços que recebem pacientes «anormalmente envelhecidos».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tutela prevê ainda que o concurso para a edificação da estrutura seja lançado até 29 de Fevereiro de 2008, para que a obra possa começar até 30 de Novembro do mesmo ano. Se os prazos se cumprirem, o Hospital Distrital de Lamego deverá estar aberto ao público em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;09/JUN/2006&lt;br /&gt;Autarca lamecense pedem explicações sobre Programa FuncionalIN:&lt;br /&gt;http://www.mundolusiada.com.br/ACONTECE/acon059_jun06.htm&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ígor Lopes (Portugal)-&lt;/strong&gt;  O presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, esteve, na semana passada, em Lisboa, juntamente com outros autarcas do Douro Sul, durante a homologação do Programa Funcional do novo Hospital de Lamego. O autarca diz-se satisfeito com a aprovação desse Programa. Entretanto, está a elaborar uma lista com algumas dúvidas em relação a alguns serviços propostos nesse mesmo Programa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo Francisco Lopes, embora esteja “satisfeito e confiante” com a aprovação do Programa Funcional e com a construção do Novo Hospital de Lamego, “é necessário analisar se esse programa responde ao que entendemos ser as necessidades de saúde da nossa população. (...) Após essa análise, tivemos a possibilidade de identificar vantagens e inconvenientes no programa”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o edil, alguns pontos carecem de maior explicação por parte do Governo. No que toca ao Serviço de Urgência básico, Francisco Lopes refere que se não for atribuído um nível superior de cuidados, as urgências terão os mesmos serviços que hoje são prestados pelos SAP’s.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com alguns profissionais de saúde, se esse serviço de urgência não tiver nível qualificado, “haverá uma onda de transferências de doentes para Vila Real, por parte dos médicos que tiverem uma mínima dúvida durante o diagnóstico da situação do doente”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O número reduzido de camas é também um dos pontos criticados pelo autarca lamecense e poderá favorecer a transferência de doentes para Vila Real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em relação aos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, a dúvida recai sobre o tipo de equipamentos que serão disponibilizados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre as cirurgias de ambulatório geral, resta saber, efectivamente, que tipo de cirurgias serão realizadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já o serviço de unidade de dia e serviço domiciliário suscita também algumas dúvidas, em relação ao número de leitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Francisco Lopes referiu ainda ter “desafiado” o ministro da Saúde, Correia de Campos, a evitar o esvaziamento do actual Hospital Distrital de Lamego a nível de recursos humanos e de valências até que o novo hospital seja aberto à população. “Hoje em dia o nosso hospital vive um período de instabilidade em relação ao seu futuro e a todas essas mudanças. (...) O ideal seria promover um período de transição e adaptação até que os serviços sejam realizados no novo hospital”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O financiamento foi alvo também de discussão entre Francisco Lopes e Correia de Campos, em Lisboa. A única possibilidade que viabiliza o processo financeiramente é ser suportado através de Fundos Comunitários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Congratulo-me com a homologação do projecto funcional e com a vontade política demonstrada pelo Governo em colocar o novo Hospital de Lamego novamente na agenda política. Quero acreditar que o Estado é uma pessoa de bem e que vai cumprir os prazos estabelecidos”, finaliza Francisco Lopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Despacho n.º 6157/2006 (2.ª série). –&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;IN:&lt;br /&gt;http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/DD4A12F0-7C50-46B1-9B97-72D9BC6BD818/0/lamego.pdf&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A desactualização do programa funcional e correspondente projecto para o Hospital Distrital (HD) de Lamego torna impossível a adjudicação do concurso entretanto aberto. Na verdade, uma longa prática rotineira de programação tornou visivelmente inadequado o projecto existente em relação às necessidades. O projecto sofre simultaneamente de subdimensionamento em algumas valências e de sobredimensionamento noutras. Mas o problema mais grave reside na sua rigidez e total impossibilidade de reconversão à mutação ocorrida nas necessidades de hospitalização. Três factores documentam esta impossibilidade: a) o envelhecimento progressivo da população; b) o aparecimento de uma população sazonal turística em quantidade crescente e com necessidades de saúde muito específicas, e c) a redução acelerada da natalidade na região. Acrescem aos factores anteriores a rapidez de comunicação viária facilitada pela A 24 e a persistente dificuldade de circulação na margem sul do Douro entre os concelhos de Cinfães, Resende, Lamego, Tarouca, Armamar e São João da Pesqueira.&lt;br /&gt;Prosseguir a construção de um hospital concebido para uma população tal como ela estava há 20 anos seria destinar ao fracasso um elevado investimento, desperdiçando a oportunidade de se encontrar uma solução moderna, eficiente e realmente adequada às necessidades. O País tem, infelizmente, vários exemplos de hospitais de construção recente, cujos programa funcional e projecto não se adaptam às reais necessidades de saúde da população. Não há justificação para persistir no erro. Todavia, quer as necessidades da população, quer as expectativas criadas, quer ainda a frustração dos profissionais que não dispõem de ambiente de trabalho com qualidade aceitável determinam uma solução muito rápida para o problema.&lt;br /&gt;O Governo comprometeu a sua palavra em que Lamego tivesse um hospital novo até ao final da presente década. Tal será cumprido. Para o efeito, importa mobilizar todas as vontades, capacidades técnicas e recursos financeiros necessários. Para que esta exigente meta seja cumprida impõe-se trabalhar de imediato. Nestes termos, deverá constituir-se, sob a presidência da DGIES, um grupo de trabalho com representantes da ARS do Centro e da ARS do Norte, dos conselhos de administração do próprio Hospital e do Centro Hospitalar de Vila Real/Peso da Régua, unidade de natural referência pela proximidade, com vista à elaboração do programa funcional de um novo HD de Lamego que, assumindo as características de hospital de proximidade, &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;seja dotado de bons cuidados nas especialidades básicas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, hospital de dia, consulta externa diferenciada e urgência básica qualificada, dispondo de uma plataforma tecnológica de alta qualidade e ainda de um número adequado de leitos de convalescença, para descongestionar os serviços de agudos das patologias prevalentes nos utentes, anormalmente envelhecidos, abrangidos na área de influênciadeste Hospital.&lt;br /&gt;O grupo de trabalho deverá visitar, de imediato, alguns hospitais de proximidade de Espanha, em zona com características demográficas e procura turística semelhantes à da região onde o concelho de Lamego se insere. Produzirá o seu programa funcional para aprovação antes de 31 de Maio do ano em curso. Aprovado o programa, ser mediatamente ançado o concurso para projecto da obra de modo que as propostas ossam estar prontas para apreciação em 30 de Novembro. Os passos seguintes serão realizados com rigoroso cumprimento do cronograma contido neste despacho.&lt;br /&gt;Nestes termos, determino:&lt;br /&gt;1 - A constituição de um grupo de trabalho para a revisão do programa do novo HD de Lamego como hospital de proximidade, composto pelas seguintes instituições e pessoas:&lt;br /&gt;DGIES, engenheiro João Wemans, que presidirá;&lt;br /&gt;ARS do Centro, Prof. Doutor Fernando de Jesus Regateiro;&lt;br /&gt;ARS do Norte, Dr. Alcindo Salgado Maciel Barbosa;&lt;br /&gt;Presidente do conselho de administração do HD de Lamego, Dr. António Manuel Marques Luís;&lt;br /&gt;Dr. Carlos Alberto Vaz, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Vila Real/Peso da Régua.&lt;br /&gt;2 - O grupo poderá agregar personalidades de reconhecida competência técnica para  o assessorar no seu trabalho.&lt;br /&gt;3 - O grupo visitará até ao fim de Março alguns hospitais de proximidade em outros países com vista a formular um novo conceito de hospital de proximidade adequado à mutação das necessidades de saúde ocorridas entre o programa inicial e a presente revisão.&lt;br /&gt;4 - Até ao final deste ano, os serviços responsáveis deverão, com os contributos do grupo de trabalho, alcançar as seguintes metas temporais:&lt;br /&gt;Novo programa revisto a apresentar a homologação - até 31 de Maio de 2006;&lt;br /&gt;Lançamento do concurso de projecto - até 30 de Junho de 2006;&lt;br /&gt;Período de concurso entre projectistas - até 30 de Setembro de 2006;&lt;br /&gt;Apreciação dos projectos candidatos e adjudicação - até 31 de Janeiro de 2007;&lt;br /&gt;Aprovação do projecto de execução - até 31 de Janeiro de 2008;&lt;br /&gt;Lançamento do concurso de construção - até 29 de Fevereiro de 2008;&lt;br /&gt;Período de concurso entre construtores - até 31 de Maio de 2008;&lt;br /&gt;Apreciação das propostas e adjudicação - até 31 de Agosto de 2008;&lt;br /&gt;Início da construção - até 30 de Novembro de 2008;&lt;br /&gt;Conclusão da construção - 30 de Junho de 2010;&lt;br /&gt;Instalação de equipamento e recepção - 31 de Outubro de 2010;&lt;br /&gt;Abertura do Hospital - 30 de Novembro de 2010.&lt;br /&gt;5 - Os encargos com a constituição e funcionamento do grupo serão suportados pelas dotações extraordinárias previstas para o novo HD de Lamego.&lt;br /&gt;13 de Fevereiro de 2006. - O Ministro da Saúde, António Fernando Correia de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Curiosidade… muito interessante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acta nº3 da Câmara Municipal de Resende, em 2006&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IN&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://assembleia.cm-resende.pt/index.php?option=com_docman&amp;amp;task=cat_view&amp;amp;gid=37&amp;amp;Itemid=11"&gt;http://assembleia.cm-resende.pt/index.php?option=com_docman&amp;amp;task=cat_view&amp;amp;gid=37&amp;amp;Itemid=11&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ASSUNTOS DE INTERESSE PARA O MUNICÍPIO:--------------------------------------------&lt;br /&gt;Neste ponto registou-se a seguinte intervenção:-----------------------------------------------------&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sra xxxxx  Elsa Rodrigues:&lt;/strong&gt; "Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Exmo. Presidente da Câmara Municipal, Caros membros da Assembleia Municipal, Exmo. Público aqui presente, Muito boa tarde. Foi tornado público o novo programa funcional para o Hospital de Lamego, sobre o qual o Sr. Presidente assume a sua posição favorável numa entrevista publicada num jornal regional (Jornal Lamego Hoje, 8 de Junho de 2006). De acordo com o novo programa, o Hospital passará a ter uma urgência básica onde apenas se prestará a mesma assistência que hoje se presta no serviço de atendimento permanente (SAP), o que significa que servirá para triar os casos que deverão ser encaminhados para uma urgência de cuidados de saúde diferenciados, neste caso, Vila Real. O bloco operatório servirá apenas para cirurgias de ambulatório, ou seja, que não implique internamento, funcionando apenas em dias úteis. O internamento contará apenas com a disponibilidade de 30 camas que servirá uma população com mais de 80 mil pessoas, sendo vocacionado apenas para cuidados de convalescença, ou seja, cuidados pós situação aguda, pessoas que necessitam de alguns cuidados até se restabelecerem totalmente ou em casos sociais, até serem reinseridos. Tudo isto significa que os nossos doentes em fase aguda, a necessitar de cuidados de saúde diferenciados, terão de ser internados em Vila Real, o que para uma população cada vez mais envelhecida como a deste concelho, será um rude golpe e, com certeza, representará cuidados de saúde menos humanizados. Em suma, passaremos de um Hospital onde se prestam hoje cuidados de saúde diferenciados, para um Hospital que em termos de funcionalidade não é nada mais do que um Centro de Saúde grande, que servirá mais de 80 mil pessoas. Deixamos clara a posição da Bancada do PSD nesta Assembleia, bem como, a da estrutura concelhia, que é favorável a um Hospital de Lamego onde se prestem cuidados de saúde diferenciados e não a este modelo que o transforma, repito, num Centro de Saúde grande. Gostávamos que o Sr. Presidente da Câmara assumisse a sua posição acerca deste assunto, tão importante para as pessoas deste concelho. Obrigada.".—&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sexta-feira, 26 de Março de 2010&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Novo hospital concluído até Setembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;IN:&lt;br /&gt;http://taroucahoje.blogs.sapo.pt/2010/03/&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro garantiu que o novo hospital de Lamego ficará concluído até Setembro  do próximo ano."A obra está em franco desenvolvimento, não há atrasos", disse Carlos Vaz aos jornalistas, no final de uma visita às obras do hospital (iniciadas em Agosto de 2009), em que participou o secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro.&lt;br /&gt; O governante frisou que o hospital de Lamego "é um projecto pioneiro", com um serviço predominantemente de ambulatório, que servirá uma população directa de cem mil habitantes dos 10 concelhos do Douro Sul e fará uma cobertura indirecta a 375 mil habitantes (toda a população que integra o centro hospitalar).&lt;br /&gt;"Estes cuidados de proximidade têm mais valências, melhor equipamento, excelentes profissionais de saúde que já existem", frisou, acrescentando que será "uma mais valia" para a região.&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Na sua opinião, a nova unidade de saúde também será importante ao nível da competitividade territorial, porque os turistas que visitam o Douro Sul gostam de saber que podem contar, "para qualquer emergência, com cuidados de saúde adequados".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O novo hospital, orçado em mais de 41 milhões de euros e que fica situado junto ao nó da auto-estrada A24, disporá de cirurgia de ambulatório (três salas operatórias), consulta externa (14 gabinetes), urgência básica, hospital de dia e visitas domiciliárias.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Carlos Vaz admitiu que a população estranha o facto de o hospital não ter internamento, considerando "normal que as mudanças e as coisas novas preocupem as pessoas". No entanto, lembrou que, "em todo o mundo desenvolvido, nomeadamente nos Estados Unidos, !!!! já vão na quinta geração de hospitais de ambulatório".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;"É muito melhor para os doentes, que não gostam de estar internados. E o desenvolvimento da cirurgia e da própria medicina leva a que pensemos que, de facto, as paredes e as camas não tratam doentes", acrescentou.&lt;br /&gt;O responsável sublinhou que "quem trata os doentes são os profissionais, a tecnologia" e que é melhor que as pessoas, depois de intervencionadas, tenham "um bom acompanhamento de visitas domiciliárias e hospital de dia", ficando junto dos seus familiares e evitando as infecções hospitalares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;OK. E os que precisam de ser internados?