sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
História do Externato D. Afonso Henriques*
O EXTERNATO EM BODAS DE OURO
O Externato D.
Afonso Henriques está a celebrar 50 anos de existência e de trabalho.
Bonita idade para
uma pessoa e para uma escola.
Vamos evocar os seus
primeiros dias.
No início da década
de sessenta do século passado, não havia ainda em Resende uma escola de nível
secundário, aberta aos jovens adolescentes que pretendessem continuar os seus
estudos, depois de concluído o exame da quarta classe do Ensino Primário.
Apenas existia o
Seminário de Resende, desde 1928. Sendo porém um seminário, só podia acolher os
moços da diocese que pretendessem ascender ao sacerdócio. Para os demais
(rapazes ou raparigas), nada existia até então. Apenas podiam continuar os seus
estudos os jovens cujos pais possuíssem rendimentos que lhe permitissem
frequentar como internos um dos dois colégios que havia então em Lamego (o da
Imaculada Conceição para meninas e o Colégio da Ortigosa para rapazes) ou o
Liceu Latino Coelho, hospedando-se em alguma casa particular. E eram poucos,
esses privilegiados. Muito poucos.
O bispo de Lamego,
D. João da Silva Campos Neves, grande pastor e excepcional administrador,
preocupado com a formação humana e cristã da juventude da diocese, começou a
sugerir aos sacerdotes de cada concelho ou arciprestado que se implicassem na
criação de escolas concelhias que facilitassem os estudos também aos jovens
mais pobres a quem estava vedada a frequência de colégios e liceus.
Em Resende,
agarrando a sugestão do ilustre prelado, um grupo de sacerdotes e de leigos entusiasmaram-se
com a ideia, constituíram uma Sociedade de Ensino – “Sociedade de Ensino D.
Afonso Henriques” - e fizeram nascer o
Externato.
Arrendado o fidalgo
mas degradado edifício da Casa de Massas, então propriedade da senhora D. Maria
Joana de Castro da Câmara Leme, aí começaram as aulas em Outubro de 1963.
A primeira acta da
sociedade tem a data de 15 de Outubro de 1963. Dessa acta, constam como
presidente da Assembleia-Geral o Pe. Manuel Cardoso, pároco de S. Romão, e
membros efectivos da gerência, os padres Manuel da Fonseca e Armando Meneses,
professores do seminário e o Pe. Artur Figueiredo, pároco de Anreade.
A referida sociedade
foi legalmente constituída em 3 de Dezembro desse mesmo ano, por escritura
lavrada no cartório notarial de Resende, a folhas 42 a 49 v. do livro nº 38 – B
para Escrituras Diversas. Tratou-se de uma sociedade por cotas, e dela
constavam como sócios fundadores: com seis cotas, no valor de trinta contos de
réis, a Diocese de Lamego representada no acto pelo Pe. Manuel Mota de Sá; com
uma, no valor de 5 mil escudos, as seguintes personalidades: Dr. Amadeu da
Fonseca Sargaço (advogado); Dr. Albino Brito de Matos (advogado); António
Loureiro Emídio (proprietário); Amílcar Teixeira Dias (funcionário público e
ex-seminarista); Pe. António Cardoso Júnior (pároco de Barrô); Pe. Manuel
Vieira Pinto (pároco de Paus); Pe. Adelino Teixeira, Capelão do Hospital da
Misericórdia; Pe. Artur Figueiredo (pároco de Anreade); Pe. Fernando Teixeira
Dias (pároco de Freigil); Pe. Manuel Cardoso (pároco de S. Romão); Pe. Manuel
da Fonseca, Pe. Armando Meneses e Pe. António Santos Silva (professores do
seminário); Pe. Alberto Ferreira, de Forjães (pároco de Queimada); Pe. Joaquim
Andrade Ferreira (pároco de S. Martinho); Pe. Abel de Sousa (pároco de
Cárquere); Dr. António Correia e Vale (advogado em Lisboa e casado em
Cárquere); Pe. Antonino Duarte (pároco de Fontoura); e Manuel Ribeiro Choça,
(bancário em Lamego e casado em Fonseca).
A escritura foi
publicada no Diário do Governo – III Série, de 16 de Janeiro de 1964. O registo
da sociedade na Conservatória do Registo Comercial de Resende tem a data de 5
de Novembro de 1966.
Ao longo dos anos,
os sócios foram desistindo das suas cotas (doando-as, cedendo-as ou
vendendo-as). Todas essas decisões foram legalizadas por uma escritura de 17 de
Dezembro de 1986, data em que a “Fábrica da Igreja de Resende” passou a ser
detentora de toda as cotas, mantendo-se desde então sua única proprietária.
Segundo reza a
escritura de constituição, o objectivo inicial dessa sociedade de ensino era
ministrar o ensino primário e secundário, de carácter particular.
O primário nunca
funcionou nem era necessário funcionar, dado que em todas as freguesias estava
garantido esse nível de ensino. Funcionou sim o ensino preparatório (Telescola)
e o ensino secundário até ao antigo 5º Ano (9º actual), apenas com a interrupção
de um ano (1977/1978), em que foi substituído pela Escola Preparatória (hoje
EB2). Em Outubro de 1978, reabriu já nas instalações atuais, junto da igreja,
para dar seguimento aos alunos que completavam o 9º ano na Escola Preparatória
e não tinham então ainda em Resende outra escola para poderem continuar os
estudos. Começou com alunos do 10º ano e continuou com os demais anos do ensino
secundário, abrangendo também depois o 3º ciclo do Ensino Básico.