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, manifestou preocupação sobre a forma como será feita a transição de um hospital normal para um hospital de ambulatório.&lt;br /&gt;"Grande parte dos profissionais de saúde trabalha há muitos anos em medicina hospitalar e irão querer continuar na mesma área funcional, serem aproveitados o melhor possível dentro das suas especializações", realçou, fazendo votos para que não haja "qualquer tipo de desmotivação".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Diário de Viseu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-3052277748902587531?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3052277748902587531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3052277748902587531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/02/novo-hospital-de-proximidade-de-lamego.html' title='Novo Hospital de Proximidade de Lamego: 40 milhões de euros; 9.000m2 de área útil; 80.000 pessoas e...'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-8022609770877122848</id><published>2011-02-07T11:40:00.008Z</published><updated>2011-02-07T13:02:47.588Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anselmo Borges'/><title type='text'>Anselmo Borges em entrevista à Pública (06.02.2010): "A religião oprime quando impede a alegria a nível sexual"*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A Igreja Católica, como instituição de poder, tem muita dificuldade em lidar com o prazer e a sexualidade, diz Anselmo Borges, padre, teólogo e professor de Filosofia na Universidade de Coimbra. Autor de vários livros, este crítico de diversos aspectos da doutrina oficial católica explica ainda por que é que a Igreja recuperou causas da morte de Jesus, quando propaga a imagem de um Deus que aterroriza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ABíblia e o cristianismo trouxeram ao mundo a ideia da dignidade divina de todos os seres humanos. Mas, apesar disso, a Igreja Católica lutou contra ideias como os direitos humanos, a secularização e a separação da Igreja e do Estado. O padre Anselmo Borges, membro da Sociedade Missionária da Boa Nova, admite que a religião tem sido e pode ser opressora, mas que só pode entender-se como força de liberdade e de libertação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nascido em 1944, em Resende, Anselmo Borges é uma das vozes singulares do catolicismo português. Dedicado há anos ao ensino da Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tem privilegiado a ética como área de reflexão. Mas a sua intervenção alarga-se ao campo mediático: colunista semanal do Diário de Notícias, publicou vários livros, entre os quais Janela do (In)visível, Religião: Opressão ou Libertação?, Morte e Esperança, Corpo e Transcendência, Janela do (In)finito. O último, Religião e Diálogo Inter-Religioso, publicado no final de 2010, fala do outro como fascínio e ameaça. "Talvez não seja por acaso que a primeira edição esgotou em três meses", comenta, porque "as pessoas andam preocupadas com a questão do outro, hoje mais sentido como ameaça". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alimentando o gosto do pensar, Anselmo Borges diz que "a grande crise do nosso tempo é que já não há espaço para as grandes perguntas" Afirma que a Igreja precisa de assumir o valor da autonomia, confrontar-se com o pluralismo e com as neurociências, repensar a questão da sexualidade, da lei do celibato obrigatório e do lugar das mulheres. Organizador de dois congressos internacionais de teologia - sobre Deus no século XXI e o futuro do cristianismo (cujas actas estão publicadas) e, em Outubro, sobre Religião e (In)felicidade -, Anselmo Borges reflecte, aqui, sobre as razões da difícil relação do catolicismo com alguns temas da ética e da modernidade. E diz que a eutanásia é um problema em aberto...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tomo o título de um dos seus livros para perguntar se a religião é opressão ou libertação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A religião pode ser, tem sido e é, de facto, uma coisa e outra. Quando esmaga o ser humano, quando em nome de Deus se mata ou se impede a crítica ou o desenvolvimento das pessoas, quando em seu nome se cometem injustiças, aí a religião é opressora. E também oprimiu quando trouxe medos, com coisas como o inferno, com o impedimento da alegria a nível sexual, todo esse universo de pânico. Mas, pela sua própria dinâmica, ela é libertadora. Toda a religião arranca desta pergunta: o quê ou quem liberta e salva? Na sua raiz, ela só pode entender-se enquanto força de liberdade e libertação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dos medos que refere é a sexualidade. O cristianismo tem medo dela?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante desfazer equívocos. Uma coisa é a Bíblia e a mensagem originária cristã, com Jesus Cristo. É interessante ver que Jesus, perante a sexualidade, mesmo confrontado com desvios, é tolerante e perdoa. A Igreja parece ter posto o acento no sexo e nos seus desvios, mas Jesus o que condenou de forma veemente foi fundamentalmente a ganância, a avareza, a opressão: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." É necessário distinguir entre a Bíblia, onde se encontra um dos livros mais exaltantes do amor erótico, que é o Cântico dos Cânticos, e, depois, o mal-estar do cristianismo histórico em relação à sexualidade, que provém fundamentalmente dos gnósticos e de Santo Agostinho. Santo Agostinho é herdeiro de uma escola gnóstica, que é o maniqueísmo, que leva a gnose à radicalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, Santo Agostinho trouxe também problemas...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele é um génio, mas trouxe ao Ocidente e ao cristianismo histórico verdadeiras tragédias do ponto de vista sexual. Ele era maniqueu e, a partir do maniqueísmo, tinha resolvido o problema do mal: há dois princípios, um do bem e outro do mal. Há uma questão que se coloca sobretudo aos crentes: se Deus é infinitamente bom e omnipotente, como se explica o mal? Através do maniqueísmo, ele tinha resolvido o problema. Mas, uma vez convertido, precisa de encontrar uma solução, pois o cristianismo diz que Deus, quando olhou para o mundo, viu que tudo era bom. Donde vem então o mal? Quando se converte ao cristianismo, Santo Agostinho tem de encontrar a origem do mal. Vai à Carta aos Romanos, de São Paulo, e lê: "Adão, no qual todos pecaram." Mas o grego (ele só conhecia o latim) diz: "Porque todos pecaram." Uma coisa é Adão ser o primeiro que peca, outra é dizer que, nele, todos pecaram. E de tal modo pecaram, que todos transportam esse pecado, que tem uma origem sexual e se transmite sexualmente. Este é o mal que vem ao Ocidente através da gnose, do maniqueísmo, de Santo Agostinho. Todos são concebidos em pecado e desse pecado original só o baptismo liberta. Assim, não hesitou em "enviar" para o Inferno as crianças não baptizadas, porque vinham com o pecado original...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num dos seus textos, diz que a Igreja perdeu a credibilidade em termos de doutrina sexual. É assim?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sexualidade também tem a ver com o prazer e este confronta-se com o poder. Na medida em que a Igreja se tornou numa instituição de poder, tem muita dificuldade em lidar com o prazer e a autonomia. Não sabe, por isso, como lidar com a sexualidade, com as pessoas que estão no mundo de modo autónomo. Essa é uma das questões fundamentais da Igreja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso surgem as questões relativas ao planeamento familiar, aborto, eutanásia...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja lutou contra a modernidade, embora, por outro lado, os grandes valores da modernidade venham, fundamentalmente, da Bíblia. Não é por acaso que é no Ocidente que se dá a modernidade, a secularização, a separação da Igreja e do Estado, que tem a ver com a autonomia, os direitos humanos... São valores que vêm da Bíblia, mas que os iluministas tiveram de impor contra a Igreja oficial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um Papa que proibiu a leitura da Bíblia, outro refere-se à "detestável doutrina" dos direitos humanos. No entanto, são valores que vêm fundamentalmente da Bíblia. Afirmam-se a partir da ideia de um Deus transcendente, que cria por amor, livremente. Se Deus cria livremente, só pode criar criaturas autónomas, homens e mulheres livres, e as realidades terrestres seguem as suas leis, sem precisarem da tutela da Igreja. Por outro lado, o cristianismo trouxe ao mundo a ideia da dignidade divina de todos os seres humanos, independentemente da cor, etnia, sexo, posição social, nacionalidade ou religião. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A autonomia relaciona-se com os limites, que a sociedade também coloca, e com a ética, que foi sempre construída também com base religiosa. Hans Küng propõe uma nova ética mundial. Mas se a religião tem problemas com a modernidade, como se faz o equilíbrio entre os limites e o desejo de autonomia inerente ao ser humano?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Hans Küng fala de uma ética mundial, refere-se mais a um ethos - aquela atitude radicalmente humana perante as grandes questões humanas, em que haja um consenso mínimo. Refere-se a um conjunto de bases éticas em que seja possível o acordo de todos os homens, crentes ou não-crentes: o compromisso com o princípio da humanitariedade, que obriga a respeitar a dignidade inviolável da pessoa humana, o compromisso com a não-violência e o respeito pela vida, o compromisso com a justiça e a solidariedade, o compromisso com a igualdade e companheirismo entre homens e mulheres. Não se pode basear a ética na religião, porque a ética é autónoma, isto é, não é antes de mais uma questão religiosa, mas humana. E é possível e imprescindível um consenso ético mínimo nas questões que hoje nos afligem, como a bioética, a justiça, a ecologia. É possível uma ética autónoma, também porque somos seres racionais e sociais. Sendo livres, somos capazes de nos darmos a nós próprios uma ética na responsabilidade. A liberdade implica a responsabilidade: somos capazes de nos darmos regras, somos capazes de responder por isso. A religião relaciona-se com a ética, mas vincula-se a ela devido a outros problemas, que têm a ver com a culpa, com as vítimas inocentes, com a esperança e com o sentido último...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Também há uma dimensão social da ética...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ética é fundamentalmente social, pois o ser humano só existe com outros seres humanos. Se só houvesse um, nunca despertaria para si mesmo enquanto tal. O homem só é homem com outros. Ser homem e ser em relação é a mesma coisa. Há sempre uma co-pertença de mim aos outros e dos outros a mim, e aos passados e aos futuros. Porque a identidade própria é sempre atravessada pela mediação do outro. Só tomo consciência de mim passando pelo outro, pela alteridade. A alteridade é constitutiva da identidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fala-se de grandes questões do mundo como problemas éticos: pobreza, direitos humanos, desenvolvimento. De que modo isso se relaciona com o que referiu?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje tomamos consciência de que há uma só humanidade. Se tomamos consciência de que cada pessoa só é pessoa em relação a cada um dos outros seres humanos, é uma vergonha que 20 por cento da humanidade controle 80 por cento da riqueza e que quase metade da humanidade tenha de viver com menos de dois euros por dia. Todos pertencemos a todos. Um homem só é homem na humanidade, no seu vínculo a todos os outros. Mas, se não formos solidários por uma questão ética, de humanidade, então sejamo-lo ao menos por egoísmo esclarecido. Porque vamos entrar numa conflitualidade sem limites: quem julga que nunca mais haverá revoluções anda enganado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse seria também um modo de resolver o debate sobre se os direitos humanos são uma construção ocidental? Ou esta é uma falsa questão?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou contra o relativismo e proponho o perspectivismo, que é diferente. Há algo que transcende o relativismo cultural. Julgo que tem de haver algo de transcultural. Esse mínimo, o que seria? Pelo menos, o entendimento nesta pergunta: "O que é ser homem?" Porque, se não houver algo de comum, como podemos dialogar uns com os outros? Há esta universalidade: a dignidade do ser humano. A partir daqui, é possível e necessário avançar para um ethos mundial, o que se traduz nos direitos humanos, embora eu compreenda que haja quem critique - e não apenas por meros interesses políticos. A Declaração dos Direitos Humanos, tal qual está formulada, incide muito na dimensão individual. Talvez seja necessária também uma carta dos direitos humanos, incidindo mais nos direitos de grupos, das culturas, e também nos deveres...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No seu último livro, Religião e Diálogo Inter-Religioso, escreve que "o outro é vivido sempre como fascinante e ameaça". Não estamos hoje mais a viver o outro (o islão, o estrangeiro, o imigrante) como ameaça do que como fascínio?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas andam preocupadas com a questão do outro, hoje mais sentido como ameaça, como dizem as sondagens, concretamente na França e na Alemanha. Por um lado, há a crise económica; por outro, o diálogo não pode ser unidireccional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se pode esquecer que o cristianismo é hoje a religião mais perseguida no mundo e, nomeadamente, no Médio Oriente, onde parece haver um plano para fazer desaparecer a presença dos cristãos. Julgo que há condições fundamentais para o diálogo: o fim da leitura literal dos textos sagrados e a separação da Igreja e do Estado. Os Estados não podem ser confessionais. Isso que custou tanto à Igreja Católica tem de ser aprendido também pelos muçulmanos. Depois, as religiões têm de dialogar, porque nenhuma possui a verdade toda sobre Deus e o sagrado. O fundamentalismo - há fundamentalismo religioso, económico, político, filosófico - tem a sua origem na ignorância e na estupidez, pois julga possuir o fundamento. Ora, quem é o ser humano, finito, para possuir o fundamento?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Também nos confrontamos com a crítica da hierarquia católica, a começar pelo actual Papa Bento XVI, ao relativismo ético, que aponta para muitas questões no âmbito da moral sexual...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É evidente que, quanto ao sexo, não vale tudo. Por outro lado, dá a impressão de que a Igreja vive obcecada com o sexo. Ora, o cristianismo é realmente uma religião do corpo. Porque, logo no livro do Génesis, se diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, "homem e mulher os criou" e achou que isso era muito bom. Deus mesmo, em Jesus Cristo, assumiu a corporeidade humana na sua fragilidade. E os cristãos têm como núcleo da sua fé a ressurreição de Jesus e a ressurreição dos mortos. Como é que uma religião do corpo se dá depois tão mal com o corpo, historicamente? É espantoso e é necessário investigar isso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dá-se mal e nega a dimensão transcendente do corpo, aludindo ao que trata no seu livro Corpo e Transcendência...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O corpo humano vivo é alguém, alguém que está aberto à transcendência. O cristianismo é a grande resposta a esta corporeidade, que se abre à transcendência do próprio Deus e que espera a ressurreição dos mortos. Mas a Igreja oficial deu-se muito mal com a matéria, com o corpo. Há o problema do poder e, voltando à moral, do celibato não assumido. O facto de a ética ter sido entregue a moralistas que eram padres, com um celibato obrigatório, por vezes não assumido, eventualmente infeliz, tudo isso envenenou o corpo e a sexualidade. E envenenou a mulher, porque a moral esteve entregue a homens, que talvez vivessem uma má relação com o corpo e que tinham de amaldiçoar a mulher como o fruto proibido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa má relação com o corpo não explica também o mal-estar da nossa sociedade em relação à morte?