Dirigiram o
estabelecimento de ensino, ao longo
destes cinquenta anos: o Pe. Adelino Teixeira (1963-1966); o Pe. António
José dos Santos Silva (1966-1972); o Pe. Manuel Mota de Sá e o Pe. António
Martins Teixeira (1972-1977); o Pe. António Martins Teixeira (1979 - 1992); o
Pe. Manuel Esteves Alves (1992-2007); e, actualmente, desde 2007, o Pe. José
Augusto Almeida Marques.
De todos os
externatos que se criaram nas sedes dos concelhos da diocese na mesma altura do
de Resende, este é o único sobrevivente. Tal facto fica a dever-se à
persistência do Pe. António Martins Teixeira e dos seus mais próximos
colaboradores que merecem a nossa justa e sincera homenagem.
Nesta benemérita escola, prepararam-se
para a vida e para o futuro, inúmeros adolescentes e jovens do concelho de
Resende e de algumas freguesias d’além Doiro (sobretudo Santa Marinha e
Gestaçô), desempenhando hoje muitos deles altos cargos e serviços relevantes na
sociedade: no Ensino, na Medicina e na Administração….
Honra ao Externato.
Louvor aos seus
pioneiros.
Parabéns aos seus
professores e alunos.
Que os êxitos
continuem a ver-se e a sentir-se, para bem do concelho e da região.
*Texto da autoria do Padre Dr. Joaquim Correia Duarte, publicado no "Jornal de Resende", edição de Novembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Percurso pessoal e profissional do barbeiro Sílvio Alípio Pinto*
Da escola
para o ofício de barbeiro
Sílvio Alípio Pinto, filho de Américo Pinto e de
Angelina Jesus, nasceu em Mirão a 30 de setembro de 1937. É o mais velho de
cinco irmãos (quatro rapazes e uma rapariga). Frequentou a antiga escola
primária de Resende, cujo edifício já foi sede da Câmara Municipal, da
Associação dos Bombeiros Voluntários e da GNR. Terminada a 4.ª classe, deu
entrada no Seminário de Resende, do qual teve de desistir no final do 1.º ano,
a meio dos exames, por dificuldades económicas. O seu pai não tinha condições
de pagar a mensalidade de cem escudos.
Como bom aluno que foi, se continuasse a estudar,
Sílvio Pinto poderia ser hoje um brilhante homem das letras ou das ciências,
mas o destino encaminhou-o para outro rumo, para um percurso profissional nas
artes de bem escanhoar e bem cortar e pentear cabelos, onde atingiu um patamar
que prestigia a classe. Como era costume na altura, como filho mais velho,
seguiu as pisadas do pai. Sílvio Pinto tornou-se assim aprendiz de barbeiro,
com apenas 11 anos, no Salão Avenida, tendo como mestre o pai.
Combinando as qualidades de flexibilidade,
coordenação, segurança e equilíbrio no manuseio das tesoura e das navalhas com
a noção do bom gosto e do sentido da estética e também com a sua proverbial
simpatia, Sílvio Alípio Pinto tornou-se um dos mais conceituados
barbeiros/cabeleireiros do concelho. Não admira por isso que haja muitos
clientes que, forçados a trabalhar e a residir fora, sempre que vão a Resende
não deixam de ainda hoje o visitar e pedir os seus préstimos para cortar e pentear
o cabelo. Nas suas deslocações às redondezas e ao Porto, é abordado e
cumprimentado com carinho por muitas pessoas, que foram seus clientes ou
antigos aprendizes da arte.
Vive na vila de Resende. É casado. Tem um filho e duas
netas.
Percurso
profissional
Sílvio Alípio Pinto é herdeiro de uma nobre linhagem
de barbeiros/cabeleireiros, com cerca de 150 anos, que se iniciou com o Sr.
Ribeiro. A continuidade foi dada pelo Sr. António Pimenta com quem Arménio
Pinto, pai de Sílvio Pinto, aprendeu e trabalhou. A barbearia começou por estar
sedeada na garagem da Farmácia Avenida, tendo-se mudado depois para as
instalações onde agora funciona a papelaria Lina & Couto e, por fim, para o
local atual. Embora seja conhecida por barbearia do Sr. Sílvio, denomina-se “Salão
Avenida”, que foi adquirida por trespasse ao Sr. Pimenta por Arménio Pinto, pai
do atual proprietário, Sílvio Pinto.
A aprendizagem era feita por observação, sendo a
prática efetuada com “a matéria prima” dos profissionais ou aprendizes da casa.
Isto é, os futuros barbeiros e cabeleireiros praticavam a arte fazendo a barba
e cortando o cabelo aos mestres e colegas de ofício. Foi assim a aprendizagem
de Sílvio Pinto, cujo mestre foi o pai, como já foi acima referido.
Ainda muito jovem, com menos de 15 anos, já bastante
seguro profissionalmente, começou a atender os primeiros clientes de forma
autónoma. O grande tirocínio foi-lhe dado nas andanças pelas muitas localidades
do concelho, onde prestava serviço ao domicílio. Sobretudo, no fim de semana,
de maleta na mão, deslocava-se à residência dos clientes, onde, num terraço,
alpendre, junto à soleira ou no interior das casas, conforme o tempo, fazia as
barbas e cortava os cabelos, que poderia abranger, neste caso, toda a família,
incluindo os elementos do sexo feminino. Ainda se recorda dos preços então
praticados: 15 tostões por barba e cabelo; 7,5 tostões por um corte de barba ou
7,5 tostões por um corte de cabelo. Muitas vezes, o ajuste era feito ao mês,
cujo preço variava de acordo com o número de cortes de barba semanais e cortes
de cabelo mensais. Os caseiros e pequenos lavradores preferiam pagar
normalmente em espécie, designadamente em alqueires de milho.
Um dos maiores clientes era o Seminário de Resende, ao
qual destinava todas as quintas-feiras para o corte de cabelo dos seminaristas.
Pelo manejo das suas navalhas e tesouras passaram quase todos os padres do
concelho, médicos, autoridades concelhias, advogados, grandes e pequenos
lavradores, ou seja gente de todas classes, do mais rico e culto ao mais pobre
e analfabeto. Uns mais assiduamente; outros só em dias de feira.
Por morte do pai em 1960, por afogamento no rio Douro,
quando o mesmo tinha apenas 48 anos, Sílvio Pinto, então com 22 anos, teve de
tomar conta da barbearia. Refira-se, a propósito, que este acidente abalou
então o concelho, tendo envolvido a morte de mais quatro pessoas. Tudo
aconteceu num fim de tarde fatídico em que várias pessoas que regressavam da
festa de Santa Eufémia, após a saída no apeadeiro de Mirão, vindas da Régua, apanharam
um barco de pesca para a passagem para a outra margem, e que a certa altura
começou a meter água. Como o pai do Sr. Sílvio, Américo Pinto, sabia nadar bem,
num gesto de grande coragem, deitou-se à água para diminuir o peso.
Impensadamente, quatro pessoas seguiram-lhe o exemplo, mas como não sabiam
nadar agarraram-se a Américo Pinto, que embora tudo fazendo para os salvar, foi
vítima do descontrole então gerado, vindo todos a morrer nesta tragédia. Sílvio
Pinto, também regressado de Santa Eufémia, tinha apanhado a barca do serviço de
travessia regular, não lhe tendo acontecido nada.
Da sua longa carreira profissional orgulha-se de ter
ensinado a arte a cerca de 250 jovens. Como nota curiosa, nas provas do curso
para diretor técnico de cabeleireiro, tirado no Porto, em que é diplomado,
alguns dos avaliadores tinham sido seus alunos.
Sílvio Pinto, além de fazer barbas e cortar cabelos,
juntamente com os seus dois colegas, continua a desempenhar um papel social
inestimável. O Salão Avenida é um local onde muitos aproveitam para se
encontrar e trocar notícias locais (doenças, acidentes, furtos, regresso de
emigrantes, andamento de obras…). É o paradeiro obrigatório para integrar e
atualizar resendenses de visita ao concelho. O autor destas linhas é disso testemunha.
Após cortar o cabelo, sente-se como se aqui sempre tivesse vivido.
Outras
facetas e artes de Sílvio Pinto
As freiras que então prestavam serviço de enfermagem
no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Resende não podiam de lá sair.
Tornava-se necessário encontrar alguém com apetência e que se dispusesse a dar
injeções, deslocando-se às respetivas residências. Face à vivência familiar
onde se cultivava o espírito de entreajuda e às suas características pessoais
de responder a desafios, Sílvio Pinto mostrou-se disponível para fazer face a
esta necessidade, que se fazia sentir na vila e nas aldeias vizinhas. A
aprendizagem foi feita com o Dr. Eurico Esteves, médico no hospital da
Misericórdia e delegado de saúde. Desde a juventude até há relativamente poucos
anos, Sílvio Pinto foi o cuidador que respondeu às necessidades de centenas de
pessoas em situações de doença e fragilidade, deslocando-se às suas casas para
dar injeções e distribuir palavras de conforto e incentivo.
Esta competência na aplicação de injeções estendeu-se
ao gado, quando estava com a “malina”. Meio brincar, Sílvio Pinto refere que
foi o primeiro enfermeiro ambulante e o primeiro veterinário do concelho.
É um homem multifacetado. Também revelou ter “poderes
especiais” na deteção de água. Deveria ter à volta de 20 anos quando, após ver
o Sr. Padre Esteves, atual pároco de S. João de Fontoura, a caminhar com uma
vara dobrada em forma de V, a qual repentinamente se começou a torcer perante
aquilo que dizia ser um veio de água, também quis experimentar. A experiência
foi um sucesso. A força na vara, agarrada nas extremidades por cada uma das
mãos, foi tanta, que parecia ir desmaiar, segundo as suas palavras. O Padre
Alfeu, que lá se encontrava, também experimentou, mas para sua deceção nada
aconteceu. Muitas minas se romperam e alguns furos se concretizaram, graças aos
seus dotes de vedor. E nunca se enganou. Indicou sempre com precisão a
localização e a quantidade da água. Dizia, por exemplo, “há água aqui a 5
metros de profundidade, mas o veio principal passa a 10”.
Convém referir que sempre respondeu a estas
solicitações pelo prazer de ajudar e ser útil, nunca tendo havido qualquer
contrapartida. O mesmo aconteceu com a sua esposa, a quem inúmeras pessoas
também recorreram para aplicação de injeções.
O seu percurso de vida integra ainda o exercício de
atividades no âmbito associativo, desportivo e político. Fez parte dos corpos
sociais da Casa do Povo, da Associação dos Bombeiros Voluntários e do Grupo
Desportivo de Resende. Foi membro, durante cinco mandatos, da Assembleia
Municipal de Resende. Foi jogador e treinador de futebol.
Nota: Como é do conhecimento público, foi atribuída recentemente ao Sr.
Sílvio Alípio Pinto a Medalha de Ouro de Mérito do Município de Resende, “pelas
qualidades humanas, profissionais e intelectuais, e pelo seu contributo para a
dignificação de uma das mais tradicionais profissões dos resendenses, por ser
dos mais antigos profissionais de barbearia em funções”. A fundamentação desta
atribuição realça também o seu papel na formação de jovens
barbeiros/cabeleireiros ao longo de décadas e ainda o seu contributo para a
divulgação do nosso concelho.