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando falamos do corpo, falamos do ser humano, do corpo-pessoa, que é este enigma, esta exaltação, esta alegria, esta pergunta infinita, mas que se confronta com o limite. E é daqui que surge a pergunta religiosa, porque, quando nos damos conta do limite, perguntamos por aquilo que está para lá do limite, perguntamos pela transcendência. Surge aqui a questão da morte. Há realmente hoje um enorme mal-estar em relação à morte, também porque se não quer aceitar o limite. O que se faz para manter o corpo jovem!... Mas envelhecemos e morreremos. E é fundamental reconciliar-se com a mortalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O mesmo mal-estar existe com a sexualidade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A relação com a sexualidade, hoje, não é boa, não é sadia. Passou-se do tabu ao vale tudo. E as pessoas percebem que não vale tudo. Um grande teólogo, renovador da moral católica, do qual agora se fala pouco, Bernard Häring, disse-me uma vez: "A Igreja Católica também tem culpa disso. Fez tabu de tudo e as pessoas quiseram depois libertar-se, mas libertaram-se mal." Por isso, hoje, vivemos este mal-estar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Há uma enorme crise de uma sociedade que apostou no espectáculo, voltada para o ter, para o consumir sem limites. A partir daí, a grande pergunta é a da morte. Da qual se fez tabu. Ora, uma sociedade que não sabe conviver com a morte também não sabe viver com a vida. Penso mesmo que, para perceber uma sociedade, mais importante do que saber como é que nela se vive é saber como é que nela se morre e nela se trata os mortos. Ora, na nossa sociedade, sobretudo por causa da desafeição em relação à religião, já não há esperança em relação ao além. Então, numa sociedade sem eternidade, só ficam instantes que não fazem tecido e, por isso, se devoram uns aos outros. A um agora segue-se outro agora... e assim sucessivamente. E é preciso viver sofregamente o instante, consumir, correr, afirmar-se na vertigem, porque, depois, não há mais nada. Este é hoje o nosso problema maior. Não sou a favor do pensamento mórbido sobre a morte - infelizmente, a própria Igreja também utilizou o medo da morte para exercer o poder -, mas penso que o pensamento sadio sobre a morte traz sabedoria ao viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O poder é uma questão-chave...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poder é fundamental para perceber as grandes problemáticas na história da Igreja, concretamente na sua contradição com o cristianismo originário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O cristianismo tem a ressurreição como resposta à morte, mas não sabe falar dela.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ressurreição deve entender-se na dinâmica do corpo-pessoa aberto à transcendência. Uma vez que a Igreja não sabe lidar com o corpo, fala da alma. Mas hoje, no quadro da antropologia, não se pode pensar em dualismo de alma e corpo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer forma, em relação ao para lá da morte, ficamos sem palavras. É o indizível. Porque nós estamos preparados para pensar no quadro do espaço e do tempo, e a morte retira-nos precisamente do espaço e do tempo. Mas a fé do cristianismo na ressurreição é essencial. Quem acredita em Deus que é amor crê que não será abandonado por Deus nem mesmo na morte. Na morte, em vez de cair no nada, o crente espera entrar na plenitude da vida em Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesse seu livro, refere-se às respostas perante a morte: resignação face ao nada, integração no todo, reencarnação, ressurreição...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Julgo que dificilmente se consegue conviver com o nada. Então, como as pessoas não toleram o nada, é interessante observar que 25 por cento dos católicos franceses acreditam na reencarnação. Entendo isso, mas penso que a reencarnação é insustentável até do ponto de vista antropológico. A ressurreição é a proposta da fé cristã. Mas ela não pode ser entendida como a reanimação do cadáver. Só se pode dizer que a pessoa na sua identidade encontrará a plenitude da vida em Deus. É um mistério do qual apenas encontramos acenos no amor e na música.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por vezes diz que a Igreja esqueceu o essencial: a ressurreição, a proposta de liberdade, a autonomia e transcendência do ser humano...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase sou levado a dizer que, desgraçadamente, a Igreja pode ser acusada por alguns de ter recuperado grande parte das causas que levaram Jesus à morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quais?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que levou Jesus à morte foi a religião oficial dos sacrifícios, que explorava o povo. Jesus enfrentou-se fundamentalmente com o sacerdócio do Templo, pois Deus dizia: "Eu não quero sacrifícios, quero misericórdia." Jesus veio anunciar um Deus de amor, não precisa de sacrifícios. As religiões estão assentes no sacrifício. Jesus enfrentou o sacerdócio do Templo e essa foi uma das causas da sua morte. A outra foi que ele morreu como subversivo, como alguém que subleva a ordem social e política injusta. Encontramos aqui a mensagem nuclear de Jesus, que o leva à morte: um Deus de amor, que não precisa dos sacrifícios e que quer que todos os homens e mulheres se amem, que haja justiça e fraternidade no mundo. A Igreja recuperou, neste sentido, algumas das causas da morte de Jesus: um Deus que mete medo e aterroriza. E nem sempre dentro da Igreja reina a verdade limpa e honesta da transparência e da justiça: pense no Vaticano e na Cúria Romana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É um Deus imoral que provoca o aparecimento do ateísmo, como sugere em vários dos textos do livro Janela do (In)visível?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um deus que mete medo, que humilha as pessoas e impede a sua alegria, que leva à violência e à guerra, é um deus em relação ao qual só há uma atitude digna: ser ateu. O mesmo se diga da doutrina que diz que Deus precisou da morte do Filho para aplacar a sua ira. Este deus seria pior que eu, é imoral, porque mata a vida, quer o sangue do Filho, precisa de vítimas. Isso é absolutamente intolerável. Um Deus que exige o sangue das vítimas é o Deus da vingança. Ora, se Deus se vinga, nós também podemos vingar-nos, podemos ir para a guerra. O Deus que Jesus anunciou constituiu uma revolução. Jesus não veio anunciar que há Deus, porque Deus nesse tempo era uma evidência social. O núcleo da sua mensagem é que Deus é amor. Esta é que é a notícia boa e felicitante do Evangelho. Ora, o que a Igreja pregou muitas vezes, ao longo dos tempos, foi uma má notícia, o "disangelho", no dizer de Nietzsche. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que explica uma parte do ateísmo. Mas, em muitos dos seus textos, tem uma visão positiva do ateísmo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Sim. Ai de nós se não houvesse ateus que sabem o que isso quer dizer...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ateus graças a Deus?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não... Admiro os ateus que, quando ainda não havia liberdade religiosa e ser ateu significava o fogo da Inquisição e implicava, no quadro doutrinal da época, ir para o Inferno, ousaram, em nome da liberdade crítica, da razão e da própria dignidade de Deus e do homem, pôr a questão de Deus e ser ateus. Esses são santos da humanidade, porque foram eles que obrigaram a criticar imagens falsas e ignominiosas de Deus. Perante os ateus, é necessário perguntar em que Deus não acreditam. Os crentes, se também souberem o que isso quer dizer, talvez estejam de acordo com alguns ateus, dizendo: num Deus vingativo, guerreiro, em nome do qual a humanidade é explorada, nesse Deus também não acreditamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tem um texto com o título Karl Marx actual. Vindo de um teólogo, soará estranho a algumas pessoas. Ainda mais hoje, em que o marxismo está fora de moda, mesmo apesar da crise... Como explica isso?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Karl Marx ensinou-nos, por exemplo, que ninguém fala a partir de um lugar neutro. Todos falamos a partir de um lugar social. A leitura que Marx faz em relação ao dinheiro enquanto mediador das relações humanas traduz a monetarização do humano. O dinheiro é o deus que tudo domina, ao qual homens e mulheres prestam culto. Estes aspectos mostram a actualidade de Marx. Tal como Galileu, que mostrou que o homem não era o centro do universo, Darwin, que ensinou que provimos da cadeia da evolução, ou Freud, que mostra que a razão não domina tudo, Marx também nos ensina a ver que nenhum de nós fala a partir de um lugar neutro. A palavra justiça não é neutra, como não há consensos neutros no domínio social, porque cada um fala a partir de um lugar próprio. O conceito de justiça não será o mesmo para um grande capitalista e para um pai ou uma mãe desempregados que têm de alimentar três ou quatro filhos. O chamado "socialismo real" morreu, felizmente, mas Marx tem muita actualidade, sobretudo nestas dimensões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A religião continua a ser a busca de sentido?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do sentido, do sentido último. Por isso é que nunca desaparecerá. E aqui reencontramos Marx. Ele tinha razão ao criticar a religião como ideologia. Mas ele não tinha razão ao pensar que, uma vez estabelecida a justiça social, a religião desapareceria. É que, mesmo que fosse possível uma sociedade transparente e sem conflitos sociais, a religião não desapareceria, porque há sempre o problema do sentido final, da morte, do tédio, como dizia Ernst Bloch.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na prática e na disciplina da Igreja, quais são os aspectos mais importantes a mudar?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tarefa fundamental é testemunhar, por palavras e obras, o Evangelho de Jesus e ajudar as pessoas a fazer a experiência de Deus. A Igreja precisa de assumir o valor da autonomia, em vários domínios, como a participação dos leigos, a liberdade de investigação e ensino, abrir-se a uma cosmovisão processual e não estática, confrontar-se com o pluralismo, com as novas ciências, nomeadamente as neurociências. A grande crise do nosso tempo é que já não há espaço para as grandes perguntas, sendo pois missão da Igreja manter acesa a pergunta. Para isso, ela própria tem de deixar-se interrogar. Tem de repensar a questão da sexualidade, nomeadamente, dos contraceptivos, da lei do celibato obrigatório. As mulheres não podem continuar a ser discriminadas. Não sou ingénuo: tem de haver alguma organização dentro da Igreja, mas uma coisa é o ministério e outra é o poder enquanto domínio e carreirismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A função clerical de hoje não tem mais a ver com o sacerdócio judaico do tempo de Jesus do que com os ministérios dos primeiros tempos do cristianismo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande categoria religiosa é o sagrado, o mistério. O sagrado é o referente de todas as reli-giões. Se não houvesse experiência do sagrado, do mistério, as religiões não teriam lugar. Mas isso não implica a sacralização dos sacerdotes para oferecer sacrifícios. O Novo Testamento evitou a palavra "hiereus", que significa sacerdote. Na Igreja primitiva, fala-se em ministérios e não em sacerdotes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como deveria a Igreja encarar a questão do limite em casos como o aborto ou a eutanásia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou contra o aborto, que é um mal, objectivamente. Deveria haver educação sexual séria, também para que o aborto fosse evitado e para que as pessoas pudessem exercer a sua autonomia sexual no amor, na alegria e na dignidade. Dito isto, a Igreja deveria estar muito atenta aos progressos científicos e distinguir entre vida, vida humana e pessoa humana. Assim, por exemplo, até à nidação, uma vez que pode haver ainda gémeos monozigóticos, não temos propriamente um indivíduo, de tal modo que a interrupção do processo não se pode chamar um homicídio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acrescento que a Igreja tem de saber argumentar, também do ponto de vista ético. Quando se diz que só se devem usar meios anticoncepcionais naturais, pergunto: o que são métodos naturais, se foi o homem que os descobriu? A Igreja torna o seu discurso não crível, porque, por vezes, a argumentação é frágil ou inexistente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Indo à sua pergunta, julgo que um cristão não estava impedido de votar favoravelmente o projecto de lei da descriminalização do aborto. O que é inadmissível é que, depois, segundo a lei, a mulher que aborta não pague taxa moderadora e seja possível fazer dois ou mais abortos por ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E quanto à eutanásia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A eutanásia é um problema em aberto, que não pode ser tabu. Se Deus deu a vida humana, deu-a mesmo. A argumentação que muitos cristãos apresentam de que não se pode intervir no fim da vida porque esta é dom de Deus não tem em conta a autonomia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dizia que a vida é um dom de Deus...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se Deus deu a vida, a vida, para o ser humano, é um dom e não é um fardo. E, com autonomia, tem pelo menos o direito de pôr a questão da eutanásia. É uma questão em aberto. Claro que neste problema, como no aborto, estamos perante questões-limite, que devem ser tratadas com toda a responsabilidade. Ninguém pode acabar com a vida de modo irresponsável, porque nós também pertencemos aos outros. E é preciso sublinhar que só o próprio é que poderá dispor da sua vida, em determinadas circunstâncias e mediante um pedido de ajuda consciente e consistente. Exige-se imenso cuidado no debate, porque vivemos numa sociedade na qual predomina o poder do dinheiro e o economicismo, há pouco respeito pela vida e os velhos são menosprezados e até excluídos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Entrevista conduzida por António Marujo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-8022609770877122848?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/8022609770877122848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/8022609770877122848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/02/anselmo-borges-em-entrevista-publica.html' title='Anselmo Borges em entrevista à Pública (06.02.2010): &quot;A religião oprime quando impede a alegria a nível sexual&quot;*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-7678723503590424360</id><published>2011-02-02T10:35:00.002Z</published><updated>2011-02-02T10:42:35.592Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA DE UM RESENDENSE… EM SINTRA: Chamo-me Joaquim de Jesus e nasci em Passos, Cárquere, há 75 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vida madrasta em Cárquere&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Vim ao mundo no dia 1 de Setembro de 1935. Éramos seis irmãos (três rapazes e três raparigas). Fui o penúltimo a nascer; ainda cá continuamos três. A minha mãe foi mãe solteira. Foi servir para uma quinta do Enxertado, onde teve o primeiro filho do patrão, que era casado. A mulher não tolerou tal situação, tendo sido despedida. Mas a ligação ao antigo patrão continuou, tendo tido mais cinco filhos.