*Apontamento da autoria de Marinho Borges, publicado no Jornal de Resende, edição de Julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Perfil do Prof. Aquilino Rocha Pinto*
“Ele é integralmente
um gentleman”
Esta citação de Rebeca West, escrita na parede à direita,
logo à entrada do restaurante, define e caracteriza o ambiente acolhedor, a
arte de bem receber, o bom gosto e a qualidade da comida. Este novo Gentleman, capitaneado por Manuel Pedro
Gomes, de decoração sóbria e de muito bom gosto, corporiza o conceito
abrangente de restauração: pratos regionais, refeições para dias especiais,
almoços muito económicos de preço fixo, pizas, massas e menus infantis, de
entre outros destaques. Com bom tempo, poder-se-á desfrutar do espaço
convidativo da esplanada.
É um ótimo espaço para quem quiser fazer da refeição um
agradável encontro de conversa, como aconteceu com o Dr. Aquilino Pinto. A
escolha recaiu no “polvo à Gentleman”. Uma delícia.
Dados da
vida pessoal
O
Prof. Aquilino Rocha Pinto nasceu a 25 de setembro de 1974 no Rio de Janeiro,
sendo filho de Aquilino Pinto, já falecido, natural de S. Cipriano/Resende, e
de Maria Helena Rocha Pinto, natural do concelho de Vagos/Aveiro. Os pais
conheceram-se e casaram no Rio de Janeiro, onde viveram bastantes anos. Devido
a problemas de saúde, o pai foi aconselhado a mudar-se para uma região de clima
mais temperado. Foi assim que resolveu retornar ao concelho de Resende, onde
adquiriu a Quinta do Engenho, em Rendufe, ao Dr. Fernando Sampaio, médico do
antigo hospital da Santa Casa da Misericórdia e do seminário de Resende. Tem
uma irmã.
Frequentou
a antiga escola primária de Rendufe de Cima (escola velha), em Minhães, tendo
depois transitado para a então Escola Preparatória de Resende e posteriormente
para a Escola Secundária, onde fez o 7.º ano. Terminou o 3.º ciclo no Externato
D. Afonso Henriques, tendo aqui prosseguido os estudos, durante o 10.º e 11.º
anos. Concluiu o 12.º ano na Escola Secundária.
Desde
muito novo manifestou grande apetência pela prática do desporto. Assim, no
âmbito do desporto escolar, participou nas modalidades de atletismo (estafeta e
salto em comprimento) e foi jogador de futsal e voleibol. No âmbito do desporto
federado foi jogador de voleibol no Clube Náutico de Aregos e jogador de
futebol de 11 no Juventude de Anreade, no Clube Desportivo de Aregos e no Grupo
Desportivo de Cárquere (INATEL).
Foi
treinador de futebol de 11, do escalão juvenis, no Clube Desportivo de Aregos.
Coordenou, ao serviço do Futebol Clube do Porto na época 2006/2007, um grupo de
14 observadores de jovens talentos na modalidade de futebol.
Tem
dado um contributo importante na esfera da intervenção cívica e associativa,
sendo de destacar a propósito que é membro do conselho geral da Associação
Pró-Ordem dos Professores, foi um dos fundadores do Agrupamento de Escuteiros
de Resende e integrou os corpos sociais do Clube Desportivo de S. Martinho de
Mouros. É casado e tem um filho. Vive em Rendufe, Resende.
Percurso
profissional
A sua apetência pelo desporto fez com que
optasse por um curso ligado a esta área. Nessa altura, havia falta de
professores de educação física nas escolas, o que também pesou nesta escolha.
Tirou o curso no Instituto Piaget de Viseu, sendo licenciado em
Motricidade Humana , no ramo de Ciências de Educação Física e
do Desporto. Findo o curso, começou a trabalhar no Externato D. Afonso
Henrique, iniciando funções docentes no ano letivo de 1999/2000, onde continua
a ministrar a disciplina de educação física.
É formador na Escola Profissional de Resende.
Ministrou diversos módulos no âmbito de cursos de formação para jovens e
adultos, organizados por empresas ligadas a esta área.
Papel no desenvolvimento do ténis de mesa no Distrito de Viseu
O Prof. Aquilino Pinto é, desde os tempos de
aluno da Escola Secundária e do Externato D. Afonso Henriques, onde o ténis de
mesa era rei, um entusiasta da prática desta modalidade. Ainda como estudante
em Viseu, foi convidado por algumas pessoas de Resende a fundar uma Associação
Distrital de Ténis de Mesa, pois havia na altura excelentes jogadores na Escola
Secundária e no Externato, treinados respetivamente pelo Prof. António Loureiro
e pelo Prof. António Correia.
O trabalho não foi fácil, por vários motivos.
Na altura, com 24 anos, muitos desconfiavam da concretização do projeto. Criar
uma associação distrital parecia um sonho irrealizável. Mobilizar vontades e
responder aos obstáculos de natureza administrativa não foram tarefas fáceis.
Convicto de que este objetivo não poderia ser concretizado sozinho, rodeou-se
de um grupo de trabalho, formado por pessoas de confiança e dispostas a abraçar
este desígnio. Assim foi possível conquistar paulatinamente a credibilidade
junto dos responsáveis locais e regionais, incluindo autarcas e políticos, já
que na altura esta iniciativa não era bem vista em alguns setores, pois havia
uma instituição na cidade de Viseu ligada ao ténis de mesa, que “vegetava”, não
fomentando a modalidade a nível federado.