&lt;br /&gt;A minha mãe, que viria a morrer com 60 e poucos anos, só tinha uma casinha com um pequeno quintal e nada mais. Imagine as dificuldades que teve para nos alimentar e criar. Passámos muita fome. Havia dias que não havia nada para comer. Plantávamos umas couves no quintal, mas não duravam sempre. Recordo-me de ir pedir, mas só as pessoas mais abastadas, que eram poucas, davam qualquer coisinha. A maior parte das vezes, vinha com as mãos abanar. Os vizinhos também eram pobres. Mesmo que quisessem,  não nos podiam ajudar.  Não tínhamos nada para enganar o estômago. Era terrível.&lt;br /&gt;Na altura não havia cá escola. Mas mesmo que houvesse,  nunca iria para a escola. Como era possível aprender, cheio de fome? Onde iria arranjar dinheiro  para comprar livros, papel e canetas? Comecei a trabalhar com sete anos. Oferecia-me para ir guardar as vacas e ovelhas para as lameiras e montes. Também ajudava em trabalhos nos campos. Deitava as águas, acartava sacos, rapava as ervas. Não ganhava qualquer ordenado; a paga era em géneros: pão, batatas, caldo…Com treze anos, comecei a trabalhar como ajudante de pedreiro e mineiro. Dei muitos dias nas terras do Presidente da Câmara Municipal de então. Ganhava à volta de catorze, quinze escudos por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na tropa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No dia 4 de Abri de 1956, fui para a tropa, para a Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, no Alentejo. Os primeiros dias custaram-me muito por causa das saudades. Não chorava por vergonha. Depois passou. Considero que foi uma sorte ir para a tropa. Ao menos, tinha onde comer. É triste ter de dizer isto, mas é a realidade. A vida em Cárquere era uma miséria.&lt;br /&gt;A minha especialidade era a de apontador de obus 14. Frequentei a escola de cabos. Fui 1.º cabo. Na verdade,  para ir para cabo era preciso ter o exame da 4.ª classe. E eu tirei-a. Esqueci-me de lhe dizer. É que entretanto, antes de vir para a tropa, construíram  uma escola em Cárquere, tendo   a respectiva  professora ido viver para casa do Dr. Brito Dias. Foi ele que me incentivou a aprender a ler e escrever. Formámos um grupo de meia dúzia de pessoas e tínhamos aulas à tardinha ou à noite. Fiz o exame da 4.ª classe na véspera de S. João, na escola primária de Resende. A esposa do Dr. Brito de Matos, a Prof. Odete, também ajudou muita gente, pois  ensinou muitos adultos a ler.&lt;br /&gt;Fiz dezoito meses de tropa. Comparado com as dificuldades que tinha passado, a disciplina militar não me metia medo. Enfrentava sem problemas os desfiles, exercícios físicos, treinos de tiro,  percursos nocturnos, corridas e outras manobras. Por mais dura que fosse aquela vida, tinha roupa lavada, cama e comida.  Como não tinha dinheiro, nunca fui de fim-de-semana. Para matar saudades escrevia à minha mãe. Mas como eu, havia muitos. Poucos tinham dinheiro para vir às terras. Só os oficiais, sargentos e meia dúzia de soldados tinham esse privilégio.  Aproveitávamos para dar uns passeios por Vendas Novas e arredores, pois não havia mais nada com que passar o tempo. Era uma vida sadia. Não havia televisão e jornais nem vê-los.  Hoje em dia é o contrário. A malta nova vê televisão a mais e está sempre agarrada aos computadores e telemóveis. &lt;br /&gt; Com as poupanças do pré, cheguei ao fim da tropa com 90 escudos. No quartel conheci uns colegas que eram de Sintra. Pelo que me apercebi lá havia muito mais oportunidade de arranjar trabalho. Como sabia que se voltasse para o nosso concelho me esperava a miséria,  arrisquei ir para Sintra. De qualquer maneira, pedi para que o destino da guia de marcha fosse Resende, pois, se tivesse azar e não encontrasse trabalho, tinha a viagem paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Sintra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Lembro-me que  era já noite quando cheguei à estação de Sintra. Não conhecia ninguém nem sabia que por aqui já havia muitas pessoas de Resende. Dirigi-me a um motorista de táxi e perguntei-lhe se conhecia alguém que me podia dar trabalho. Ele disse-me: “vai por aqui e por ali e encontra um matadouro, chegando lá desenrasca-se”. Fui dar a uma taberna. Comi lá qualquer coisa e consegui que me dessem cama nessa noite. Deram-me uma manta e dormi assim no chão. Ao outro dia indicaram-me um celeiro. Fui até lá e deram-me logo trabalho. Não hesitei, tendo ficado logo lá. O meu trabalho consistia em encher sacos e levá-los para a estação de comboios de Sintra.&lt;br /&gt;Infelizmente,  passadas duas semanas, a minha mãe mandou-me uma carta do Exército que chegou através do Regedor a informar que  deveria apresentar-me novamente no quartel de Vendas Novas. Caso não o fizesse, era considerado refractário, podendo ser preso. Embora contrariado, lá fui. De Vendas Novas mandaram-me com outros colegas para Évora, onde fomos substituir uma companhia que tinha sido mobilizada para a Índia. Estive nessa cidade sete meses.&lt;br /&gt;Findo este tempo, voltei para Sintra, mas  já não fui para o celeiro. Procurei outra ocupação. Consegui arranjar trabalho na Quinta da Regaleira. Continuei a ir dormir a uma sala pertencente aos donos da tal taberna de que já lhe falei. Entretanto, soube que havia uma casa alugada a um dos trabalhadores que a subalugava a outras   pessoas. Nas redondezas era conhecida como a casa dos malteses. E eu fui mais um. Aí estava mais à vontade. &lt;br /&gt;Estive três anos na Quinta da Regaleira. Depois comprei um negócio por trespasse que se dedicava à venda e distribuição  de leite. Para poder fazer isso comprei uma carrinha. O leite ia comprá-lo à UCAL (União das Cooperativas Abastecedoras de Leite de Lisboa) , na Portela, próximo de Sintra. Ia de porta em porta. Muitos fregueses pagavam-me a pronto, outros à semana e ainda outros ao mês. É claro que a alguns tinha mesmo de deixar fiado por mais tempo. À UCAL tinha de pagar diariamente em dinheiro vivo. Governei assim a vida durante cerca de dez anos. Trabalhava muito, mas também deu para comprar um terreno onde fiz uma casa,  com um grande quintal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na UCAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Findo este tempo, a UCAL  propôs-me a compra do trespasse do negócio com a consequente integração nos seus quadros de trabalhadores, o que aceitei. O meu trabalho era ir vender com um camião leite pelas lojas comerciais, restaurantes e cafés da região. Ia com um ajudante. Tinha um vencimento, mas também ganhava à comissão. Os produtos da  UCAL eram bem aceites no mercado. Vendia embalagens de leite, manteiga, leite com chocolate, queijos, natas e iogurtes.&lt;br /&gt;Trabalhei na UCAL trinta anos. Estou reformado há quinze. Foi mais ou menos na mesma altura em que  a União de Cooperativas foi adquirida pela Parmalat. Este negócio, que aconteceu em 1993,  deu na altura muito que falar. Dava a impressão que eles queriam tomar conta do leite em Portugal. E vieram com muita força. Pelo sim e pelo não, preferi retirar-me. Alguns dos meus colegas foram integrados na nova empresa. Recordo-me de se falar muito na  Parmalat, mesmo antes de vir para Portugal, pois tinha sido pioneira na utilização de embalagens da Tetra Pak, o que permitia a longa conservação do leite. Isto fez com que tivesse muito sucesso. Ao destacar-se nos anos 70 como patrocinadora desportiva, com presença no Campeonato do Mundo de Ski e da Fórmula 1 e,  mais tarde,  no mundo do futebol, a marca tornou-se conhecida em todo o mundo. Por isso, os meus colegas viram a chegada da Parmalat com alguma confiança. Sei que em Itália os tribunais declararam a falência da empresa mãe em 2003, mas em Portugal nunca houve problemas, embora a competição sempre fosse grande.  Como sabe,  a Parmalat/Portugal alargou o negócio aos produtos de forno, sumos e bebidas, mas continua a apostar na imagem e marca UCAL. Por isso comercializa leites, natas e manteigas com a designação UCAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na reforma&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Já me esquecia de dizer que casei tinha eu 27 anos. Conheci a minha mulher na sede da UCAL. É natural daqui. Não tenho filhos. Tenho ainda dois irmãos vivos, como lhe disse no princípio da conversa.  Um vive Resende e um outro  aqui, na região de Sintra. Os que já partiram, um irmão morreu em Cárquere e duas irmãs no Brasil. Estas casaram, foram para o Brasil e nunca mais cá vieram. Sei que tenho sobrinhos, mas para lhe ser sincero nem sei quantos são. Há uns anos, uma sobrinha veio a Portugal conhecer as suas origens, foi a Resende e andou por cá. Esteve vários dias em minha casa.&lt;br /&gt;Tenho passado bem a reforma. Não me tem faltado que fazer. Tenho um quintal com cerca de mil metros quadrados, onde tenho um pouco de tudo: couves, batatas, cebolas, feijão, tomate, alfaces, pepinos e algumas árvores de  fruto. Ando sempre ocupado. E agora até demais, pois a minha mulher deu uma queda e tenho de cuidar dela, embora se levante e coma por ela. E agora é que vou perdendo as forças, pois ainda ia cultivando uns terrenos herdados pela minha mulher. Agora infelizmente andam lá umas ovelhas que nem sei a quem pertencem. Tenho pena, mas ninguém quer cultivar esses terrenos. Isto não acontece só por Resende. Nem cultivando de borla as pessoas querem. Talvez com esta crise as coisas mudem. Eu acho que têm de mudar. Por que é que há-de vir tudo do estrangeiro quando podemos cultivar nós? Nem que seja para evitar comprar nos supermercados, como eu faço. Poupo dinheiro e sei o que como.&lt;br /&gt;Continuo a fazer 15 dias ou um mês de férias nas unidades hoteleiras do INATEL. Já estive quase em todas, embora aquela que mais  frequentei tenha sido  a do Algarve. Também já fui numa excursão à Madeira, Suíça e Espanha.&lt;br /&gt;Estive em Resende oito vezes. Lembro-me muito dos tempos passados, mas acho que foram tempos difíceis. Foram dias de muita fome e de muito trabalho. Não havia futuro. Agora aquilo está muito mudado. Há estradas por todo lado, escolas, piscinas e mais lojas comerciais. No meu tempo, não havia tempo nem dinheiro para os mais novos se divertirem. A única coisa que me dá mais alegria recordar é a música, pois tocava realejo, e as desfolhadas, onde a gente se divertia. Ficam sempre recordações, mas encontro poucas que me tivessem dado felicidade. Ficaram-me as bonitas paisagens dos campos, da  serra e do Douro. Espero que não aconteça aos mais novos  aquilo que fui obrigado a fazer: ter de procurar trabalho noutras terras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, número de Janeiro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-7678723503590424360?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/7678723503590424360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/7678723503590424360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/02/historias-de-uma-vida-de-um-resendense.html' title='HISTÓRIAS DE UMA VIDA DE UM RESENDENSE… EM SINTRA: Chamo-me Joaquim de Jesus e nasci em Passos, Cárquere, há 75 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-2897097181220825094</id><published>2011-01-06T17:34:00.001Z</published><updated>2011-01-06T17:41:19.763Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ovadas'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM OVADAS: Chamo-me Américo Dias Botelho e nasci na Granja, Ovadas, há 90 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tempos de infância e juventude&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nasci aqui na Granja, no dia 14 de Novembro de 1920. Éramos nove irmãos. Ainda estamos cinco vivos. Falando com franqueza, nunca pensei viver tantos anos e, por isso, dou graças. Antigamente, a esperança  de vida era baixa. Posso considerar-me, pois, um homem de sorte. Mas saio a boa cepa, pois o meu pai morreu com 82 anos; a minha mãe é que morreu mais nova, com 64. Era difícil prever uma vida muito longa com tantos filhos.&lt;br /&gt;O meu pai sabia ler e escrever bem. Fabricava terras e negociava gado. Trazia sete, oito vacas nas terras, um grande rebanho de ovelhas e cabras e matava três porcos. Vivíamos razoavelmente bem para a época. A minha mãe era doméstica, tratava dos filhos; só sabia escrever o nome.&lt;br /&gt;Nasci numa casa no meio da aldeia. Esta casa, onde estamos agora, comprei-a aos meus irmãos. Passou-se aqui um episódio de que me recordo muito bem. A casa estava a acabar de ser construída, mas já cá vivia uma minha avó e a minha madrinha. Deveria ter dois anos e meio a três anos, quando um dia a minha avó me trouxe para aqui para a desmama. Senti tanta falta da minha mãe que fugi à procura dela na casa lá de baixo, mas ela escondeu-se, e a criada trouxe-me outra vez à força cá para cima. Não imagina a gritaria; berrava como um cabrito.&lt;br /&gt;Andei aqui na escola da Granja, que ficava numa casa emprestada pelo meu pai. Tirei só a 3.ª classe, porque a professora foi transferida para Felgueiras e nunca foi substituída. Mas foi uma terceira como deve ser.&lt;br /&gt;Depois de deixada a escola, passei a ajudar o meu pai nas lides da terra,  acompanhando-o às feiras para vender e comprar gado. Também  levava  os animais a pastar pelos campos e pela serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Moçambique&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de casar com a Henriqueta,  de Ovadas de Baixo, que conheci nas idas à igreja e nas festas que aí se realizavam, fomos viver para casa dos meus pais. A minha mulher tinha um irmão em Moçambique, que me fez despontar a vontade de dar um novo rumo à vida. Pensei que lá haveria outras oportunidades que não deveria desperdiçar. O meu cunhado tratou de tudo:  da viagem e da carta de chamada. Deixei cá a mulher e um filho de quinze dias, que infelizmente viria a morrer por volta dos  dois anos. Tinha então 22 anos. Estive lá quinze anos sozinho.&lt;br /&gt;O meu primeiro trabalho foi o de praticante de via dos Caminhos de Ferro, na então Lourenço Marques, hoje Maputo. Quem mo arranjou foi o Dr. Aires Pinto Ribeiro, Director dos Serviços de Saúde de Moçambique, que era amigo do meu pai. Entretanto, comecei a estudar à noite para terminar a 4.ª classe, o que aconteceu rapidamente. Passado meio ano, mandaram-me para o norte, mais propriamente para Tete. Preparei tudo e fui-me despedir do Dr. Aires Ribeiro, que,  admirado perante esta mudança repentina, me disse: “tu não vais nada para Tete” e pegou no telefone. Feito o telefonema, acrescentou: “amanhã vais ter com o Director dos Correios de Lourenço Marques, que se chama Francisco Paulo Menano, que  tem lá uma surpresa para ti. E assim foi. Comecei como distribuidor interino, continuando na capital. Depois, sempre através de concurso com várias dezenas de concorrentes, passei sucessivamente para distribuidor, tendo ficado em 6.º lugar; a seguir para distribuidor de primeira, tendo ficado em 3.º lugar e, por último, concorri para a fiscalização, tendo ficado em 1.º lugar. &lt;br /&gt;Quando me encontrava em acções de fiscalização, por vezes aparecia o Director Geral dos Correios, Eng. Raul Coelho Lopes Duarte, que sabia da qualidade do meu trabalho, e ao ver-me, chegou a  desabafar para os meus superiores: “eu bem queria abrir as portas a este homem, mas não consigo, pois é preciso ter o canudo”. Abriu então vaga para chefiar a 8.ª Secção da Estação Central, mas era preciso ter o antigo 7.º e eu só tinha a 4.ª classe. Para ocupar estas funções enquanto não abria concurso, fui designado  chefe interino. Entretanto, foram abrindo vagas para 2.º oficial e 1.º oficial a que concorri. Lembro-me de, em mais de 300 concorrentes, ter ficado em 2.º lugar neste último concurso, muitos deles habilitados com o antigo 7.º ano. E como sou um homem de sorte, abriu também concurso para a Chefia da 8.ª Secção, em que uma das condições que possibilitava o acesso, para além de ter o 7.º ano, que eu não possuía, era a experiência do lugar, que me assentava que nem uma luva. Pude assim continuar como Chefe da dita Secção, o que me proporcionava mais algum dinheiro.  