A convicção e o trabalho persistente conduzem
quase sempre a bom porto. Foi o que aconteceu neste caso. Nasceu assim em 1999,
data da respetiva escritura pública, a Associação de Ténis de Mesa do Distrito
de Viseu, com sede em S. Martinho de Mouros,
onde se mantém.
Graças ao dinamismo do Prof. Aquilino Pinto,
que em 2012 foi reeleito presidente da direção para um novo mandato de quatro
anos, e das equipas diretivas que tem vindo a liderar, esta associação goza de
grande prestígio a nível regional e nacional, o que honra o concelho de
Resende. Em 2010, viu coroado este esforço com a obtenção do estatuto de Instituição
de Utilidade Pública. Continua a ser a única associação distrital da
modalidade, sedeada numa localidade/vila, neste caso, em S. Martinho
de Mouros.
Conseguiu ultrapassar pela primeira vez, na
presente época desportiva, a barreira dos 120 atletas federados e,
consequentemente, o maior número de clubes filiados (13).
A Associação de Ténis de Mesa do Distrito de
Viseu (ATDMV), para além dos clubes
filiados do Distrito de Viseu, tem um clube federado do Distrito da Guarda e
outro do Distrito de Castelo Branco, respetivamente a Associação de Bombeiros
Voluntários de Seia e o Clube Desportivo de Alcains. Assim, esta é a única
associação distrital da modalidade com clubes filiados de três distritos,
afirmando-se desta forma como uma estrutura cada vez mais inter-regional.
Na presente época desportiva, a ATMDV tem um clube
(Currelos, em Carregal do Sal) a disputar o Campeonato Nacional da 2.ª divisão
em equipas na categoria de seniores masculinos, havendo a possibilidade de mais
dois clubes subirem, na próxima época, às competições nacionais.
A
título de curiosidade, importa realçar a existência de apenas um clube federado
no concelho de Resende, que é a Associação de Pais e Encarregados de Educação
do Centro Escolar e Escola Básica do 2.º Ciclo (EB2) de Resende. Está filiado
pela primeira vez na presente época e, até ao momento, tem apresentado
resultados positivos, que se devem em grande medida à dinâmica dos seus
dirigentes, nomeadamente da sua presidente, a Dr.ª Sandra Pinto, e do Prof.
Sérgio Sousa, que acumula as funções de Diretor Técnico Distrital da ATM
Distrito de Viseu.
Para além dos jogos previstos no calendário a
nível federado, o Prof. Aquilino Pinto tem procurado promover o ténis em todo o
distrito com várias atividades e torneios. Convém referir que, até há dois
anos, todos os torneios anuais de abertura (de arranque da respetiva época
desportiva a nível federado) foram realizados no pavilhão gimnodesportivo de S.
Martinho de Mouros, constituindo um evento de relevância de divulgação desta
vila e do concelho de Resende.
*Apontamento da autoria de Marinho Borges, publicado no Jornal de Resende, edição de Maio de 2013
Nota: A conversa que lhe deu origem decorreu ao longo de um almoço no restaurante Gentleman
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Projeto Comenius em meeting na Finlândia*
De 13 a 17 de maio de 2013, um grupo de
três professores e três alunos da Escola Secundária Dom Egas Moniz, de Resende,
participou no 2.º Encontro do Projeto Comenius Living near the water, aspects of life, realizado na cidade de
Lappeenranta, na Finlândia, no âmbito do Programa de Aprendizagem ao Longo da
Vida da Agência Nacional PROALV.
O primeiro dia de meeting iniciou-se com as boas-vindas por parte do diretor
anfitrião, com a apresentação do programa para a semana por parte do
coordenador local e com visitas às instalações da escola. De seguida, os
professores reuniram-se para proceder à avaliação das atividades realizadas com
os alunos após o meeting anterior, em
Salerno, na Itália, enquanto os alunos faziam uma caminhada pelas redondezas da
escola. Ao
fim da tarde, foi organizada uma visita guiada, para professores e alunos, ao
centro da cidade, seguida de uma atividade de remo.
No segundo dia, da parte da manhã, ocorreram
as apresentações relativas ao ecotour
e entrevistas a emigrantes realizados pelos alunos em cada um dos países
participantes. A parte de tarde foi dedicada a uma visita guiada à Universidade
de Tecnologia de Lappeenranta, onde houve também lugar ao encontro com alguns
estudantes universitários de países estrangeiros. Enquanto os alunos retornavam
à escola de acolhimento, os professores das diversas delegações tiveram ainda uma
reunião para discutir as atividades que deverão ser apresentadas no próximo meeting, em Guadalupe.
O terceiro dia foi integralmente
dedicado a uma excursão ao Castelo de Savonlinna, ao Museu da Floresta – em Lusto
– e à maior igreja de madeira do mundo – em Kerimaki. Ao final da tarde, houve
ainda oportunidade para os professores experimentarem a sauna finlandesa, seguida
de um mergulho num lago, com a água a 8 centigrados.
No quarto dia, da parte da manhã, ocorreu
uma visita à fábrica de papel UPS Kaukas, a que se seguiu nova reunião de
professores para acertarem pormenores do 3.º meeting do projeto. Ao mesmo
tempo, os alunos realizavam entrevistas a imigrantes. À tarde, as diversas
delegações foram brindadas com apresentações musicais de alunos da escola de
acolhimento. À noite, os professores puderam assistir a um concerto de jovens
solistas do Instituto de Música de Lappeenranta.