E como não vim para Moçambique propriamente para passar férias, pouco tempo depois de entrar nos Correios, tornei-me também bombeiro e fiscal/controlador de bilhetes  nos cinemas Estúdio e Dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Após um ano de férias em Portugal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passados dez anos desde que cheguei a Moçambique, quando era 2.º oficial,  vim de férias à então chamada Metrópole. Foi um ano de que guardo gratas recordações. Pude revisitar estas terras de que tanto gosto e,  sobretudo, reencontrar a minha mulher, família e amigos. A pé e a cavalo tive oportunidade de ir várias vezes a Lamego, Resende e aldeias vizinhas e percorrer as  serranias, que conheço como as minhas mãos.&lt;br /&gt;De volta a Moçambique, a minha mulher acompanhou-me. Continuei a trabalhar nos Correios e a fazer umas horas como bombeiro e como fiscal nos cinemas. A minha mulher trabalhou sempre como doméstica. Entretanto, nasceu um filho, que viria a ser o único,  no qual tudo investimos, procurando proporcionar-lhe a  melhor educação. É hoje advogado em Lisboa (Dr. Américo Isidro Castro Botelho). Fez o liceu em Lourenço Marques, tendo a sua vocação  sido definida logo no exame de admissão pelo Director de Instrução Pública. Ao notar a forma como falava e como sabia responder a  todas as perguntas que lhe foram colocadas na prova oral, aquele responsável sentenciou: “ tens de ir para advogado; será aí o teu lugar certo”.  E assim foi com alguma pena nossa, pois teve de vir estudar mais tarde para cá, para a Faculdade  de Direito da Universidade de Lisboa.&lt;br /&gt;Viemos cá uma segunda vez de férias. Era a chamada licença graciosa, que podia ser gozada, em média de quatro em quatro anos na Metrópole. Era a vantagem de se trabalhar para o Estado. Tínhamos as viagens pagas, continuando a receber uma parte dos vencimentos durante cerca de meio ano. Tive até oportunidade de vir cá mais vezes.&lt;br /&gt;O chefe dos correios disse-me várias vezes que arranjava trabalho para a minha mulher, mas eu preferi sempre que ela tratasse da casa e da educação do filho. É tarefa tão digna como qualquer outro trabalho ou talvez mais. Ainda não percebi por  que é que  uma mulher não se pode realizar trabalhando em casa e ajudando na educação dos filhos,  desde que o marido tenha meios para sustentar o lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regresso após o 25 de Abril&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando se deu o 25 de Abril, previ que iriam acontecer alterações na vida dos portugueses a viver em Moçambique.  Não era preciso ser muito inteligente para se perceber que muitos privilégios iriam acabar, o que não era o meu caso, pois vivia do meu trabalho. Muitos lugares, sobretudo os que não exigiam grande especialização, como na função pública, estradas, caminhos de ferro, portos e mesmo correios,  iriam logicamente  ser ocupados pelos negros num Moçambique independente. Foi isto que eu previ. Por isso, tratei de me reformar e vir o mais rapidamente possível. Ainda consegui mandar para aqui alguma tralha, mas pouca, porque começaram logo a pôr muitos obstáculos. Vim antes dos acordos de Lusaka, assinados em 7 de Setembro de 1974,  que fixou as condições para a independência, tendo  Portugal de aceitar as imposições de Samora Machel. Felizmente  já cá estava quando aconteceram  graves distúrbios em que foram mortos alguns brancos e saqueadas várias lojas na zona de Lourenço Marques,  na sequência da ocupação do Rádio Clube por alguns aventureiros brancos. A propósito,  peço que escreva que eu sempre convivi com todos e guardo boas recordações daqueles com quem trabalhei, fossem brancos ou pretos.&lt;br /&gt;Deixei lá, em Moçambique, um prédio com seis apartamentos, duas lojas e dois armazéns. Ficaram alugados, mas depois foram nacionalizados. Todas as casas, como sabe, não habitadas pelos próprios proprietários reverteram a favor do Estado moçambicano. O meu filho deslocou-se lá, aqui há uns anos, e foi pedir esclarecimentos, mas disseram-lhe o seguinte: “se quiserem o prédio de volta, venham para cá habitá-lo que nós devolvemo-lo”. Ficava na então Av. Paiva de Andrade, n.º 999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Ovadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me muitas vezes da vida que levava em Lourenço Marques. Lá era mais conhecido que o Borda d’Água. Embora trabalhasse bastante, gostava daquela maneira de viver. Fazíamos amigos com facilidade e as pessoas eram muito abertas e alegres. Deixei lá muitos amigos. Tenho trinta e nove afilhados espalhados pelo mundo, a maioria dos quais em Moçambique. Lá querendo trabalhar, não faltava nada.  Aqui as pessoas são mais fechadas e desconfiadas, talvez devido às dificuldades por que passaram.&lt;br /&gt;Sinto-me aqui bem. Gosto muito desta terra, que palmilhei em pequeno. Esta encosta de Ovadas é muito bonita. Entre herança e compras com o dinheiro que fui juntando, tenho duas quintas em Miomães, de bastante rendimento, onde tenho dois caseiros. Aqui, na Granja, tenho terras que já deram lugar a três caseiros, que chegaram a criar 15 vacas.  Agora, ninguém está interessado nisto. Não consigo que venham trabalhar, nem que fosse de graça. Acho que as pessoas habituaram-se  ao rendimento mínimo, pago pelo Estado, e não lhes interessa trabalhar.&lt;br /&gt;Quando vim, ainda levei uma vida boa. Comprava e vendia gado para os caseiros e andava por todo o lado. Retomei a minha actividade de caçador de que sempre gostei. Ainda fizemos caminhadas por esses montes à procura de coelhos e perdizes, que era um pretexto para conviver. Agora, tenho de ficar mais por casa, pois não posso deixar a minha mulher sozinha, como vê. Há uns tempos sentiu uma dor na cabeça, talvez tivesse um derrame cerebral, e nunca mais foi a mesma. Fala, mas não se lembra de nada. Sou eu que tenho de fazer a comida e tratar da casa. Vem cá uma rapariga, que é minha afilhada,  limpar a casa e passar a roupa.  Para distrair a minha mulher vamos a todas as feiras a Resende. Ando lá com ela pela mão e depois levo-a a comer. Quem conduz o meu carro é um irmão meu que vive aqui na Granja, e que já viveu no Brasil, onde teve um táxi. Tenho receio de conduzir.  O meu filho telefona-me todos os dias. Vem cá quinzenalmente com a mulher. Nessas alturas, escuso de me preocupar, porque eles tomam conta da cozinha. Gosto muito de os cá ver assim como os meus netos.&lt;br /&gt;Gostei de o conhecer e de  saber que é de Paus e que conhece o Antoninho, casado com a Adelinha, de Moumiz. O António (Dias Pinto Alberto) é meu cunhado, irmão da minha mulher. Também esteve em Moçambique, onde trabalhou nos caminhos de ferro. O mundo é pequeno. E agora vou mostrar-lhe a minha casa e, no fim,  tem de comer um bocado de presunto caseiro e provar o meu vinho.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: “Histórias de uma vida…” é fruto de uma conversa não gravada, podendo não corresponder exactamente ao que nela foi afirmado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; *Apontamento da autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Dezembro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-2897097181220825094?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2897097181220825094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/2897097181220825094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2011/01/historias-de-uma-vida-em-ovadas-chamo.html' title='HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM OVADAS: Chamo-me Américo Dias Botelho e nasci na Granja, Ovadas, há 90 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4754035739373935875</id><published>2010-12-28T09:48:00.003Z</published><updated>2010-12-28T09:52:36.204Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eventos'/><title type='text'>CASA DO CONCELHO DE RESENDE EM SINTRA ORGANIZOU FESTA DE NATAL*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Almoço de Natal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como já vem sendo hábito, a Casa do Concelho de Resende em Sintra levou a efeito, no passado dia 12 de Dezembro, na sede do Sporting Clube de Lourel,  uma  festa de Natal, de cujo programa fez parte um almoço e uma tarde de convívio. Durante toda a manhã, voluntários deram o seu melhor na cozinha para que do almoço saísse um manjar. Enquanto na cozinha se trabalhava afanosamente, uma mesa ao lado ia-se embelezando de aperitivos e sobretudo de sobremesas que iam chegando, fruto da arte e colaboração de várias famílias.&lt;br /&gt;A partir das 12h começaram a aparecer os primeiros convivas. Até ao início da refeição, pelas 13h, quem chegava ia pondo a conversa em dia. Os vínculos a Resende foram ditando as palavras, dichotes e silêncios, sendo a razão do à vontade entre todos. Foi lá, na mesma terra comum, que se moldaram personalidades, se forjaram os primeiros sonhos, se construiu a paisagem indelével das geografias pessoais e se desenrolaram os acontecimentos que se converteram em referências da memória e em escudos contra a saudade. Para quem vive longe, Resende é um conjunto de lugares e pessoas que povoam recordações, tendo o condão de desencadear, mais que um sentimento de melancolia, uma força tranquilizadora que, não importando onde se viva, convoca para convívios entre conterrâneos como este,  ou para o refúgio originário onde se nasceu e cresceu, para onde se pode retornar ou regressar definitivamente.&lt;br /&gt;Marcaram presença neste almoço, servido a preceito por uma equipa com adereços do Pai Natal, 167 pessoas. O Presidente da Direcção, Joaquim Pinto, desejou a todos Boas Festas de Natal, fazendo simpaticamente questão de sublinhar a presença do repórter do “Jornal de Resende” nos últimos eventos  da Casa do Concelho de Resende, tendo lançado o desafio  aos presentes para que assinassem e lessem este jornal, pois, além das notícias,  “tem a vantagem de  não sujar os dedos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tarde de convívio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O programa da tarde esteve muito voltado para os mais novos, como convida esta quadra natalícia. Por volta das 16h, teve início uma representação teatral por um grupo de dez jovens, que levou ao palco a peça “Noddy salva o Natal”, escrita pela Educadora Carolina Pinto Dias. Durante cerca de um mês, “o encenador” Joaquim Botelho deu vida e ajudou a interiorizar personagens tão divertidos como o Noddy, o Pai Natal, o Sonso, o Orelhas ou o Mafarrico, que prenderam a atenção e fizeram soltar gargalhadas à numerosa assistência. “Era uma vez no país dos brinquedos…” foi o mote inicial que teve o condão de calar toda a gente.&lt;br /&gt;Seguiu-se a actuação do Grupo Coral da Casa do Concelho de Resende, que brindou a assistência com várias canções alusivas ao Natal. Refira-se que a sua próxima actuação acontecerá no dia de Reis, nos espaços da Câmara Municipal de Sintra, onde mais uma vez serão os arautos de canções assentes num reportório com origem,  quase exclusivamente,  no concelho de Resende. Na sequência desta actuação, foi dada a oportunidade para alguns dos mais novos mostrarem os seus talentos musicais.&lt;br /&gt;Quando menos se esperava, um grupo de palhaços entrou em cena, pondo as crianças de olhos em bico, e que serviu para preparar a chegada da personagem mais desejada, ou seja,  o Pai Natal. Quando este apareceu, com o sonoro “Ho!Ho!Ho!...”, foi o encantamento para as 27 crianças presentes, que seriam  contempladas com  brinquedos, retirados  de um grande saco vermelho. Para marcar ainda mais a diferença desta tarde, dedicada sobretudo às crianças,   as mesmas,  antes de irem para suas casas experimentar os brinquedos recebidos,  foram obsequiadas com um lanche, à base de bolos e pastéis, que já tinham feito crescer muita água na boca.&lt;br /&gt;Refira-se que esta tarde de animação, que mereceu o aplauso de todos,  foi fruto exclusivo  do empenhamento e da criatividade de elementos ligados à Casa de Resende, o que deve  ser devidamente realçado.&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, número de Dezembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4754035739373935875?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4754035739373935875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4754035739373935875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2010/12/casa-do-concelho-de-resende-em-sintra.html' title='CASA DO CONCELHO DE RESENDE EM SINTRA ORGANIZOU FESTA DE NATAL*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-7817767881312914624</id><published>2010-12-14T16:11:00.002Z</published><updated>2010-12-14T16:22:59.689Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barrô'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM BARRÔ: Chamo-me Henriqueta de Jesus e nasci em Vales, Barrô, há 76 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vida dura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Venho das minhas territas, onde continuo a trabalhar. Semeio batatas e feijões,  planto cebolas, alfaces, tomates e couves; apanho fruta, vindimo e faço a poda. Parar é morrer. Para cismar já me basta à noite, pois tenho de tomar uns comprimidos para dormir. Então, quer falar comigo acerca da minha vida? Tenho pena em desapontá-lo, mas eu não tenho muita coisa boa para lhe contar. Tive uma vida muita dura, sabe? Passei uns maus bocados e alguma fome. Antigamente, vivia-se com pouco. Não podíamos exigir muito, pois as dificuldades eram muitas. Até aos cinco, seis anos, morriam muitas crianças. Comia-se mal e,  em caso de  febres e doenças, não havia dinheiro para ir ao médico. Havia anos, por causa do codo, que queimava tudo, em que nem couves havia para fazer o caldo. Para enganar a fome fazia-se uma sopa de água com unto ou de ramas de batata, de casca de favas e até de urtigas. Sobreviver a tudo isto era um milagre. A juventude de hoje não faz a mínima ideia de quanto a vida era dura antigamente. Estou convencida que a gente nova de hoje não aguentaria. Foi habituada a ter tudo e a não fazer nada. Por isso, não se esforça como devia ser. Ao menos que estudasse para compensar os esforços dos pais. Mas não vejo isso. A malta nem estuda como devia nem ajuda os pais. Não vejo os jovens preparados para enfrentar o que aí vem. As notícias que dão na televisão não são muito animadoras. O país está muito endividado. Quiseram viver todos à grande e à francesa à custa dos outros. E claro, não havendo trabalho, nada feito. Só espero que ainda sobre dinheiro para pagar os remédios e as pensões dos mais pobres. Mas até nisso, segundo dizem, também vão mexer.&lt;br /&gt;Está a ver esta encosta, por aí acima? Desde criança era percorrida a pé e descalça, quer fizesse sol, quer caísse chuva. Muitas vezes, fui à feira a Lamego descalça e carregada, com uma côdea de pão para o caminho. Em dia de festa, como a de Nossa Senhora dos Remédios, ia descalça, levando os sapatos num saco, só os calçando no destino. Mas era uma alegria, pois púnhamos a conversa em dia com os nossos vizinhos e gentes das aldeias próximas. Desde pequena aprendi com a minha mãe o quanto era a vida dura para uma mulher. Cedo vi como se amassava a farinha, se acendia o forno e se cozia o pão, e logo comecei a ajudar. Também comecei muito nova a lavar a roupa. Era preciso branquear os lençóis já gastos e tirar o surro das calças, camisas e saias, ensaboando-as bem, mexendo aqui, torcendo ali, em horas seguidas de muito esforço. Depois de posta a corar e secar, engomava-a, como agora se diz, com um ferro já velho, bufando lá para dentro de vez em quando para que as brasas avivassem.&lt;br /&gt;Comia-se do que havia. Mas se aparecia algum pobre, daqueles que andavam de terra em terra e nada tinham, porque eram doentes ou já não tinham forças para trabalhar, não iam embora sem lhes oferecermos uma malga de caldo ou um naco de broa. Naquele tempo, era a miséria e não havia reformas. Tínhamos de ser uns para os outros. Alguns dormiam para aí em palheiros e em lojas.&lt;br /&gt;Era muito difícil ser mãe e ter filhos. Não havia consultas nem se ia para o hospital como agora. Conheço algumas mulheres que morreram ao tê-los. Eram ajudadas por uma mulher com experiência e era o que Deus quisesse. Por isso se dizia, quando uma mulher andava grávida, “oxalá o tenhas numa boa hora”. O único luxo, que vinha a seguir, era comer uma canja e ficar na cama, não por muitos dias. No terceiro ou quarto, já tinham de se levantar para a rotina do dia a dia, sabe-se lá com que sacrifício, porque a vida não podia esperar e,  se as mulheres ficavam de cama, o mundo parecia que acabava lá em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crescer com a apanha de tojo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nasci aqui perto, em  Vales, no dia 18 de Abril de 1934. Éramos seis irmãos. Felizmente, ainda cá estamos quatro vivos. O meu pai andava ao dia aqui na freguesia de Barrô, S. Martinho de Mouros, Cambres e Penajóia. A minha mãe tratava dos filhos e  de uma territas, onde se semeava e plantava o essencial para não se morrer à fome.&lt;br /&gt;Não fui à escola. Para os meus pais era uma perda de tempo, pois tinha de trabalhar. Tenho pena de não saber ler nem escrever. Desde pequena comecei a ir ao tojo por esta serra acima. Íamos para lá de manhã e à tarde fazer molhos, que vendíamos a quatro e cinco escudos. O tojo era arrancado à enxada e apanhado à mão. É uma planta que até dá umas flores bonitas na Primavera, mas tem muitos picos. Tínhamos de lidar com elas sem luvas ou qualquer protecção. O tojo era para a renova das vides, servindo de adubo, sendo enterrado por altura do Natal e Janeiro. Era muito procurado pelos proprietários das quintas daqui de Barrô, Penajóia e S. Martinho de Mouros. Ao longo de todo o ano, também se vendia para estrumar os campos e as lojas onde estavam os animais. E até, junto de cada casa, se fazia uma estrumeira a partir de tojos e fetos, onde as pessoas despejavam os caldeiros de urina e faziam as necessidades.&lt;br /&gt;Chegávamos a ir três vezes à serra. Por volta dos oito, nove anos já era obrigada a ir por aí acima. Tomávamos o mata bicho com uma côdea e um pouco de aguardente de manhãzinha, indo a maioria das vezes o sol nascer no monte. Chegávamos a juntar-nos cinquenta pessoas. Esta vida de ir e vir ao tojo durou até casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Após o casamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Casei com vinte anos e o meu marido com vinte e dois. Namorámos um ano e chegou bem para nos conhecermos. Naquele tempo, a malta nova estava ansiosa por sair de casa dos pais para ser independente e ter vida própria. Agora, é o contrário; os jovens namoram anos, trabalham e querem continuar em casa dos pais, com comida e roupa lavada.&lt;br /&gt;O meu marido andou na escola e sabia ler e escrever. Foi com cerca de doze anos para a Quinta de Noval, perto do Pinhão, onde era paquete, fazendo toda a espécie de recados, e levava a merenda aos trabalhadores. Foi levado por um tio, que era lá feitor. Vinha cá de quinze em quinze dias. Depois de casado, continuou a trabalhar na mesma quinta. Eu fui viver para Cêtos para uma casa pertencente aos avós do meu marido.&lt;br /&gt;Tive um filho, o único, após cinco anos de casada. Mas era difícil endireitar a vida.  Por isso, em 1968, o meu marido foi para França, juntamente com outros homens daqui. Pagou vinte e cinco contos a um angariador, que depois fez as contas com os passadores. Partiu com um saco às costas e nada mais em direcção à fronteira espanhola, onde teve de passar a salto para não ser visto pela guarda. Depois, meteu-se novamente no comboio até junto da fronteira francesa. Lá foi enfiado numa carrinha e andou por lá às voltas para enganar a polícia, tendo sido deixado numa montanha. Depois de subir muito e rapado muito frio, conseguiu chegar a terras de França.&lt;br /&gt;Mesmo assim teve sorte. O meu marido contava-me que muitos não chegavam ao destino, pois eram enganados pelos passadores, que os deixavam abandonados, morrendo de fome e de frio ou afogados, vindo ainda alguns a cair pelos pedregulhos abaixo. Outros eram mortos ou apanhados pela polícia, que os recambiavam para cá e os castigavam.&lt;br /&gt;Foram todos em busca de uma vida melhor, deixando a mulher e filhos, e acontecia-lhes isto. O meu marido esteve por lá seis anos, sempre na agricultura. Mas aquilo não dava assim tanto dinheiro. Tornou para junto de nós, indo ganhar o dia nas terras. Morreu já lá vão treze anos.&lt;br /&gt;O meu filho também esteve emigrado uns anos juntamente com a mulher na Suíça. Tem uma barbearia em Resende e lá se vai governando. Vivo aqui nesta casa com ele e com a minha nora. Tenho dois netos.&lt;br /&gt;Antigamente, era pior. Há noites em que me custa mais adormecer, pois começo a cismar e tenho de tomar um comprimido. De resto, tomara eu cá andar mais uns anos. A minha nora lá vai tendo paciência para me aturar e trata-me bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tristezas não pagam dívidas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas nem tudo era mau. Quando íamos para as festas e feiras, era uma alegria. E mesmo no trabalho, quando nos juntávamos, era costume começarmos a cantar. E as pessoas ajudavam-se umas às outras naquilo que podiam.&lt;br /&gt;Aos domingos à tarde, quando era nova, ia aos bailaricos, que eram organizados pelo Adriano da venda, aqui em Cêtos. A música vinha da grafonola. Ainda me recordo de ver o dono da venda a dar à manivela, punha um disco, baixava a cabeça da agulha e a maquineta lá tocava. Quando a corda começava a faltar, a voz ficava cada vez mais fanhosa e acabava. Outras vezes, arranjava-se um tocador de concertina ou outro instrumento.&lt;br /&gt;Havia ainda as festas religiosas da freguesia e da região. E cheguei a ir algumas vezes à festa de Nossa Senhora dos Remédios. Levava uma merenda para aguentar a caminhada de ida e volta. Em Junho, divertíamo-nos na noitada de S. João. A gente nova fazia fogueiras nas eiras com pinhas e alecrim. Os rapazes e raparigas juntavam-se, saltando às fogueiras. Por esses dias, os rapazes lá conseguiam arranjar dinheiro para comprar bombas e sobretudo “rabioscas”, que atiravam para o meio das pernas das raparigas. E faziam muitas partidas durante a noite.&lt;br /&gt;Um outro divertimento acontecia pelo Carnaval. Os homens faziam a comadre e as mulheres o compadre, que ficavam escondidos. No domingo gordo e na segunda e terça-feira de Entrudo faziam-se grandes bailaricos e corria-se o compadre e a comadre pelos caminhos. As raparigas levavam “em procissão” o compadre que tinham feito, sempre aos gritos, mas  atentas aos homens, que faziam tudo para o roubar. Os homens faziam o mesmo, mas por outros caminhos, levando a comadre.&lt;br /&gt;Durante o carnaval, as raparigas tinham de estar muito atentas. É que os rapazes apareciam repentinamente para darem “mantas em seco” às raparigas. Às desprevenidas, depois de as agarrarem, um pegava-lhe pela  cabeça e outro pelos pés, e batendo-lhe com o cu no chão, diziam: “Um…dois…três…Um pró pai, outro prá mãe e outro pra quem o fez…”. Se quer acreditar, eu nesses dias evitava sair de casa e nunca fui apanhada.&lt;br /&gt;Ficam-nos estas recordações de coisas que eram uma alegria. Às vezes, penso que antigamente sofria-se mais e até se morria mais cedo, mas as pessoas pareciam mais comunicativas. Não se pode ter tudo. Gostava que houvesse mais gente nova nas aldeias para animar isto. Custa-me pensar que estes campo irão ficar ao abandono e as casas desabitadas. Quem sabe se isto não irá levar uma volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: “Histórias de uma vida…” é fruto de uma conversa não gravada, podendo não corresponder exactamente ao que nela foi afirmado.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Apontamento da autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;em&gt;Jornal de Resende&lt;/em&gt;, número de Novembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-7817767881312914624?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/7817767881312914624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/7817767881312914624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2010/12/hist%C3%B3rias-de-uma-vida-em-barr%C3%B4-chamo-me.html' title='HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM BARRÔ: Chamo-me Henriqueta de Jesus e nasci em Vales, Barrô, há 76 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-4253301704031287075</id><published>2010-12-08T23:06:00.003Z</published><updated>2010-12-08T23:12:18.481Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>Pedro Namora falou ao "Jornal de Resende": "Trago sempre Resende no coração"*</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes; 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Recordamos as suas aparições na televisão e a sua determinação na defesa das vítimas de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;abuso sexual. Pela sua vivência na instituição e pelos contactos e testemunhos que foi recolhendo junto destas crianças e jovens, foi-se persuadindo de que os mesmos não mentem. Para dar ainda mais ênfase e consistência a esta convicção publicou em 2005, com a chancela da Bertrand, o livro “ A dor das crianças não mente”, estando prevista para este mês a sua&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;reedição&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;na Alêtheia Editora. A defesa dos direitos das crianças, especialmente das abusadas, maltratadas e mais fragilizadas, transformou-se no combate da sua vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A sua persistência parece advir-lhe das suas raízes e dos ascendentes familiares no nosso concelho,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que sempre tiveram de lutar por uma vida digna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O Dr. Pedro Namora, embora nascido em Lisboa, está muito ligado a Resende. A sua mãe Alzira Namora, filha de Joaquim Namora e Maria do Céu Namora, nasceu em Cardoso, S. Martinho de Mouros. O seu avô era um comerciante muito conhecido e respeitado. Ainda retém com emoção a imagem de um grupo de idosos que se levantaram e tiraram o chapéu da cabeça quando referiu o seu nome aquando de uma das duas deslocações a Resende. No nosso concelho tem alguns primos dos quais destaca o Antoninho Namora e as irmãs, “pelo carinho, amizade e dedicação com que me receberam nessa terra maravilhosa”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Questionado sobre o que representa Resende na sua vida, respondeu o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;“Por ser órfão desde muito cedo, o que sei do meu passado foi adquirido através de relatos dos feitos do meu avô, que nunca conheci. Resende é para mim uma terra mítica, que apesar de conhecer tão mal trago sempre no coração. Das duas vezes que visitei Resende fui a Cardoso, porque gosto de ver o eido, onde a minha mãe e tios foram criados, apesar da casa estar infelizmente adulterada. Aliás, se um dia tivesse possibilidades financeiras, o que é pouco provável, gostava de concretizar o sonho de reaver essa casa para que retomasse a traça original”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Desejava muito poder reviver e passar temporadas nesse espaço, deixando-o como legado de um reportório de encontro de raízes familiares e de memórias aos seus três filhos, uma menina e dois rapazes, com 7, 10 e 13 anos, respectivamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Na Casa Pia de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Pedro Namora nasceu em Lisboa em 1965. Por ser órfão de pai e pelo facto de a mãe não ter condições para o criar juntamente com a sua irmã, entrou na Casa Pia de Lisboa em 1971, com seis anos. Está grato a esta grande instituição que o educou e lhe moldou a personalidade. “A ela devo parte do que sou. Os princípios em que fomos educados e a existência de um magnífico corpo docente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;conferiram-me as bases para o futuro”, confidenciou-nos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Guarda boas recordações dos onze anos de frequência. Foi ganhando consciência das vantagens da integração numa grande instituição, que foi interiorizando como uma família alargada de pertença, cuja educação era prestigiada e donde saíram muitas personalidades de relevo que se destacaram e destacam nas mais diversas áreas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Reconhece também as desvantagens da institucionalização, como o abandono a que as crianças e jovens estavam sujeitos, a falta de carinho, a despersonalização e até “as torturas que eram infligidas por educadores sem perfil nem vocação para o desempenho das diversas tarefas, que implicam muito sentido de responsabilidade e de sensibilidade e qualidades de relacionamento”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Confessou ter sido alvo de uma tentativa de abuso por parte de Carlos Silvino, “de que felizmente consegui escapar”, confessou. Naquele tempo, as coisas passavam-se muito em  surdina. Comentava-se apenas que era necessário ter cuidado com aquele condutor e com alguns alunos, nomeadamente os que andavam sempre bem vestidos e com dinheiro e que tinham amigos estranhos, arranjados principalmente nos jardins circundantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A mãe, que entretanto também já faleceu,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;visitava-o sempre aos fins de semana e férias, indo a casa muitas vezes, ao contrário do que se passava com a generalidade dos seus colegas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Curso de direito&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Saiu da Casa Pia em 1981, com 17 anos e o diploma do 9.º ano de escolaridade. Nesse mesmo ano, após seis meses como empregado de balcão numa loja de fotografias, conseguiu entrar para a Associação Industrial de Lisboa como aprendiz de electricista, o que lhe permitiu recomeçar os estudos no ano seguinte. Com muita força de vontade, estudando à noite, completou o 12.º ano. Não satisfeito, abalançou-se a fazer o curso de Direito na Universidade Lusíada como trabalhador estudante, tendo concluído o 5.º ano sem nunca ter chumbado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Actualmente, trabalha numa comissão de protecção de crianças e jovens e exerce advocacia, sobretudo em Lisboa, onde tem escritório.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Reacção à recente decisão do tribunal &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Questionado pelo JR sobre a decisão do tribunal que condenou seis arguidos por abusarem sexualmente de menores da Casa Pia, a sua reacção foi de satisfação, porque representa o culminar de uma luta difícil com mais de oito anos. Segundo as suas palavras, “ficou provado que, ao contrário do que alguns andaram a dizer, as vítimas sempre falaram verdade e, talvez pela primeira vez em Portugal, criminosos com imenso poder foram investigados, julgados e condenados”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;De forma desassombrada, como é seu timbre, revelou que também era atingido por alguma insatisfação. Este sentimento devia-se ao facto de “tantas cadeiras terem ficado vazias durante o julgamento. E ao desrespeito que ainda persiste pela infância: se Portugal respeitasse as suas crianças, os seis arguidos deveriam aguardar os recursos em prisão preventiva”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Palavra final&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Pedro Namora teve oportunidade de contactar e conhecer muitos conterrâneos que demandaram Lisboa em busca de melhores condições de vida, numa altura em que as dificuldades eram muitas e até a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fome imperava. “Assisti à forma heróica como, partindo do nada, souberam constituir família e triunfar na vida, sem nunca perderem orgulho na terra que deixaram por necessidade. Nunca conheci ninguém mais corajoso, honrado e leal”, referiu convicto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Já mesmo na despedida, disse emocionado: “ Sinto-me orgulhoso por, tendo nascido em Lisboa, poder dizer que o sangue que me corre nas veias é de Resende”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:85%;" &gt;*Apontamento de autoria de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marinho Borges&lt;/span&gt;, publicado no &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Jornal de Resende&lt;/span&gt;, número de Outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-4253301704031287075?