No último dia, durante a manhã,
professores e alunos jogaram basebol finlandês. Seguiu-se uma última reunião de
professores para avaliação das atividades realizadas durante a semana. Em
simultâneo, os alunos preparavam, em trabalho de grupo, as apresentações que
lhes haviam sido distribuídas no primeiro dia de meeting, centradas nas atividades realizadas durante a semana. Após
o almoço, os professores deslocaram-se ao Media
Centre do Departamento de Educação da cidade, onde tiveram algumas horas de
formação sobre o uso de tablets a
nível escolar. Ao final da tarde, todas as delegações se dirigiram para a ilha
Asinsaari, onde os alunos tiveram também oportunidade de experimentar a sauna
finlandesa e os mergulhos em água muito fria. Seguiu-se o jantar e momentos de
confraternização entre todas a delegações. Ao final do dia, os professores
locais convidaram os visitantes a cozerem o seu próprio pão numa fogueira junto
à água. Professores e alunos enrolaram então a massa de farinha em estacas e
durante dez minutos cozeram cada um o seu alimento. Seguiram-se as despedidas
entre as várias delegações, com as habituais lágrimas de saudade entre muitos
dos alunos.
Os próximos meetings irão ser realizados na Alemanha, em Guadalupe e na Suécia.
*Dionísio Ferreira, Coordenador do Projeto
Comenius
2 – Este projeto da União Europeia, de parcerias Multilaterais Comenius foi financiado pela referida Agência Nacional Proalv com o montante de 22.000 euros.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Perfil do Dr. Adriano Pereira, advogado*
“Ele
é integralmente um gentleman”
Esta citação de Rebeca West, escrita na
parede à direita, logo à entrada do restaurante, define e caracteriza o
ambiente acolhedor, a arte de bem receber, o bom gosto e a qualidade da comida.
Este novo Gentleman, capitaneado
por Manuel Pedro Gomes, de decoração sóbria e de muito bom gosto,
corporiza o conceito abrangente de restauração: pratos regionais, refeições
para dias especiais, almoços muito económicos de preço fixo, pizas, massas e menus infantis, de entre outros
destaques. Com bom tempo, poder-se-á desfrutar do espaço convidativo da
esplanada.
É um óptimo espaço para quem quiser fazer
da refeição um agradável encontro de conversa, como aconteceu com o Dr. Adriano
Pereira
Dados da vida pessoal e familiar
O
Dr. Adriano José Fernandes Pereira nasceu a 17 de Maio de 1964 em Sais de Cima,
Resende, onde residiu com os pais até 12 de Dezembro de 1992, data em que casou
e passou a residir, até hoje, em
S. Pedro do Sul. É filho de Bento Pereira, ainda vivo, e de
Maria de Lurdes, já falecida.
O
pai granjeou , como caseiro, durante mais de 60 anos, a quinta do Sais de Cima, pertencente ao Eng.
Vítor Brandão, já falecido, residente na Foz/Porto. A mãe dedicou-se à educação
dos 10 filhos e ao trabalho de casa.
É
casado com Maria Laura Casais de Almeida, professora de latim, língua e
literatura portuguesa, de quem tem três filhos (dois filhos e uma filha), que
frequentam, respectivamente, o 3.º ciclo, secundário e a universidade.
Percurso escolar e formação complementar
Frequentou
a escola primária da vila de Resende, onde concluiu a então 4.ª classe, em 1975. Nesse mesmo ano, matriculou-se no Externato D. Afonso
Henriques, nas instalações bastante exíguas existentes no lugar de Massas, tendo por isso a turma,
onde estava integrado, passado a
ter aulas no seminário de Resende, para onde
se deslocavam os respectivos professores.
No ano lectivo de 1976/1977, já a
frequentar o 6.º ano, transitou para a então Escola Preparatória, cujo edifício
tinha sido recentemente inaugurado, e onde viria a concluir o 9.º ano.
No
ano lectivo de 1980/1981 matriculou-se no 10.º ano no Externato D. Afonso
Henriques, passando a frequentar as
novas instalações junto à igreja paroquial. Convém referir que as aulas se iniciaram em regime de grande incerteza, pois não
havia qualquer autorização de funcionamento do
Ministério da Educação, o que só veio a acontecer vários meses mais tarde. O 10.º ano arrancou com duas turmas (uma da área
de ciências, com 4 ou 5 alunos, e outra
da área de humanísticos, com cerca de 15 alunos). Veio a terminar o 12.º ano
com 14,60.
Concluído
o secundário, em 1983, candidatou-se às Faculdades de Direito das Universidades
de Coimbra e Clássica de Lisboa, não tendo entrado por uma questão de uma décima.
Em
Outubro de 1983 candidatou-se a uma vaga num concurso para o quadro de pessoal
da Câmara Municipal de Resende, tendo,
após realização de prova escrita e entrevista,
sido classificado em primeiro
lugar. Começou por exercer funções administrativas relacionadas com processos
(petições, contestações e outros requerimentos) que o então Presidente da
Câmara, Dr. Albino Brito de Matos, patrocinava, em representação da Câmara, junto das auditorias administrativas, hoje
tribunais administrativos.
No
ano seguinte, ou seja, em 1984, voltou a candidatar-se à universidade, tendo
sido colocado no curso de Direito da Universidade de Coimbra. A conselho de
várias pessoas, designadamente de três ilustres advogados, Teixeira Pinto,
Aires Borges e Brito de Matos, que o
irão influenciar indelevelmente no seu percurso profissional, optou por conciliar o trabalho na Câmara, em
Resende, e o estudo de direito, na
Universidade de Coimbra. Com a colaboração da Sociedade Filantrópica-Académica
(instituição que exerce funções de procuradoria junto dos estudantes), onde se
inscreveu, que lhe enviava os sumários das aulas e outras informações, e
sobretudo com muita persistência e organização, concluiu a licenciatura. Logo
após a sua obtenção, pediu licença sem vencimento de longa duração, abandonando
o lugar na Câmara Municipal de Resende.
Para
além da licenciatura em direito, convém realçar a formação complementar de que
é portador. Em 1997 veio a obter, após a frequência de dois
semestres, a pós-graduação em “Direito do
Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente” pela Faculdade de Direito da
UC. Em 2009, pela mesma Faculdade, terminou com sucesso o curso de especialização
em Contratação
Pública.
Percurso profissional
Estagiou
em Coimbra e S. Pedro do Sul, estando inscrito na Ordem dos Advogados desde
Outubro de 1993, com escritório em S. Pedro do Sul a partir dessa
data. Como era bastante solicitado por amigos e conhecidos de Resende para os
patrocinar, decidiu também abrir escritório nesta vila.
Sentindo-se
vocacionado para o ramo de Direito Público, começou por se dedicar ao
contencioso administrativo, patrocinando causas em que uma das partes é o
Estado e/ou as Autarquias Locais. Rapidamente começou a ser conhecido, sendo
procurado por clientes de diversos pontos do país.
A
sua relação com Resende voltou a intensificar-se, agora como advogado. O Professor Pinto (Manuel Figueiredo Pinto
Pereira), então a substituir o Dr. Albino Brito de Matos, que sofrera um
acidente de viação, sentiu necessidade
de o consultar com frequência, na qualidade de amigo e ex-funcionário, em várias
questões jurídicas. De regresso à presidência da Câmara, o Dr. Brito de
Matos, foi confrontado com a recusa do
visto do Tribunal de Contas no contrato de empreitada da construção da Ponte da
Ermida, cujo concurso fora objecto de publicidade internacional (e, nesta sequência, aberto a construtores de qualquer país da
União Europeia), com fundamento no não cumprimento do prazo para apresentação
das propostas. Como estava em causa a perda dos fundos comunitários aprovados
para a execução da obra, o Dr. Brito de Matos pediu ao amigo e advogado, Dr. Adriano Pereira, aconselhamento jurídico sobre como reagir à
negação do visto do Tribunal de Contas. Minutou então o recurso para o pleno do
Tribunal de Contas, que em novo acórdão revogou a anterior decisão e concedeu o
visto. A importância desta intervenção foi realçada pelo Dr. Brito de Matos no
seu livro “A Ponte da Ermida”.
Entretanto,
como a Câmara não tinha no seu quadro de pessoal nenhum jurista, o Dr. Brito de Matos
propôs-lhe, por essa altura, um contrato
de avença anual para prestar consulta jurídica e o patrocínio judiciário, cuja
necessidade era sentida, designadamente
no âmbito de questões relacionadas com a aplicação e interpretação das normas
do plano director municipal (PDM) e do novíssimo regime jurídico de
licenciamento de obras e loteamentos, que entrou em vigor em 1992. Estas funções
voltaram a ser-lhe confiadas pelo actual Presidente da Câmara, Eng. António
Borges.
E é durante os três mandatos deste, como
presidente, que o Município de Resende
se confronta com um grande aumento de litígios em tribunal e com uma
necessidade de aconselhamento jurídico permanente, fruto da nova forma de
exercer o poder, dos resultados da inspecção ordinária aos serviços
administrativos e de licenciamento de obras e loteamentos, o que dá origem a muitos
processos no tribunal administrativo. A acção do Dr. Adriano Pereira também foi
imprescindível no acompanhamento e
aconselhamento do município na celebração do contrato e protocolo com a empresa
eólica de S. Cristovão, cujas contrapartidas ultrapassaram mais de 3,5 milhões
de euros, desde a rectificação e beneficiação da estrada que liga a vila de
Resende à Ponte de Cavalar, limite do concelho, à participação no capital
social da sociedade proprietária do parque, e cujo valor viria a ser, mais tarde,
destinado ao pagamento da aquisição dos imóveis e da concessão das Termas de Caldas de Aregos.
Mas é o conflito entre o Município e a
concessionária das Caldas de Aregos, que dá origem a dezenas de processos
judiciais, que mais trabalho vai dar ao advogado da Câmara, Dr. Adriano
Pereira, desde o embargo das obras de melhoramento e beneficiação da Capela de
Aregos, requerido pela concessionária logo no primeiro mês de mandato do Eng.
António Borges, até ao processo crime movido por aquela concessionária ao
próprio advogado da Câmara, que há-de ser arquivado, no próprio dia do
julgamento e antes deste se iniciar, por Despacho do Juiz, tal era a falta de
fundamento da acusação particular, só porque teve a ousadia de deduzir um
incidente de suspensão contra os peritos do tribunal por uma avaliação
escandalosa feita no âmbito da expropriação dos terrenos necessários à marina
de Caldas de Aregos e que o juiz viria a anular.
Como advogado, ao patrocinar o Município de
Resende, os seus órgãos e os titulares deste, para além do dever de patrocínio,
sempre o acompanhou a obrigação de servir todos os resendenses.
Para além de advogado convém referir que, durante
5 anos lectivos consecutivos, foi professor convidado do Instituto Piaget de
Viseu, onde leccionou as cadeiras de “Administração Pública” e de “Economia e
Política Ambiental”.
Nota: Como é do
conhecimento público, ao Dr. Adriano Pereira foi atribuída recentemente a
Medalha de Ouro de Mérito do Município de Resende, “pelas qualidades humanas, profissionais e
intelectuais, bem como o seu contributo para a actividade e afirmação, com
assinalável qualidade dos serviços prestados, ao Município de Resende”.