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4253301704031287075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/4253301704031287075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2010/12/pedro-namora-falou-ao-jornal-de-resende.html' title='Pedro Namora falou ao &quot;Jornal de Resende&quot;: &quot;Trago sempre Resende no coração&quot;*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-3939763275664862167</id><published>2010-11-24T10:12:00.003Z</published><updated>2010-11-24T11:02:39.454Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A ACADEMIA PORTUGUESA DA HISTÓRIA VAI CELEBRAR 190 ANOS*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com um programa à altura da efeméride e que acabo de receber pelo correio com o respectivo convite, no próximo dia 8 de Dezembro, vai celebrar cento e noventa anos de vida e de trabalho a Academia Portuguesa da História, a mais antiga Academia do país, e uma das mais ilustres e beneméritas academias cientificas da nação.&lt;br /&gt;Do programa, constam como actos principais uma celebração solene da Eucaristia na Capela do Colégio de S. João de Brito, e uma Sessão Solene no Salão Nobre da Academia, em que serão oradores especiais o Prof. Dr. Veríssimo Serrão, seu Presidente de Honra, a actual Presidente, Prof. Dra. Manuela Mendonça e o Secretário de Estado da Cultura, Dr. Elísio Summavielle.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Real Academia da História Portuguesa&lt;/strong&gt; (assim se chamava na sua primeira vigência), foi fundada pelo rei D. João V, por decreto de 8 de Dezembro de 1720 – dia da solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora - e teve como seu primeiro inspirador Manuel Caetano de Sousa, clérigo regular e grande homem de letras. O programa inicial da Academia era que &lt;em&gt;“se escrevesse a história eclesiástica destes Reinos, e depois tudo o que pertencesse à história deles e das suas conquistas”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Estimular e coordenar esforços tendentes ao rigoroso conhecimento da história nacional, no sentido de esclarecer a contribuição portuguesa para o progresso da Cultura e da Civilização, e promover a publicação sistemática de fontes documentais que interessem à História Portuguesa, são os grandes objectivos actuais da Academia.&lt;br /&gt;Depois de um interregno de alguns anos, a Academia foi recriada pelo Decreto-Lei n° 26611, de 19 de Maio de 1936.&lt;br /&gt;Constituída actualmente por 40 &lt;em&gt;“Académicos de Número”&lt;/em&gt; (30 de nacionalidade portuguesa e 10 de nacionalidade brasileira), 46 &lt;em&gt;“Académicos Honorários”&lt;/em&gt; (36 portugueses e 7 estrangeiros), 183 &lt;em&gt;“Académicos Correspondentes”&lt;/em&gt; (84 de nacionalidade portuguesa, 18 de nacionalidade brasileira e 81 de outros países estrangeiros) e 91 &lt;em&gt;“Académicos de Mérito”&lt;/em&gt; (24 portugueses e 71 estrangeiros), a Academia Portuguesa da História poderá definir-se como uma «agremiação de especialistas que se dedicam à reconstituição documental e crítica do passado», sendo igualmente o “órgão consultivo do Governo na matéria da sua competência» (art°. 3 dos respectivos estatutos).&lt;br /&gt;Cada um dos seus membros, para além do seu &lt;em&gt;diploma de académico&lt;/em&gt;, e do &lt;em&gt;colar de honra&lt;/em&gt; que deve usar em todas os actos da Academia, possui um &lt;em&gt;cartão de identificação&lt;/em&gt; que lhe facilita a entrada nos Arquivos e nas Bibliotecas Nacionais.&lt;br /&gt;Como publicações habituais da academia, o “BOLETIM ANUAL” donde constam os nomes, o endereço e as obras publicadas por cada um dos seus académicos e as actas de todas as sessões realizadas ao longo do ano, e os “ANAIS”, onde são publicadas todas comunicações apresentadas na academia pelos senhores académicos.&lt;br /&gt;A Academia, com uma Biblioteca riquíssima, tem actualmente a sua sede no Palácio dos Lilases - Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa. É aí que se reúnem os senhores Académicos para debaterem os grandes temas da História, e para homenagearem os seus membros mais ilustres.&lt;br /&gt;Como é costume dizer-se em bom latim&lt;br /&gt;“AD MULTOS ANNOS”!&lt;br /&gt;Resende, 25 de Novembro /10&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Joaquim Correia Duarte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-3939763275664862167?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3939763275664862167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3939763275664862167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2010/11/academia-portuguesa-da-historia-vai.html' title='A ACADEMIA PORTUGUESA DA HISTÓRIA VAI CELEBRAR 190 ANOS*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-3571961914994085785</id><published>2010-11-09T10:53:00.002Z</published><updated>2010-11-09T11:05:36.734Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM MIOMÃES: Chamo-me Henrique Saraiva e nasci em Miomães, há 88 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tempos de infância e juventude&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nasci em 11 de Março de 1922, já lá vão uns bons anitos. Ainda estou aqui rijo para o que der e vier. Sou de boa cepa, pois o meu pai viveu 87 anos e a minha mãe 90. Éramos 4 irmãos. Sou o único que continua vivo. Um deles  teve um acidente com  uma explosão de carboneto, que o deixou cheio de mazelas, tendo morrido pouco depois de uma queda, tinha então 18 anos.&lt;br /&gt;O meu pai foi arrais no rio Douro; conduzia barcos de que era proprietário. Por isso, se chama arrais;  um mestre  governa qualquer barco. Começou como marinheiro. Depois, com dinheiro que foi juntando e outro emprestado, adquiriu 5  barcos. O primeiro tinha capacidade para cinco pipas. Os barcos, que serviam sobretudo para transportar vinho do Porto para as grandes casas de Gaia, mediam-se não por tonelagem, mas pela quantidade de pipas.&lt;br /&gt;A minha mãe fazia e vendia rosquilhos nas feiras. Depois de casada, o meu pai trazia caixas de sardinha do Porto e ela ia  vendê-la para S. Romão. Há até um episódio engraçado que vale a pena contar. Uma certa vez, a minha mãe encontrou uma sardinha muito grande,  mas bastante moída. “Quem vai ficar com esta é o ferreiro, só preciso de lhe enfiar um chamiço  para disfarçar”, pensou. E assim fez. Ficou danado. Quando a encontrou, disse: “quando quiser carvão, compro-o”.&lt;br /&gt;Admiro muito o meu pai. Certa vez, o Sr. Padre Joaquim Correia Duarte perguntou-me quem era o homem que mais admirava e eu respondi: “o meu pai; se quiser, eu digo-lhe porquê”.  Era um homem muito recto e trabalhador. Marcou-me a atitude que teve perante este facto que lhe vou contar e me atormentava. Um dia, já não podia mais e disse-lhe: “a Celeste está grávida”. Ao contrário do esperado, respondeu serenamente: “tudo se há-de arranjar; tens é de assumir as tuas responsabilidades; vai falar com o Sr. Padre e marca o casamento quanto antes”.&lt;br /&gt;O meu jardim de infância foi o rio Douro. Com 3 anos, o meu pai punha-me a nadar agarrado a uma corda. Desde pequeno perdi o medo à água. Fiz a escola primária aqui em Miomães. O exame da quarta foi feito em Resende. Quando fui para a escola já sabia ler e escrever, ensinado pelo meu irmão mais velho. Sempre fui precoce em tudo. Também já sabia o nome dos reis de Portugal e muitos episódios de história. O professor até me punha a ensinar os colegas mais fracos. Quando terminei a escola, fui aprender a arte de alfaiate. Mas só lá estive 10  meses. Tinha de fazer só aquilo que o mestre entendia e ainda tinha de pagar. Um dia, meti-me num barco, que foi sempre o meu sonho, e fui até ao Porto como moço ajudante. Quando voltei, o mestre de alfaiate já não me quis lá mais. Por isso, fui para o Porto, para uma oficina de alfaiate, onde ganhava um escudo e cinquenta centavos. Depois de algumas malandrices, voltei cá para a terra e tentei continuar a aprender a arte de alfaiate, agora com um mestre de Oliveira do Douro.&lt;br /&gt;Tinha 14 anos e fui num barco até ao Porto. Ao passar numa rua muito movimentada,  vi um senhor a cortar peças de roupa e a fazer um fato, tudo com muita mestria. Fiquei estupefacto. Ao ver-me assim tão interessado, chamou-me e disse: “queres ver como se trabalha?; anda cá que eu ensino-te”. Fiquei com ele dois dias. Foi um verdadeiro curso intensivo. Saí de lá um verdadeiro mestre. Ainda me lembro bem do nome desse estabelecimento. Chamava-se “Casa Londres”. Cheguei  cá a casa  todo entusiasmado. Peguei num fato do meu pai, desmanchei-o e fiz um fato para o meu irmão mais velho. O meu pai nem queria acreditar. Comprou uns metros de cotim e disse: “agora faz um fato para mim”. Ficou impecável. A seguir fiz uma samarra para o Sr. Joaquim Pinto, de Miomães. Esta minha habilidade começou a constar e a clientela apareceu.&lt;br /&gt;Fui alfaiate até aos 23 anos. Os fregueses só pagavam de ano a ano, com o dinheiro que faziam das colheitas ou do gado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depois do casamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Casei com 21 anos e a minha mulher com 19. Era aqui vizinha e comecei a gostar dela desde catraia. Com 15 anos, não resisti. Um dia, ia a passar, chamei-a e disse-lhe: “não imaginas quanto gosto de ti; se dependesse só de mim, havia de casar  contigo”. Vi que ficou muito satisfeita. Logo ali,  não hesitou em responder-me que também gostava muito de mim. Na missa, ia sempre para o coro da igreja para a ver melhor. E os nossos olhares chegaram a cruzar-se muitas vezes.&lt;br /&gt;Quando casámos, fomos viver para uma casa dos meus pais. Com uma filha para manter,  não podia continuar a viver da arte de alfaiate, já que as pessoas só pagavam de ano a ano. Mudei de ramo. Dediquei-me a comprar folhas de loureiro, tília e cornelhos, que depois vendia no Porto.  O dinheiro para o negócio era emprestado pelo Sr. Jerónimo Moreira, talvez o maior comerciante do concelho de Resende. Um dia, como fazia regularmente, fui vender a mercadoria, mas o senhor  Emílio Vilar  disse: “tenho muita pena, mas o preço do cornelho baixou muito e eu não te posso pagar mais que isto”. Nessa altura, perdi bastante dinheiro, mas mesmo assim fiz bem, pois o cornelho ainda baixou mais.&lt;br /&gt;Com o dinheiro que tinha juntado, comprei uma casa por 25 contos, tendo dado de entrada 10 contos. Depois de fazer algumas obras, montei uma mercearia e tasca. Mas tive vários problemas com este negócio, por causa da venda do vinho. Preferia não vender a indivíduos já tocados;  os bêbados eram expulsos. Cheguei a andar à porrada por causa disso.  E naquele tempo também havia muitos fiados.  Atingi doze contos de dívidas. Tinha então 30 anos e 4  filhos para manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Angola&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para dar um novo rumo à vida, resolvi ir para Angola. Naquele tempo, era preciso uma carta chamada, que consegui com alguma facilidade. Segui primeiro. A mulher veio depois com quatro filhos e uma filha de três meses, que não conhecia, pois,  na altura em que embarquei,  ainda estava na barriga da mãe.&lt;br /&gt;Comecei a trabalhar numa cervejaria, no dia 29 de Setembro de 1952. O emprego ficou apalavrado no dia 28 para começar a trabalhar no dia 1 de Outubro. Mas eu disse: “vou já amanhã, mesmo que trabalhe de graça dois dias. No fim de Outubro era para receber 1 conto e 800, mas deram-me 2 contos. A cervejaria chamava-se Biker e cheguei a receber um prémio por ter sido considerado o melhor tirador de cerveja. Estive aqui 15 meses.&lt;br /&gt;Depois adquiri um alvará de uma loja comercial para trabalhar por conta própria, mas fui vigarizado, pois vim a verificar que só estava autorizado a vender fruta e hortaliça. Ao cabo de 2 meses,   tive de me desfazer do negócio.&lt;br /&gt;Vi-me assim desempregado,  com mulher e 5  filhos para sustentar. Um senhor,  ao saber da minha situação, sugeriu-me que me dedicasse à distribuição e venda de camarão, tendo-me emprestado 500 escudos. Sei que no primeiro mês ganhei 6 contos, vendendo camarão pelos cafés e até em casas particulares. Um dia, cheguei à conversa com uma senhora que ficou admirada por ter cinco filhos e disse-me para ir lá a casa lanchar com a família. Nessa tarde, foi dizendo: “por que não vai para um serviço do Estado?; sempre é mais seguro, tem garantia de reforma e abono da família…; dê-me o seu bilhete de identidade; na sexta-feira vem cá o Director Geral dos Correios e eu vou falar-lhe no seu caso”.&lt;br /&gt;E fui bem sucedido. Perguntaram-me se sabia ler e escrever. Fiz um ditado e nem um erro dei. Fiquei colocado na central dos correios de Luanda. Entretanto, tive um desentendimento com um chefe de secção e fui para Moçâmedes. Aqui vim a fazer o antigo segundo e quinto ano, que completei em dois anos. Ainda estava aqui quando a minha mulher apanhou o vírus do deserto. O médico disse-me: “se queres mulher, manda-a para a Metrópole, que ela cura-se logo”. E assim foi. Veio ela e mais dois filhos, tendo um deles entrado no seminário de Resende.&lt;br /&gt;Em 1957, concorri para o serviço das alfândegas. Já o tinha feito antes, mas na altura não tinha o registo criminal. Apresentaram-se cento e trinta e três concorrentes, tendo ficado em primeiro lugar. Quando soube da novidade até desmaiei. Quem me deu posse foi o director da alfândega de Mocâmedes, o Sr. Areosa,  que era irmão do Dr. Areosa, conhecido médico em S. Martinho de Mouros. Fui colocado em Novo Redondo, onde estive dois anos. Depois, em 1959, vim para Luanda para os serviços centrais, onde fui o responsável pela montagem e organização de todo o arquivo das alfândegas.&lt;br /&gt;Viemos cá de férias em 1963 e 1970. Com a descolonização iniciada com o 25 de Abril, regressámos definitivamente em  Novembro  de 1974. Do tempo que estive em Angola só me contaram 22 anos para a reforma.  Cá, ainda abri uma mercearia, que passei depois a um dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Incursão pela política, poesia e muitas histórias para contar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com o 25 de Abril, o clima era propício para se fazer qualquer coisa pela sociedade e pela mudança da situação no nosso concelho, onde estava tudo muito parado. A forma de o fazer era a militância num partido. Por ser o que mais se aproximava da defesa dos meus valores e da minha formação, filiei-me no CDS, tendo sido presidente da comissão concelhia durante 13 anos. Na sequência das primeiras eleições autárquicas, fui vereador nos anos de 1978 e 1979, em substituição do Sr. Couto. Mais tarde, também em regime de substituição, voltei a ser vereador em 1988 e 1989. De uma das vezes, instigado pelo Prof. Adriano Moreira, fui cabeça de lista e candidato a presidente da Câmara. Foi uma época bem agitada da vida. Acho que dei o meu contributo válido à vida política local.  E também aprendi muito do carácter das pessoas.&lt;br /&gt;A propósito da política e do carácter,  lembro-me de um episódio que me marcou para toda a vida. Era eu ainda garoto e discutia-se na altura quem tinha feito determinada asneira. Nisto aparece uma tia minha que disse convicta: “o meu sobrinho não fez isto; o meu sobrinho não mente”. Esta frase influenciou-me tanto que, se não mentia no passado, nunca mais poderia mentir.