*Apontamento da autoria de Marinho Borges, publicado no Jornal de Resende, edição de Abril de 2013.
A partir de uma conversa que decorreu ao longo de um almoço no restaurante Gentleman.
terça-feira, 21 de maio de 2013
O Dr. Jaime Bernardino Alves apresentou candidatura à Câmara Municipal de Resende
No
passado sábado, dia 18 de maio de 2013, pelas 16 horas, decorreu no
auditório municipal de Resende a apresentação da candidatura de Jaime
Alves às autárquicas de 2013, numa coligação PSD/CDS. Neste evento
estiveram presentes Hélder Amaral, deputado e presidente da comissão
política distrital do CDS-PP de Viseu, Mota Faria, presidente da
comissão política distrital do PSD de Viseu, e o convidado especial da
apresentação, António Almeida Henriques, anterior secretário de estado
adjunto da economia e do desenvolvimento regional.
Hélder Amaral iniciou a apresentação referindo Resende como “um
concelho tão rico, cuja história de Portugal passa aqui pelas ruas,
quer no mosteiro de S. Martinho, quer em Cárquere… onde D. Afonso
Henriques brincava por aqui. Uma terra que tem uma história tão rica na
história da nação… porque é que Resende não marca no contexto nacional
mais ainda a sua pujança e a sua dinâmica? Tudo o que precisam está cá. O
essencial é que Resende tem gente magnífica, o seu principal ativo,
paisagem, património e história magníficos. O futuro de Resende é um
futuro risonho, com esperança e que eventualmente não vai deixar ninguém
indiferente. E este futuro precisa da liderança, e Resende tem algo que
não se encontra em outros concelhos do país, porque não é muito fácil
encontrar jovens com qualidade, com vontade, que procurando fazer tudo
que fazem por si próprios e o Jaime é um homem ambicioso, não esquece
aquilo que pode fazer pelos outros. E por isso feliz é a terra que tem
um jovem com esta dimensão, com esta dinâmica e com esta vontade.”
Mota Faria diz que “Jaime
é uma pessoa profundamente humanista, uma pessoa discreta. É uma pessoa
que tem uma sensibilidade social muito enraizada e é talvez aquilo que
consideramos o novo autarca. Um autarca que de certeza tem um projeto
agregador. Ele quer fazer um projeto com as pessoas, ele quer fazer um
município que seja um município facilitador, e não um município com
sentimos muitas vezes em Resende, como um município que tudo quer
controlar. Que tudo quer controlar em termos do movimento associativo,
em termos das pessoas, muitas vezes ultrapassando aquilo que é a noção
de que todos temos de gestão dos dinheiros.” Quanto ao desenvolvimento, o presidente da comissão política distrital do PSD de Viseu refere que “vê-se
muito investimento em Resende. Nós vemos que houve aqui obra, não vamos
esconder. Nós sentimos que alguns equipamentos podem ser um ou outro
questionáveis, mas o que deu isso às pessoas em termos de
desenvolvimento? Há aqui qualquer coisa que falha em Resende, falha na
fixação de pessoas, falhas muitas vezes respostas a algumas
necessidades. Parece que há tudo, mas falta tudo.”
“Porque
é que se investe tanto dinheiro, porque é que ao longo dos últimos
ciclos comunitários se investiu tanto dinheiro em obra, designadamente
neste concelho onde muitas estruturas foram feitas, e porquê as pessoas
continuam a sair? A resposta talvez seja simples, é que não houve
capacidade para criar valor, não houve capacidade para criar riqueza,
não houve capacidade para fixar as pessoas. A generalidade dos autarcas,
o autarca de Resende, não sendo exceção, esqueceu-se de uma coisa, é
preciso dedicar-se mais tempo ao desenvolvimento da atividade económica.
E esta é uma das maiores valias que a candidatura do Jaime Alves pode
trazer ao concelho.” – afirma António Almeida Henriques
Jaime Alves responde a quem surpreendeu a sua candidatura “com
uma declaração de amor genuíno à minha terra e à minha gente. E
respondo ainda com a formação e experiência de trabalho de mais de 20
anos. Ao contrário do que vejo na candidatura socialista não sou nem um
estrangeirado, nem um produto importado, imposto de cima para baixo, por
alguém para perpetuar o sistema do poder. E convenhamos a cópia é pior
que a original. Respondo ainda com um compromisso de progresso e um
programa de desenvolvimento real para o nosso concelho. Um compromisso
alicerçado na riqueza da terra e no valor das pessoas. Comigo Resende
terá um líder e nunca um xerife.”
A candidatura de Jaime Alves passa por 7 compromissos:
1.
Um programa de fomento e assistência empresarial a que chamaremos de
Resende Empreende – será um programa de desenvolvimento económico
apostado na assistência às empresas, no apoio e acesso a financiamento
comunitário, na atração de pequenos e médios investimentos e no
empreendedorismo local.
2. A certificação da cereja e uma estratégia de valorização de produtos locais.
3.
Um compromisso político nacional para a concretização das estradas
nacionais 222-2 e 321-2, absolutamente indispensável ao fim do
isolamento territorial de Resende, a norte e a sul.
4. Um programa de reabilitação urbana e económica de Caldas de Aregos.
5. Uma política municipal de inclusão social, de promoção de um enriquecimento ativo e apoio escolar.
6.
Uma aposta na revitalização turística e termal do concelho e no
desenvolvimento da sua oferta de turismo náutico, histórico e de
natureza.
7.
Uma estratégia de captação de fundos comunitários para financiar este
programa de desenvolvimento do concelho entre 2014 e 2017.
*Rafael Barbosa
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