&lt;br /&gt;A minha mulher sempre foi tudo para mim. Infelizmente, já morreu há quinze anos; tinha ela setenta e um anos. Comovo-me sempre quando falo nela. Foi mesmo o único e grande amor da minha vida. Os meus dois livros de poesia,  “Flores de Outono” e “Flor Silvestre”,  são-lhe justamente dedicados, sem esquecer os meus seis filhos, nove netos e uma bisneta. Sempre gostei de fazer rimas. Cheguei a ganhar um prémio, em Novo Redondo, a propósito da Gazcidla, com esta rima bem singela:  “Já Eva dizia ao Adão/Sem Gazcidla não, não e não”.&lt;br /&gt;Em Angola, colaborei em vários jornais. Agora, felizmente convidam-me para falar nas escolas. Já fui também várias vezes ao Museu Municipal  contar às crianças como era a vida ligada aos barcos rabelos e ao Douro e até já criei para eles muitas histórias e lendas.  Gosto muito de comunicar, respondendo às perguntas e curiosidades das crianças. O novo projecto, previsto para o ano, é falar/animar grupos de pessoas idosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: “Histórias de uma vida…” é fruto de uma conversa não gravada, podendo não corresponder exactamente ao que nela foi afirmado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Artigo de autoria de &lt;strong&gt;Marinho Borges&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jornal de Resende&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, número de Outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-3571961914994085785?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3571961914994085785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/3571961914994085785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2010/11/historias-de-uma-vida-em-miomaes-chamo.html' title='HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM MIOMÃES: Chamo-me Henrique Saraiva e nasci em Miomães, há 88 anos*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-533257548666045732</id><published>2010-10-28T16:38:00.003+01:00</published><updated>2010-10-28T16:43:28.643+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A implantação da República em Resende*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, apoiada pela Maçonaria e Carbonária, teve o seu início na madrugada do dia 4 de Outubro, em Lisboa. É marcada por uma insubordinação, que se iniciou num quartel de Lisboa e que depois se alastrou por vários locais da capital como Alcântara, a Rotunda e o Rossio. Terminou na manhã de 5 de Outubro com a proclamação vitoriosa da implantação da República, anunciada por José Relvas da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.&lt;br /&gt;Apesar de, geograficamente, a revolução se ter circunscrito apenas a Lisboa, o resto do País aderiu à República. Como afirmava um jornalista da época, “o resto do País soube da implantação da República por telegrama”, todavia, aceitaram-na e, em muitas povoações, regozijaram-se com o acontecimento, não se registando manifestações contrárias, nem militares nem civis.&lt;br /&gt;Foi o caso de Resende. No nosso concelho, onde a “notícia da mudança das instituições” foi recebida com “grande enthusiamo”, a República foi proclamada no dia 11 de Outubro de 1910, pelo Presidente da Comissão Municipal Republicana do concelho, João Canavarro Crispiniano da Fonseca, nos paços do concelho (actual quartel da G.N.R.), que, perante “enorme concorrencia do público”, leu a seguinte proclamação enviada da capital:&lt;br /&gt;“Concidadãos! Está finalmente libertada a glorioza Pátria Portugueza! Depois de um longuíssimo período de verdadeira escravidão e violenta opressão, raiou enfim a aurora luminosa da liberdade!”&lt;br /&gt;Finda a sessão, “coberta por inumeras assignaturas de pessoas de todas as categorias sociaes”, foi içada a bandeira Republicana na fachada dos paços do concelho, “tocando então uma phylarmonica a «Portugueza», ao mesmo tempo que subiam ao ar duzias de foguetes e se ouviam freneticos vivas de acclamação”.&lt;br /&gt;Transcrevemos os relatos publicados, em 12 de Outubro de 1910, pelo correspondente no concelho de Resende do Comércio do Porto, que constituem um importante documento histórico para o conhecimento integral da implantação da República no nosso concelho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rezende, 10&lt;/strong&gt; – Com grande enthusiasmo se recebeu aqui a notícia da mudança das instituições, sendo enorme a anciedade nos primeiros dias.&lt;br /&gt;Ante-hontem tomou posse da administração d’este concelho o nosso amigo snr. dr. João Canavarro Crispiniano da Fonseca, chefe republicano local e distincto advogado, tendo o acto enorme concorrencia de amigos e correligionarios.&lt;br /&gt;Amanhã será proclamada a republica nos paços do concelho e investida na posse a commissão republicana.&lt;br /&gt;Preparam-se grandes festejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rezende, 11&lt;/strong&gt; – Acaba de tomar posse a comissão municipal republicana d’este concelho, ficando presidente o dr. João Canavarro e vogaes effectivos: Aquilino Borges Carneiro, dr. Joaquim Antonio Vaz Pereira, dr. Adriano Anthero Cardoso Vieira, dr. José Joaquim Loureiro Dias, dr Manoel Joaquim Esteves e dr. Antonio Aurelio Pereira Monteiro de Araujo; substitutos: Antonio Loureiro da Fonseca, Jeronymo Pinto Moreira, Joaquim de Vasconcellos, Antonio Alexandre Gonçalves, Raphael Pinto da Fonseca, Antonio Teixeira do Amaral Cirne e Alberto Pinto Osorio.&lt;br /&gt;Com enorme concorrencia do público, declarada aberta a sessão pelo presidente com a annuencia da anterior vereação, foi proclamada a republica, lendo o presidente a proclamação.&lt;br /&gt;Em seguida, n’uma brilhante oração, fez a apologia do novo regime, sendo muito applaudido.&lt;br /&gt;Fallaram depois Máximo Rangel e dr. Vaz Pereira, terminando por enthusiasticos vivas á republica e á patria portugueza.&lt;br /&gt;A proclamação foi coberta por inumeras assignaturas de pessoas de todas as categorias sociaes.&lt;br /&gt;Levantada a sessão em signal de regozijo, foi içada a bandeira republicana pelo sargento José Pinto Ferro, de artilheria 4, tocando então uma phylarmonica a «Portugueza», ao mesmo tempo que subiam ao ar duzias de foguetes e se ouviam freneticos vivas de acclamação. Enthusiasmo delirante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto de &lt;strong&gt;Paulo Sequeira&lt;/strong&gt;, publicado no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jornal de Resende&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, número de Outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2090584329370639962-533257548666045732?l=canastrodeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/533257548666045732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2090584329370639962/posts/default/533257548666045732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://canastrodeletras.blogspot.com/2010/10/implantacao-da-republica-em-resende.html' title='A implantação da República em Resende*'/><author><name>Marinho Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08746023392154722492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2090584329370639962.post-6409023419957920491</id><published>2010-10-25T13:58:00.003+01:00</published><updated>2010-10-25T14:05:47.678+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal de Resende'/><title type='text'>HISTÓRIAS DE UMA VIDA… EM PAUS: Chamo-me Adelaide de Jesus e nasci nos Carvalhos, Paus, há 84 anos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gosto de viver&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nasci a 18 de Julho de 1926. Ultimamente,  neste dia,  os meus filhos e vizinhos mandam fazer um bolo e cantam-me  os parabéns. Ainda vou tendo força  para apagar tanta vela. Todos se riem, mas eu também acho graça. Só é pena eu não gostar de doces. Quando fiz 80 anos, juntou-se muita gente. Tenho muitos amigos e todos me querem bem. Ando sempre com este telemóvel para as pessoas poderem falar comigo. Quando toca, carrego aqui neste botão e começo a conversa. Até de Espanha, a minha filha e netos me telefonam a saber se estou bem.&lt;br /&gt;Rezo muito pelos que já partiram para que estejam em bom lugar, mas gosto muito de cá andar. Quando o meu Zeferino estava muito mal da doença, disse-me:  “Adelaide, não te aflijas que eu ao cabo de meio ano mando-te chamar”. Realmente andei muito aflita durante seis meses, com medo que ele me mandasse uma carta de chamada. Pensei que Nosso Senhor lhe ia fazer a vontade. Nem dormia. Pensava para comigo todos os dias “será hoje que me vai dar uma coisa ruim e amanhã já não acordo?”. Aquelas palavras do meu Zeferino pareciam um cutelo em cima do meu pescoço.  Quando passou o meio ano, foi um alívio. Afinal, ele não precisava lá em cima da minha companhia e governa-se bem sem mim. Nós aqui em baixo precisamos da companhia uns dos outros, mas as alminhas que fiquem descansadinhas lá em cima.&lt;br /&gt;Sempre gostei de ir, logo de manhãzinha, quando o tempo está bom,   até ao campo, lá abaixo da igreja. Vou devagarinho, mas faz-me bem. Demoro quase três quartos de hora a pé. Tiro as ervas, sacho ou deito a água. Claro que a cava da terra, as sementeiras, a poda e os serviços mais pesados ficam por conta do meu genro. Depois volto para casa. Faço o almoço e descanso qualquer coisa. Durante a tarde, converso com vizinhos, arrumo a casa e trato das pitas. A sua irmã e o seu cunhado estão sempre prontos a ajudar-me e fazem-me muita companhia, sobretudo no inverno. À noite, como uma refeição mais ligeira. Deito-me por volta das dez horas. E fico a rezar.&lt;br /&gt;Ao sábado à noite e ao domingo, o meu filho Zé, que nos últimos meses é responsável por umas obras no norte de Espanha, vem comer comigo. Faz uma viagem tão longa para só para me ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Doença de bronquite&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tal como a minha mãe, sofro muito de bronquite. No inverno e sobretudo em dias de nevoeiro, falta-me muito o ar. É um  mal-estar  muito grande. Quero falar e não posso. Tenho aqui uma bombas de ar para quando me vejo aflita. No inverno,  sou obrigada a bombar mais. Chego a dar quatro ou cinco bombadas por dia. Agora, no calor, quase que não é preciso bombar.&lt;br /&gt;No inverno passado, vi-me muito atacada e tive de ir ao Centro de Saúde numa ambulância. O Sr. Doutor viu a coisa tão ruim que me mandou para o hospital de Penafiel. Estive lá vários dias internada. Fizeram-me lá muitos exames e davam-me muitos medicamentos. Às tantas não sabia a quantas andava, qual era o dia da semana.  O que mais pedia às senhoras enfermeiras era ter alta para vir para a minha terrinha e estar na minha casinha. Mas elas diziam sempre “tem de ter paciência; daqui a uns dias”. Recebi lá muitas visitas. Mas se continuasse lá ficava pataroca. Aqui, fica-se logo a saber a quantas andamos.&lt;br /&gt;Depois de vir do hospital, fui para casa da minha filha, a Céu. Vinha muito fraquinha. Agora, sinto-me bem. Passo as tardes na minha casa. Trato das pitas e falo com os meus vizinhos, mas à noite vou comer e ficar em casa da minha filha.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A servir como criada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei a conhecer o meu pai; devia ter meio ano quando ele morreu. A minha mãe morreu com sessenta anos, já estava eu casada. Fui várias vezes com ela ao Sr. Doutor Albininho da Póvoa, quando ela estava mais aflita da bronquite. Depois dele  a escutar, sentia-se mais aliviada.&lt;br /&gt;Vivíamos numa casa arrendada nos Carvalhos.  O meu pai sempre trabalhou no Douro o ano todo. Vinha cá de vez e quando. A minha mãe cuidava dos filhos e fazia umas hortitas por empréstimo. Éramos seis irmãos, três rapazes e três raparigas. Eu sou a única que está viva.&lt;br /&gt;Nenhum de nós foi à escola. Íamos aonde? Não havia. A minha escola foi o trabalho desde pequena.&lt;br /&gt;Tinha prá aí doze anos quando fui servir para casa da doceira de Pimeirol. A patroa fazia cavacas. Eu fazia a limpeza lá de casa e tratava da criação. O marido já tinha morrido e era caçador. Um dia, a patroa,  para se rir comigo,  meteu um cartuxo na arma e disse-me com voz grossa a imitar o marido: “ó Adelaide, ó Adelaide, pega lá a arma e dispara que há aqui ladrões”. Assim fiz, fui para uma varanda e carreguei no gatilho. Ó homem, a arma deu um coice danado e fugiu-se-me das mãos. A patroa muito se riu, mas eu fiquei muito atrapalhada, pois fumegava por todos os lados.&lt;br /&gt;O destino a seguir foi ir servir para casa da D. Maria do Fornelo, mulher do Sr. Zezinho. A cozinheira era a Sra. Madalena da Talhada. Eu ajudava, fazia as camas e a limpeza.&lt;br /&gt;Servi também na Casa dos Almeidas do Origo. Ainda me recordo do velho professor Almeida a passear para lá e para cá, depois da ceia, enquanto ia cantarolando “Pró céu, pró céu quero ir/Se pró céu queres ir/Não deves roubar nada/Se tiveres roubado/Tens de restituir”. Esta lenga-lenga era cantada sempre com um livro na mão.&lt;br /&gt;Estive a trabalhar ainda em casa da D. Agostinha, em S. Martinho de Mouros. O marido e a mulher eram professores. A certa altura, decidiram ir viver e trabalhar para o Porto e queriam levar-me com eles. Mas eu não quis ir, pois já namorava aquele que viria a ser meu futuro marido. Mas foram boas pessoas, pois deram-me uma mala cheia de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Percurso após o casamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conheci o meu marido  quando ele e um seu irmão trabalhavam no cemitério de Paus. Cruzei-me com ele,  trabalhava eu em casa do Sr. Zé Domingues. Quando descia o povo para apanhar caldo, dava com eles.  Às vezes, metiam-se comigo. Lembro-me do meu futuro cunhado dizer: “não me dá aí um caldinho?”. Mas o Zeferino ajuntou logo:  “quem precisa mesmo de um caldinho sou eu”. Um dia, disse:  “ó menina, posso dar-lhe uma palavrinha?”. E pediu-me namoro. A minha mãe não se importou. Ele era natural do Cimo de Resende e vinha namorar comigo todos os domingos. Namorámos um ano.&lt;br /&gt;Casei com dezanove anos e o meu marido com  vinte e três. O casamento foi na igreja de Paus. Houve um almoço melhorado de arroz e carne. A minha mãe trabalhava na altura prós fidalgos do Fornelo e foram eles que deram a carne, bastante gorda, por sinal.&lt;br /&gt;Como uma tia minha era criada do velho Padre Joaquim, fomos morar para uma casinha ao lado da dele. O meu marido continuou a trabalhar como trolha e eu ia tratando de umas hortinhas.&lt;br /&gt;Como as bocas para comer eram cada vez mais (tive cinco filhos, um deles infelizmente já faleceu), tive de fazer pela vida. Montei uma tenda. Aos domingos e nas festas, o meu marido acompanhava-me. Durante a semana, andava sozinha  ou com o meu filho mais velho. Ia para a serra, percorria a Panchorra, a Gralheira, Campo Benfeito, Cutelo…Cá, em baixo, ia de terra em terra, Paus, Barrô, S. Martinho de Mouros, S. João de Fontoura…Batia todas as feiras e fazia todas as festas. Vendia gaitas, balões e brinquedos. Às vezes, quando estava sozinha, roubavam-me mais do que aquilo que vendia. Sabe como é. Quem me fornecia o material era uma casa da Régua. Trazia os artigos de comboio e saía em Porto de Rei. Depois trazia o cesto à cabeça por aí acima.&lt;br /&gt;Mais tarde,  entreguei-me de um moinho, pertencente ao Herculano da Póvoa. Moía o milho e os cereais de Moumiz, Quintãs, Lages, Formigal, Origo  e outras povoações da freguesia. Tinha uma jerica para transportar as taleigas. Tirava 3kg por arroba quando o transporte era por nossa conta e 1,5Kg, quando iam lá levar os cereais e buscar a farinha. Era muito canseira, mas a gente tinha de se agarrar a qualquer coisa. Deixámos este negócio, porque houve problemas em fazer a escritura definitiva.&lt;br /&gt;Entretanto, surgiu a oportunidade de comprar umas territas abaixo da igreja, junto ao rio Bestança. E começámos a trabalhá-las mais os filhos, já que o meu marido nunca deixou a arte de trolha, aproveitando todos os dias que apareciam, já que sempre davam mais qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morte do marido e esperança no futuro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem ninguém esperar, o meu m
